
Clube Veneno
conciencia e o problema do materialismo (nagel e chalmers)
Gilberto de PaivaIsso é apenas um discurso idealizado, que nunca trouxe avanço de conhecimento.
Descartes nunca trouxe avanço de conhecimento?
Kant nunca trouxe avanço de conhecimento?
Husserl nunca trouxe avanço de conhecimento?
Os três mais marcantes pensadores da história da filosofia ocidental do conhecimento não trouxeram avanço de conhecimento?
Existe um antes e depois de Descartes. Existe um antes e depois de Kant. Existe um antes e depois de Husserl.
Gilberto de Paiva
Mas seu discurso é ingênuo. Poderia te questiionar se você se considera acima de gênios da ciência x,y,z.
Esses que você citou não tiveram acesso ao conhecimento científico atual, foram importantes em suas épocas mas não servem como parâmetro discussões sérias atuais.
Abdus Salam (unificação eletrofraca): não-materialista
Alexander Grothendieck (geometia algébrica): não-materialista
Allan Sandage (cosmologia observacional): não-materialista
Anton Zeilinger (informação quântica): não-materialista
Antonino Zichichi (física de partículas): não-materialista
Antony Hewish (radioastronomia): não-materialista
Arno Penzias (radiação cósmica): não-materialista
Arthur Holly Compton (fótons): não-materialista
Arthur Peacocke (bioquímica do dna): não-materialista
Arthur Schawlow (espectroscopia laser): não-materialista
Arthur Stanley Eddington (astrofísica estelar): não-materialista
Asa Gray (botânica científica): não-materialista
Aziz Sancar (mecanismos moleculares): não-materialista
Bernard d’Espagnat (fundamentos quânticos): não-materialista
Brian Josephson (superconductividade): não-materialista
Carl Friedrich von Weizsäcker (física nuclear): não-materialista
Carlo Rubbia (bósons): não-materialista
Charles Coulson (química quântica): não-materialista
Charles H. Townes (bases do laser): não-materialista
Christian B. Anfinsen (informação de aminoácidos): não-materialista
Cyril Domb (transições de fase): não-materialista
David Bohm (plasma): não-materialista
Don Page (gravitação quântica): não-materialista
Donald Knuth (ciência da computação): não-materialista
Edward O. Wilson (biogeografia): não-materialista
Eric Priest (magnetohidrodinâmica solar): não-materialista
Ernest Walton (transmutação nuclear): não-materialista
Ernst Boris Chain (penicilina): não-materialista
Erwin Schrödinger (mecânica ondulatória): não-materialista
Francis Collins (genoma humano): não-materialista
Fred Brooks (arquitetura de software): não-materialista
Federico Faggin (silicon-gate): não-materialista
Freeman Dyson (eletrodinâmica quântica): não-materialista
George F. R. Ellis (cosmologia matemática): não-materialista
George Gabriel Stokes (mecânica de fluidos): não-materialista
George R. Price (seleção natural): não-materialista
George Sudarshan (interação fraca): não-materialista
George Wald (bioquímica da visão): não-materialista
Georges Lemaître (big bang): não-materialista
Gregor Mendel (genética): não-materialista
Guy Consolmagno (ciência planetária): não-materialista
Heino Falcke (sombra de buraco negro): não-materialista
Henry Eyring (cinética química): não-materialista
Henry F. Schaefer III (química computacional): não-materialista
Ian Hutchinson (física de plasmas): não-materialista
James Clerk Maxwell (unificação eletricidade-magnetismo): não-materialista
James Prescott Joule (conservação da energia): não-materialista
James Tour (nanotecnologia): não-materialista
Jennifer Wiseman (formação estelar): não-materialista
Jocelyn Bell Burnell (pulsares): não-materialista
John B. Goodenough (íons de lítio): não-materialista
John Carew Eccles (transmissão sináptica): não-materialista
John Houghton (física atmosférica): não-materialista
John Polkinghorne (quântica de campos): não-materialista
Joseph H. Taylor Jr. (pulsar binário): não-materialista
Joseph Murray (transplante renal): não-materialista
Juan Maldacena (teoria de cordas): não-materialista
Katharine Hayhoe (ciência climática): não-materialista
Kathleen Lonsdale (cristalografia): não-materialista
Kenneth R. Miller (biologia celular): não-materialista
Kurt Gödel (incompletude): não-materialista
Martin Nowak (evolução matemática): não-materialista
Mary Higby Schweitzer (paleontologia molecular): não-materialista
Max Planck (teoria quântica): não-materialista
Michał Heller (cosmologia relativística): não-materialista
Nevill Mott (estado sólido): não-materialista
Pascual Jordan (física teórica): não-materialista
Richard Smalley (fulerenos): não-materialista
Robert Aumann (teoria dos jogos): não-materialista
Robert B. Griffiths (mecânica quântica): não-materialista
Roger Penrose (buracos negros): não-materialista
Ronald A. Fisher (estatística matemática): não-materialista
Simon Conway Morris (convergência evolutiva): não-materialista
Stephen M. Barr (física de partículas): não-materialista
Theodosius Dobzhansky (genética de populações): não-materialista
Tom McLeish (física de polímeros): não-materialista
Werner Arber (engenharia genética): não-materialista
Werner Heisenberg (mecânica matricial): não-materialista
Wernher von Braun (engenharia de foguetes): não-materialista
William Crookes (espectroscopia): não-materialista
William D. Phillips (resfriamento de átomos): não-materialista
William Newsome (neurobiologia): não-materialista
William Thomson Lord Kelvin (termodinâmica): não-materialista
Wolfgang Pauli (neutrino): não-materialista
Xavier Le Pichon (tecnônica de placas): não-materialista
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Data da postagem: 08/09/2026, 16:03
Gilberto de Paiva
Isso é apenas um discurso idealizado, que nunca trouxe avanço de conhecimento.
Pelo contrário, os modelos materialistas é que são idealizados a partir de um conhecer mais fundamental que é puramente consciencial.
Gilberto de Paiva
Sim, e o fisicalismo é perfeitamente compatível com isso.
Não é não, pois uma descrição puramente física exclui nosso acesso imediato.
Gilberto de Paiva
Se primeiro tem que admitir o tal do "solo autoevidente" sem evidências, tá mais para crença.
Nada pode ser evidente sem que haja uma base autoevidente da qual se parte.
Gilberto de Paiva
A neurociência, neurotransmissores, anestesia, psicotrópicos, psicologia, psiquatria, cognitivismo e algorítimização de processos cognitivos, e vários outros ramos científicos iluminaram imensamente mais o que você chama vagamente de "significado da subjetividade" e "sentidos do mundo interior" do que qualquer outra forma não fisicalista de tentativa.
Iluminaram somente os aspectos físicos destas coisas, uma vez que só se serve de ferramentas igualmente físicas.
Gilberto de Paiva
Toda crise de um conhecimento científico naturalista sempre foi resolvida por outro conhecimento científico naturalista.
Claro, mas isso é óbvio e redundante. O campo natural só pode ser explicado por meios tão naturais quanto.
Gilberto de Paiva
Pelo menos o fisicalismo tem toneladas de evidências de amplo sucesso para credenciá-lo como forte candidato nessa seara.
Sucesso no campo de sua mesma natureza (fisicalidade).
Gilberto de Paiva
Temos duas possibilidades, fisicalismo pode explicar por completo a cognição, mente, experiência, etc, ou não.
Claro que o fisicalismo dá conta dos mecanismos físicos destas coisas, e somente ele poderia dar. Tautológico, ué?
Gilberto de Paiva
Talvez vocês deveriam definir melhor o que seria algo "atutoevidente".
Qual é a primeira evidência absoluta para você mesmo? Aquela mais imediata de todas. Que viabiliza as demais.
Gilberto de Paiva
Já que você trouxe isso, sabe de alguma outra forma de definir o que você chama de "autoevidente", como esse conceito poderia produzir conhecimento mais estruturado para contrapor ao fisicalismo?
Esse conceito não vai produzir conhecimento físico. Acho que você não entendeu meu ponto. Eu te pediria para ler com calma, desde o início ao fim, todos os meus textos neste tópico. Se você não se incomodar, posso colar aqui uma solicitação que fiz ao ChatGPT após jogar nele nossa conversa e pedir que explique meus pontos melhor do que eu. Ou, podemos marcar uma live para conversarmos ao vivo sobre. Mas, resumidamente, você está confundindo vários níveis. Por exemplo, você acha que rejeitar uma ontologia materialista (meu caso) é o mesmo que fazer pouco caso do sucesso instrumental do materialismo como método. Não! De jeito nenhum. A ciência naturalista funciona muito bem quando se trata de explicar o mundo natural. O problema é que, de antemão, você já saiu de largada pressupondo que não hajam outros níveis. Então você me desafia a trazer um progresso material trazido por ontologias alternativas. Só que isso me forçaria a cometer o mesmo erro do qual estou te acusando, precisamente, o de aplicar um meio que não seja adequado à investigação que se propõe. Sim, a matéria existe e o nível físico é real, e ambos não só são adequadamente descritos por um modelo fisicalista como também só poderiam sê-lo. Veja: não pode ser de outra forma. Se eu tentasse dar conta da materialidade não-materialmente, estaria me contradizendo ao reclamar que você tenta esgotar o imaterial na objetividade científica. Cada dimensão da realidade exige seu próprio jeito de acessar.
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Data da postagem: 08/09/2026, 16:05

HumanistaFernando Silva
São apenas fenômenos eletroquímicos e podem, sim, ser observados e medidos.
Os mecanismos cerebrais são apenas fenômenos eletroquímicos. O que não é é a testemunha que os vivencia imediatamente, sentindo-os.
Máquinas podem ser programadas para "sentir" coisas e reagir de acordo.
O que as máquinas não têm, pelo menos até agora, é autoconsciência.
HumanistaFernando Silva
Falar em "abismo" e "inconfundível" não passa de opinião pessoal.
Você não consegue distinguir observação de vivência? Captação objetiva de percepção direta? Coisas percebidas vs. Sujeito percebedor.
Vivência, neste caso, não passa de observação - com os olhos - complementada pelos outros 4 sentidos se for o caso: dor, frio/calor, peso, tato etc.
Apenas informação vinda dos sensores e processada pelos neurônios.
Sim, será apenas opinião para mim até que provem que há um ghost in the machine, ou seja, algo imaterial. Algo que as religiões chamam de alma e que suponho que seja o que você denomina "sujeito percebedor".
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Data da postagem: 08/09/2026, 16:07

HumanistaGilberto de Paiva
Mas seu discurso é ingênuo. Poderia te questiionar se você se considera acima de gênios da ciência x,y,z.
Esses que você citou não tiveram acesso ao conhecimento científico atual, foram importantes em suas épocas mas não servem como parâmetro discussões sérias atuais.
Abdus Salam (unificação eletrofraca): não-materialista
Alexander Grothendieck (geometia algébrica): não-materialista
Allan Sandage (cosmologia observacional): não-materialista
[...]
Não entendi por que a opinião de todos esses citados serviria como argumento.
O fato de eles terem sido gênios, cada um em sua especialidade, não os qualifica para definir se há algo não material ou não.
Apelo à autoridade e à autoridade errada. Por que um matemático, pesquisador do DNA ou astrofísico saberia mais do que nós sobre o assunto?
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Data da postagem: 08/09/2026, 16:16
Fernando SilvaAlgo que as religiões chamam de alma e que suponho que seja o que você denomina "sujeito percebedor".
Estou evitando chamar de alma porque o preconceito de vocês com termos "espirituais" vai ativar gatilhos de resistência psicológica que os impedirão de sequer prestar atenção na argumentação só para entrar num frênesi de negação. Vamos evitar vocabulário religioso.
Fernando SilvaApenas informação vinda dos sensores e processada pelos neurônios.
O doce não está nas moléculas do açúcar. As cores não estão na frequência da onda. Medite sobre isso.
Fernando SilvaMáquinas podem ser programadas para "sentir" coisas e reagir de acordo.
Você confunde "captar" com "vivenciar". Por isso eu escrevi lá em cima "sentir-se versus observar". Um microfone capta mas não sente.
Fernando SilvaNão entendi por que a opinião de todos esses citados serviria como argumento.
Claro, não é um argumento para pensarmos como eles, mas sim porque o colega lá me julgou ultrapassado e obsoleto cientificamente.
Fernando SilvaApelo à autoridade e à autoridade errada. Por que um matemático, pesquisador do DNA ou astrofísico saberia mais do que nós sobre o assunto?
Certo, neste ponto não foi propriamente "argumento contra materialismo" mas sim "argumento contra materialismo ser consenso entre cientistas".
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Data da postagem: 08/09/2026, 16:40
Humanista
Descartes nunca trouxe avanço de conhecimento?
Kant nunca trouxe avanço de conhecimento?
Husserl nunca trouxe avanço de conhecimento?
Os três mais marcantes pensadores da história da filosofia ocidental do conhecimento não trouxeram avanço de conhecimento?
Existe um antes e depois de Descartes. Existe um antes e depois de Kant. Existe um antes e depois de Husserl.
Somente as contribuições naturalistas de Descartes contribuíram para o aumento do conhecimento. O dualismo dele não serviu para nada além de discutir o sexo dos anjos.
Os demais não conheço e nunca ouvi falar que eles tiveram contribuições não fisicalistas que realmente colocam o fisicalismo em uma mínima dificuldade.
O fisicalismo também pode justificar a filosofia sem dificuldades.
Humanista
Abdus Salam (unificação eletrofraca): não-materialista
Alexander Grothendieck (geometia algébrica): não-materialista
Allan Sandage (cosmologia observacional): não-materialista
Anton Zeilinger (informação quântica): não-materialista
Antonino Zichichi (física de partículas): não-materialista
Antony Hewish (radioastronomia): não-materialista
Arno Penzias (radiação cósmica): não-materialista
Arthur Holly Compton (fótons): não-materialista
Arthur Peacocke (bioquímica do dna): não-materialista
Arthur Schawlow (espectroscopia laser): não-materialista
Arthur Stanley Eddington (astrofísica estelar): não-materialista
Asa Gray (botânica científica): não-materialista
Aziz Sancar (mecanismos moleculares): não-materialista
Bernard d’Espagnat (fundamentos quânticos): não-materialista
Brian Josephson (superconductividade): não-materialista
Carl Friedrich von Weizsäcker (física nuclear): não-materialista
Carlo Rubbia (bósons): não-materialista
Charles Coulson (química quântica): não-materialista
Charles H. Townes (bases do laser): não-materialista
Christian B. Anfinsen (informação de aminoácidos): não-materialista
Cyril Domb (transições de fase): não-materialista
David Bohm (plasma): não-materialista
Don Page (gravitação quântica): não-materialista
Donald Knuth (ciência da computação): não-materialista
Edward O. Wilson (biogeografia): não-materialista
Eric Priest (magnetohidrodinâmica solar): não-materialista
Ernest Walton (transmutação nuclear): não-materialista
Ernst Boris Chain (penicilina): não-materialista
Erwin Schrödinger (mecânica ondulatória): não-materialista
Francis Collins (genoma humano): não-materialista
Fred Brooks (arquitetura de software): não-materialista
Federico Faggin (silicon-gate): não-materialista
Freeman Dyson (eletrodinâmica quântica): não-materialista
George F. R. Ellis (cosmologia matemática): não-materialista
George Gabriel Stokes (mecânica de fluidos): não-materialista
George R. Price (seleção natural): não-materialista
George Sudarshan (interação fraca): não-materialista
George Wald (bioquímica da visão): não-materialista
Georges Lemaître (big bang): não-materialista
Gregor Mendel (genética): não-materialista
Guy Consolmagno (ciência planetária): não-materialista
Heino Falcke (sombra de buraco negro): não-materialista
Henry Eyring (cinética química): não-materialista
Henry F. Schaefer III (química computacional): não-materialista
Ian Hutchinson (física de plasmas): não-materialista
James Clerk Maxwell (unificação eletricidade-magnetismo): não-materialista
James Prescott Joule (conservação da energia): não-materialista
James Tour (nanotecnologia): não-materialista
Jennifer Wiseman (formação estelar): não-materialista
Jocelyn Bell Burnell (pulsares): não-materialista
John B. Goodenough (íons de lítio): não-materialista
John Carew Eccles (transmissão sináptica): não-materialista
John Houghton (física atmosférica): não-materialista
John Polkinghorne (quântica de campos): não-materialista
Joseph H. Taylor Jr. (pulsar binário): não-materialista
Joseph Murray (transplante renal): não-materialista
Juan Maldacena (teoria de cordas): não-materialista
Katharine Hayhoe (ciência climática): não-materialista
Kathleen Lonsdale (cristalografia): não-materialista
Kenneth R. Miller (biologia celular): não-materialista
Kurt Gödel (incompletude): não-materialista
Martin Nowak (evolução matemática): não-materialista
Mary Higby Schweitzer (paleontologia molecular): não-materialista
Max Planck (teoria quântica): não-materialista
Michał Heller (cosmologia relativística): não-materialista
Nevill Mott (estado sólido): não-materialista
Pascual Jordan (física teórica): não-materialista
Richard Smalley (fulerenos): não-materialista
Robert Aumann (teoria dos jogos): não-materialista
Robert B. Griffiths (mecânica quântica): não-materialista
Roger Penrose (buracos negros): não-materialista
Ronald A. Fisher (estatística matemática): não-materialista
Simon Conway Morris (convergência evolutiva): não-materialista
Stephen M. Barr (física de partículas): não-materialista
Theodosius Dobzhansky (genética de populações): não-materialista
Tom McLeish (física de polímeros): não-materialista
Werner Arber (engenharia genética): não-materialista
Werner Heisenberg (mecânica matricial): não-materialista
Wernher von Braun (engenharia de foguetes): não-materialista
William Crookes (espectroscopia): não-materialista
William D. Phillips (resfriamento de átomos): não-materialista
William Newsome (neurobiologia): não-materialista
William Thomson Lord Kelvin (termodinâmica): não-materialista
Wolfgang Pauli (neutrino): não-materialista
Xavier Le Pichon (tecnônica de placas): não-materialista
Algum desses aí desenvolveu algum conhecimento não naturalista para refutar o naturalismo de destaque e com evidências? Pelo que você escreveu só comprova que apesar de serem pessoalmente não materialistas, só se destacaram em suas atividades intelectuais naturalistas.
Ou seja o não naturalismo deles não contribuiu para o aumento do conhecimento.
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Data da postagem: 08/09/2026, 19:14
Gilberto de Paiva
Algum desses aí desenvolveu algum conhecimento não naturalista para refutar o naturalismo de destaque e com evidências? Pelo que você escreveu só comprova que apesar de serem pessoalmente não materialistas, só se destacaram em suas atividades intelectuais naturalistas.
Ou seja o não naturalismo deles não contribuiu para o aumento do conhecimento.
Vamos por partes: eu trouxe esta lista pois você deu a entender que minha visão não convence ninguém na comunidade científica, e que o fisicalismo "vai bem", que meu ponto de vista não consegue consenso etc. Todos esses nomes aí discordam da sua metafísica: alguns deles são dualistas (como eu); outros, platonistas (G.Frege), idealistas (K.Godel), espinosistas (A.Einstein), "fenomenistas"/"fenomenalistas" (E.Mach) etc. Então não tá tão favorável pro teu lado quanto você pensa. Agora, se você me pergunta dos avanços terem sido só materiais: catei eles de propósito por causa disso, pois, mesmo tendo sucesso metodológico (instrumental), não inflaram o materialismo ao estatuto de cosmovisão. Para você ver que de uma coisa não se segue a outra. Eu mesmo penso que as ciências naturais darão conta do mundo natural, só não vão alçar voo além deste mesmo, até por serem dele dependentes, nele exercidas, e por ele viabilizadas. Mas também podemos fazer um exercício inverso de pensar em pensadores que, mesmo sendo eles mesmos ateus ou agnósticos ou mesmo materialistas, deram passos que não são de natureza material. Um exemplo pra mim é o livro do Sartre - "A Transcendência Do Ego" -, que traz um insight transcendental que não depende de nada físico. Ele expõe que nossos "egos", com seus conteúdos empíricos e psicológicos, são projetados-na, não projetores-da, consciência espontânea (irrefletida), quer dizer, transcendem a existência da consciência transcendental, estando eles fora dela mesma, ainda que sejam por ela iluminados, conhecidos pela reflexão. Foi uma apuração que, sem recorrer a nenhuma partícula, sem fazer nenhum experimento, faz-nos avançar, enriquecendo-nos. Ou quando Wittgenstein descobre que os significados das expressões não estão nelas mesmas mas nas regras dos seus usos (sem massa nem volume) em jogos. Peter Strawson, analítico, mais um que descobriu uma novidade que não é física (explicitou os esquemas conceituais com quais operamos tacitamente quando inteligimos nossas experiências e nos entendemos sobre elas) -- identificou uma estrutura puramente abstrata, sem volume, sem massa, que nos era subjacente. Tudo isso sem um pingo de apelo ao materialmente quantificável. Iris Murdoch, filósofa ateísta, demonstrou a possibilidade de perceber um valor moral epistemologicamente, e chegou lá só analisando conceitos. David Hume seria outro que, sendo naturalista, reconheceu que só acessamos percepções, mais ou menos vívidas, mas sempre apenas nossas próprias impressões, então a noção de matéria já não nos é dada mas sim só tons de cores+sons+sabores etc. É um saber metacognitivo, obtido por pura reflexividade. Um conhecimento do conhecer. Não tem massa nem volume. E aí, você continua achando que isso não contribui em nada? Olha que ainda nem precisei levantar aqueles que são aberta e francamente dualistas ou idealistas: Ernst Mach, Alfred North Whitehead, Husserl, Frege, Gödel...
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Data da postagem: 08/09/2026, 21:12
Humanista
Pelo contrário, os modelos materialistas é que são idealizados a partir de um conhecer mais fundamental que é puramente consciencial.
...
Não é não, pois uma descrição puramente física exclui nosso acesso imediato.
...
Nada pode ser evidente sem que haja uma base autoevidente da qual se parte.
Apenas ideais em frases de efeito sem evidências, nunca trouxeram evolução do conhecimento.
Humanista
Claro, mas isso é óbvio e redundante. O campo natural só pode ser explicado por meios tão naturais quanto.
...
Sucesso no campo de sua mesma natureza (fisicalidade).
...
Claro que o fisicalismo dá conta dos mecanismos físicos destas coisas, e somente ele poderia dar. Tautológico, ué?
Pelo menos o fisicalismo naturalista é auto consistente em suas premissas e produção exponencial de resultados. A melhor base de pensamento para propor os tais "fundamentos" que você tanto insiste. Nenhuma outra metodologia chega perto.
Humanista
Qual é a primeira evidência absoluta para você mesmo? Aquela mais imediata de todas. Que viabiliza as demais.
Empirismo naturalista. A evidência que isso traz aumento do conhecimento? Só ver a evolução exponencial de conheciemnto proporcionado pelas ciências naturalistas dezenas, centenas ou milhares de vezes que novas descobertas científicas surgem. As frases de efeito acima nunca chegaram nem perto disso.
Humanista
Esse conceito não vai produzir conhecimento físico. Acho que você não entendeu meu ponto.
São vocês que tem que demonstrar a utilidade, veracidade, acurácia, etc do que vocês propõem. Pois até agora vocês pedem petição de crença.
Humanista
Mas, resumidamente, você está confundindo vários níveis. Por exemplo, você acha que rejeitar uma ontologia materialista (meu caso) é o mesmo que fazer pouco caso do sucesso instrumental do materialismo como método. Não! De jeito nenhum. A ciência naturalista funciona muito bem quando se trata de explicar o mundo natural.
Novamente, o sucesso ontológico e epistemológico que o fisicalismo naturalista demonstrou de forma sem precedentes na história intelectual humana o torna o melhor candidato como "o fundamento universal" que temos até o momento.
Humanista
O problema é que, de antemão, você já saiu de largada pressupondo que não hajam outros níveis.
Estou aberto a qualquer outra forma de explicação e conhecimento que demonstre evidências.
Humanista
Então você me desafia a trazer um progresso material trazido por ontologias alternativas. Só que isso me forçaria a cometer o mesmo erro do qual estou te acusando, precisamente, o de aplicar um meio que não seja adequado à investigação que se propõe. Sim, a matéria existe e o nível físico é real, e ambos não só são adequadamente descritos por um modelo fisicalista como também só poderiam sê-lo. Veja: não pode ser de outra forma. Se eu tentasse dar conta da materialidade não-materialmente, estaria me contradizendo ao reclamar que você tenta esgotar o imaterial na objetividade científica. Cada dimensão da realidade exige seu próprio jeito de acessar.
Traga qualquer progresso de conhecimento amplamente aceitável do seu lado e conversamos.
O problema que vejo é que vocês vem para um fórum cético achando que sabem de "verdades mais fundamentais que a ciência naturalista" só com frases de efeito. Nunca trazem evidências, somente idealizações que só convencem a bolha que vocês estão inseridos. A meu ver, vocês se auto limitam intelectualmente para prezuízo de vocês mesmos e de seus futuros adeptos.
Vocês podem contiunar pensando como quiserem, eu só faço apontar os erros de suas propostas perante os céticos naturalistas.
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Data da postagem: 09/09/2026, 06:07

HumanistaFernando SilvaAlgo que as religiões chamam de alma e que suponho que seja o que você denomina "sujeito percebedor".
Estou evitando chamar de alma porque o preconceito de vocês com termos "espirituais" vai ativar gatilhos de resistência psicológica que os impedirão de sequer prestar atenção na argumentação só para entrar num frênesi de negação. Vamos evitar vocabulário religioso.
Pelo contrário, vamos dar nomes aos bois.
HumanistaFernando SilvaApenas informação vinda dos sensores e processada pelos neurônios.
O doce não está nas moléculas do açúcar. As cores não estão na frequência da onda. Medite sobre isso.
Da mesma forma, uma webcam detecta formas, luz e cores e as envia para o computador onde são transformadas em zeros e uns para serem processadas.
Da mesma forma, sensores detectam se um líquido está muito ácido ou doce ou seja lá o que for e envia a informação para que o computador que controla o processo faça alterações se necessário.
HumanistaFernando SilvaMáquinas podem ser programadas para "sentir" coisas e reagir de acordo.
Você confunde "captar" com "vivenciar". Por isso eu escrevi lá em cima "sentir-se versus observar". Um microfone capta mas não sente.
Sim. Da mesma forma, o ouvido também não sente, apenas envia a informação para o cérebro processar.
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Data da postagem: 09/09/2026, 09:38

Humanista
Abdus Salam (unificação eletrofraca): não-materialista
Alexander Grothendieck (geometia algébrica): não-materialista
...
William Thomson Lord Kelvin (termodinâmica): não-materialista
Wolfgang Pauli (neutrino): não-materialista
Ô Humanista, em que voce se baseia para afirmar assim categoricamente, que todos esse pessoal ai de cima é não-materialista?
Não me leve a mal, não coloco isso aqui para criar polêmica, só para sugerir mais precisão.
Você, que evidentemente gosta de filosofia, sabe que perguntas assim, que visam esclarecer um ponto, sempre são pertinentes.
Para saber que - pegando um de exemplo - Abdus Salam era não materialista, temos que, a partir de uma definição clara e formal
do que é materialismo para dai definirmos o que seria não-materialismo e em seguida examinando a produção intelectual e opiniões
e etc do Salam, poder afirmar (ou negar) que ele era não-materialista.
Há inclusive cenarios intermediarios ou com mais nuances onde um pensador pode oscilar entre uma e outra posição ou ter
professado uma numa fase de sua vida e mudado para outra noutra fase - caso em que, sem especificar a fase, não da para pontificar
sobre a posição da pessoa.
Vem dessas considerações a minha duvida.
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Data da postagem: 09/09/2026, 10:06