Clube Veneno
Causas e consequências da renovação das religiões (era Re: Menino de 11 anos se suicida por não ter dinheiro para fazer 1ª comunhão)
Autor: Luis Dantas | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 3536 Comentários: 31
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Citação de: Luz em 16 de Janeiro de 2007, 15:55:02

A questão é: como fazer isso? A religião é uma das partes mais importantes da cultura na visão da maioria das pessoas.


Ora, da forma óbvia: levando a religião para o caminho do bem...

Sério!

Entre outras coisas, isso envolve inserir mensagens de integração tolerante e de confiança não-agressiva nas religiões predominantes em cada região. Mensagens como "Deus não teme a nada, e com certeza não teme a ateus. A Comunhão é um momento importante para declarar a vontade de participar do rebanho... mas Deus é o supremo administrador e sabe respeitar os limites de suas ovelhas. Ele com certeza não verá as dificuldades financeiras de seus filhos de outra forma que não seja com amor e compreensão supremas."

Na verdade não é tão difícil.
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Citação de: Luis Dantas em 16 de Janeiro de 2007, 15:59:44

Citação de: Luz em 16 de Janeiro de 2007, 15:55:02

A questão é: como fazer isso? A religião é uma das partes mais importantes da cultura na visão da maioria das pessoas.


Ora, da forma óbvia: levando a religião para o caminho do bem…

Sério!

Entre outras coisas, isso envolve inserir mensagens de integração tolerante e de confiança não-agressiva nas religiões predominantes em cada região. Mensagens como "Deus não teme a nada, e com certeza não teme a ateus. A Comunhão é um momento importante para declarar a vontade de participar do rebanho… mas Deus é o supremo administrador e sabe respeitar os limites de suas ovelhas. Ele com certeza não verá as dificuldades financeiras de seus filhos de outra forma que não seja com amor e compreensão supremas."

Na verdade não é tão difícil.


As vezes acho que você é tão ingênuo quanto eu, Luís, mas prefiro chamar de otimismo. Eu compreendo o método, o que não encontro é a forma de aplicá-lo. As religiões, geralmente, não permitem esse tipo de interferência.

São como empresas que sobrevivem da fidelidade de seus clientes e não vão abrir precendente para a concorrência, porque isso representa falência.
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Citação de: Luz em 16 de Janeiro de 2007, 16:24:45

As vezes acho que você é tão ingênuo quanto eu, Luís, mas prefiro chamar de otimismo. Eu compreendo o método, o que não encontro é a forma de aplicá-lo. As religiões, geralmente, não permitem esse tipo de interferência.


Não sei se se trata de ingenuidade ou otimismo, Luz. Para mim é um falso dilema; se existem vários rumos e alguns deles não levam a nada de bom, sigamos algum dos que restam. Se uma religião não se abre para cuidar de si própria, acaba por ruir. Historicamente foi o que sempre aconteceu, e o motivo por que as religiões que vingam sempre tem grandes controvérsias internas; aquilo que não se questiona acaba por morrer de velhice.

Citar

São como empresas que sobrevivem da fidelidade de seus clientes e não vão abrir precendente para a concorrência, porque isso representa falência.


Falência é o resultado da inadequação à demanda. Para evitá-la, necessariamente se aprende a compreender as mudanças dessa demanda. A única alternativa é caminhar para a extinção.
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Citação de: Luis Dantas em 16 de Janeiro de 2007, 16:32:17

Falência é o resultado da inadequação à demanda. Para evitá-la, necessariamente se aprende a compreender as mudanças dessa demanda. A única alternativa é caminhar para a extinção.


E você, pessoalmente, acha que de alguma forma isso está acontecendo?
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Citação de: Luz em 16 de Janeiro de 2007, 16:44:12

Citação de: Luis Dantas em 16 de Janeiro de 2007, 16:32:17

Falência é o resultado da inadequação à demanda. Para evitá-la, necessariamente se aprende a compreender as mudanças dessa demanda. A única alternativa é caminhar para a extinção.


E você, pessoalmente, acha que de alguma forma isso está acontecendo?


Sim, os dois caminhos estão sendo seguidos. Como sempre estiveram, aliás. Alguns grupos e indivíduos estão escolhendo deixar que suas crenças e comunidades apodreçam por medo da mudança, outros ousam questionar e renovar. Até mesmo esse modelo é uma simplificação, mas eu não tenho dúvida de que esses movimentos existem.
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Citação de: Luis Dantas em 16 de Janeiro de 2007, 17:13:38

Sim, os dois caminhos estão sendo seguidos. Como sempre estiveram, aliás. Alguns grupos e indivíduos estão escolhendo deixar que suas crenças e comunidades apodreçam por medo da mudança, outros ousam questionar e renovar. Até mesmo esse modelo é uma simplificação, mas eu não tenho dúvida de que esses movimentos existem.


Entendo e pensando de uma forma geral acho que tem razão. O caso então é que as coisas seguem o rítmo inevitável - ou mudam ou mais cedo ou mais tarde desaparecem. Meu receio são os meios pelos quais elas possam vir escolher mudar para não desaparecer. Claro que no caso me refiro sempre ao fundamentalismo.
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Citação de: Luz em 16 de Janeiro de 2007, 17:19:57

O caso então é que as coisas seguem o rítmo inevitável - ou mudam ou mais cedo ou mais tarde desaparecem. Meu receio são os meios pelos quais elas possam vir escolher mudar para não desaparecer. Claro que no caso me refiro sempre ao fundamentalismo.


Me lembrei dessa sua resposta quando vi este tópico da Nina: "Vocês saberiam o que fazer?" (na seção de Ceticismo). Volta e meia ao ler o relato eu me lembrava de que praticamente a única diferença entre essa história e outros "contos de médium" que conheço é o gasto financeiro.

E aí me ocorreu: essa insistência kardecista em que não se deve cobrar pelo trabalho mediúnico não seria uma forma de renunciar aos anéis para preservar os dedos? Cobrando dinheiro o abuso emocional fica muito difícil de ignorar. Insistindo em não cobrar ainda dá para posar de desinteressado e altruísta apesar de toda a bajulação e estrelismo.

Parece que estamos sempre ajustando as idéias aos fatos, portanto. Os critérios para decidir o que é ou não mudança necessária é que variam.
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Como o assunto mudou, vou dividir o tópico.
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Citação de: Luis Dantas em 16 de Janeiro de 2007, 23:19:03

Me lembrei dessa sua resposta quando vi este tópico da Nina: "Vocês saberiam o que fazer?" (na seção de Ceticismo). Volta e meia ao ler o relato eu me lembrava de que praticamente a única diferença entre essa história e outros "contos de médium" que conheço é o gasto financeiro.

E aí me ocorreu: essa insistência kardecista em que não se deve cobrar pelo trabalho mediúnico não seria uma forma de renunciar aos anéis para preservar os dedos? Cobrando dinheiro o abuso emocional fica muito difícil de ignorar. Insistindo em não cobrar ainda dá para posar de desinteressado e altruísta apesar de toda a bajulação e estrelismo.

Parece que estamos sempre ajustando as idéias aos fatos, portanto. Os critérios para decidir o que é ou não mudança necessária é que variam.


Então, eu enxergo a coisa por um ângulo diferente, talvez meio absurdo na sua opinião - mas vejo o espiritismo hoje como uma religião recente, mas crescente que ainda está conquistando seu espaço e se vê nesse instante plantando as sementes de uma "causa maior" - a exemplo dos cristãos primitivos, se é que me entende.
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Citação de: Luz em 17 de Janeiro de 2007, 00:00:55

Então, eu enxergo a coisa por um ângulo diferente, talvez meio absurdo na sua opinião - mas vejo o espiritismo hoje como uma religião recente, mas crescente que ainda está conquistando seu espaço e se vê nesse instante plantando as sementes de uma "causa maior" - a exemplo dos cristãos primitivos, se é que me entende.


Entender entendo, mas não acho que o Espiritismo cabe nesse molde. Os sinais de decadência dele já são muito claros, e a capacidade de renovação do mesmo é uma das mais deficientes que já vi. Em muitos sentidos é pior até mesmo do que a do Islã e a do Catolicismo.
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Entender entendo, mas não acho que o Espiritismo cabe nesse molde. Os sinais de decadência dele já são muito claros, e a capacidade de renovação da mesma é uma das mais deficientes que já vi.


Não sei se é a capacidade de renovação, talvez deficiência de percepção - o tempo não é propício, mas não estou falando de realização, apenas de objetivo - no que refere aos "anéis". Concordo com você na idéia de tentar preservar os dedos, mas de um ponto de vista diferente.
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