
HuxleyAcho que você está tratando a expressão “vínculo próximo” como se ela necessariamente significasse amizade íntima entre Flávio e Peixe. Mas a proximidade de uma relação não precisa ser exclusivamente pessoal, nem se mede apenas pelo montante de uma emenda.Não. Eu acho que é você quem está minimizando o editorial do Estadão. Vamos fazer uma analise sintática da frase:
"É extremamente preocupante que um candidato à Presidência tenha mantido vínculo tão próximo, até pouco tempo atrás, com um miliciano condenado pelo Supremo pela morte de Marielle".
Na expressão “mantido vínculo tão próximo”, a palavra “próximo” é um adjetivo, mais especificamente, um adjetivo qualificativo.
Eles poderiam ter dito: "tenham mantido um vinculo, até pouco tempo atrás", mas preferiram qualificar o tipo de vinculo adjetivando e ainda colocando antes do adjetivo um advérbio de intensidade para enfatizar o adjetivo.
Vamos analisar a estrutura gramatical:
- Mantido: verbo manter no particípio.
- Vínculo: substantivo masculino singular, funcionando como objeto direto de “mantido”.
- Tão: advérbio de intensidade, modificando o adjetivo “próximo”.
- Próximo: adjetivo qualificativo, exercendo a função sintática de adjunto adnominal do substantivo “vínculo”.
Toda a frase é construída para adicionar ênfase ao que o jornal considera improprio, a frase segue listando os "absurdos" do fato, o primeiro absurdo foi o "contato tão próximo", o segundo "absurdo" foi ter ocorrido "até pouco tempo atrás" e a coroação do absurdo é o fato do contato se dar com "um miliciano condenado pelo Supremo pela morte de Marielle". Nesse ultimo temos duma vez só jogado na frase ter absurdos: 1 - miliciano. 2 - condenado pelo supremo. 3 - Condenado pela morte de Marielle.
O jornalista que escreveu essa frase trabalhou o texto e sabe a razão de tê-lo construído assim. As palavras não usam esses adjetivos e não listam com tanta ênfase todas essas coisas de modo acidental ou banal.
É a construção clara de uma narrativa.
HuxleyE há outro ponto: por que a emenda de R$ 200 mil teria de ser o único canal de proximidade entre os envolvidos? A investigação pode ter identificado determinadas conversas e operações sem necessariamente revelar todas as interações existentes. Não estou afirmando que existam outros canais secretos; estou dizendo que a ausência de registros adicionais não autoriza concluir que eles não existiram.Mas ai você faz uma sucessão de inversões do ônus da prova.
É o Editorial quem qualifica o tipo de relação como sendo "tão próxima" e faz uma cobrança que pressupõe que Flavio deveria conhecer com que tipo de pessoas ele estava lidando (milicianos).
Não sou eu quem tenho que provar que a relação era distante, ou que Flavio não sabia que eles eram milicianos.
Quem tem que provar isso tudo é o Estadão, tem que provar que a relação era "tão próxima" e que ele sabia que eles eram "milicianos", do contrario não faz sentido cobra-lo por isso.
O que eu estou apontando é somente o fato de que o Estadão não demonstrou nenhuma dessas coisas. Não cabe a mim provar o oposto sobre nada disso.
HuxleyE eu não disse que era banal, nem preciso provar que era banal.
Seu argumento sobre o montante tem uma limitação semelhante. O valor relativamente pequeno pode ser um indício contra a hipótese de um favor financeiro extraordinário, mas não demonstra que a relação fosse banal.
É o Estadão quem precisa provar que não era banal, porque disse que a relação era "tão próxima".
HuxleyVocê pode questionar se o adjetivo “próximo” é a melhor escolha editorial. O que não pode fazer é presumir que a relação foi banal simplesmente porque a emenda representava uma pequena parcela do orçamento parlamentar ou porque a interlocução ocorreu por meio de uma assessora.E é o que eu fiz. Eu questionei o uso do adjetivo e apontei que o Estadão não demonstrou que esse contato fosse "tão próximo".
HuxleyMas a ausência de prova dessas responsabilidades pessoais também não torna irrelevantes os elementos documentados sobre o funcionamento de seu gabinete.Mas tornam descabia a cobrança feita pelo Editorial porque ela pressupõe a responsabilidade pessoal e o conhecimento de que ele estava lidando com milicianos.
A menos que o Estadão PROVE que Flavio sabia disso, a cobrança do Editorial não faz sentido, e, da forma que foi feita, torna-se completamente descabida.
HuxleyMas aí você está mudando o critério de avaliação. Eu não disse que está demonstrado que Flávio e Peixe trocavam mensagens diretamente ou que tinham amizade pessoal. O ponto é que você está tratando a ausência de contato pessoal direto como se ela demonstrasse a ausência de proximidade na relação institucional.Novamente, eu não estou afirmando ausencia de proximidade e não fiz afirmações sobre o tipo de proximidade que eles realmente tinham.
Eu não tenho essa informação.
Eu não sei se eles tiveram um contato próximo ou não. Eu não faço a menor ideia.
O que eu estou apontando é que o Estadão fez uma afirmação sobre isso que não se sustenta. O que eu fiz foi somente demonstrar que a afirmação deles sobre isso não tem base e não foi demonstrada.
Como eles fizeram a afirmação, eles precisam demonstrar isso.
HuxleySe você quer sustentar que o contato era indireto, isso é uma descrição do canal de comunicação. Se quer concluir que era superficial ou banal, precisa demonstrar algo a mais. Uma coisa não decorre automaticamente da outra.Eu não quero demonstrar nada disso. Isso é uma inversão do onus da prova.
A única coisa que eu quero é apontar o fato de que o Estadão tentou sustentar o oposto, sem demonstrar isso.
HuxleyA questão que permanece em aberto é até que ponto Flávio conhecia ou controlava essas tratativas. Isso precisa de evidências próprias. Mas essa dúvida não transforma automaticamente a relação documentada entre sua assessora e Peixe em um contato banal.Mas não estamos procurando provar que o contato era banal, porque ninguém afirmou isso.
Estamos procurando por provas de que o contanto era "tão próximo", porque o editorial AFIRMOU que era "tão próximo".
HuxleyNegligencia entra na estupidez, mas novamente aqui temos uma inversão do ônus da prova.
O problema é que você apresenta “malícia” e “estupidez” como se fossem as únicas explicações possíveis. Há uma terceira hipótese: negligência na avaliação do destinatário e na fiscalização da destinação dos recursos públicos. E isso já seria politicamente relevante, mesmo sem prova de intenção criminosa.
Você pode querer qualificar o contato de Flavio com os Brazão e com Peixe como quiser, estupidez, negligencia ou malícia, mas para fazer isso precisa demonstrar uma dessas coisas.
Eu falei em estupidez por hipótese, como alternativa a implicação do Editorial de que Flavio o fez por malícia.
Nós temos novamente aqui o editoral fazendo a afirmação, não eu. O Estadão cobra Flavio por seu contato com milicianos, como se ele soubesse que eram milicianos.
Isso é uma suposição de malícia. Coisa que eles não provaram.
Eu só apontei que a malícia não foi provada e levantei uma outra hipótese: Estupidez.
Existindo outras hipóteses o Estadão não poderia cobrar Flavio como fez, supondo malícia.
HuxleyNo caso, a questão não é simplesmente Flávio ter feito um acordo com alguém cuja ficha criminal não conhecia.Pois é, se a critica tivesse sido essa eu a consideraria justa.
Mas essa não foi a critica do Estadão. A critica foi focada no contato "tão próximo" com milicianos condenados pelo supremo.
HuxleyÉ a forma como a emenda foi articulada: Robson Calixto, o “Peixe”, procurou diretamente uma assessora do gabinete, que manteve tratativas durante meses para viabilizar o repasse de quase R$ 200 mil ao IFOP.A critica do jornal também não foi sobre a forma, foi sobre com quais pessoas ele fez essa articulação.
HuxleyO "vínculo preocupante" criticado pela imprensa decorre do fato de que o gabinete aceitou direcionar recursos públicos para uma entidade indicada por um operador intermediário, sem checar a utilidade real ou a idoneidade da ONG que Peixe estava apresentando.O editorial do Estadão não diz: "É preocupante que um candidato a presidência, até tão pouco tempo aceitou direcionar recursos públicos a entidade indicada por um operador intermediário, sem checar a utilidade real ou idoneidade do mesmo".
A critica não foi sobre a forma como o negocio se deu. Foi diretamente relacionada a com quem ele fez essa articulação.
A critica foi referente ao envolvimento com membros de milícia e criminosos de sangue.
HuxleyE onde está a prova cabal de que é errado dizer que Flávio manteve um vínculo próximo com um miliciano?Está na falta de prova dessa afirmação.
HuxleyMas será que esse vínculo foi mesmo acidental? Repetindo o que já argumentei anteriormente: a probabilidade de Flávio saber que Peixe era miliciano não pode ser analisada como se esse episódio estivesse isolado de todo o seu histórico de relações com pessoas ligadas às milícias.E eu volto ao meu argumento de que essa difamação do editorial tentando colar a milícia em Flavio, realmente não é acidental.
É método.
Da mesma forma como as palavras não foram escritas de modo acidental, nem mesmo no anacronismo delas, o tema "milícia" não é um acidente.
HuxleyQuem disse que o apoio meramente discursivo a uma entidade não constitui uma forma de envolvimento com ela?Os fatos.
Tá cheio de maluco apoiando "palestina livre" e os absurdos do Hamas na Palestina, mas isso não pressupõe que eles sejam membros do Hamas ou que tenham se quer contato com terroristas.
O mero apoio a uma causa, ou nem isso, considerar uma causa justa, não pressupõe qualquer tipo de envolvimento formal com essa causa.
HuxleySim, significa.
Evidentemente, manifestar apoio não prova participação operacional ou vínculo orgânico, mas isso não significa que não seja uma forma de envolvimento.
Envolvimento indica participação. Não existe envolvimento sem participação.
HuxleyPortanto, descrever Flávio Bolsonaro como alguém que teve envolvimento com milícias não é, por si só, uma acusação difamatória.Sim, é uma acusação difamatória e sem provas.
Com qual milícia Flavio teve envolvimento e qual foi a participação dele dela?
HuxleyÉ uma descrição perfeitamente legítima, desde que fundamentada nos fatos e formulada com a devida precisão.E pra isso você precisa demonstrar a atuação, não mera simpatia distante quando elas surgiram ou contato casual com algum PM que calhou de ser da milícia.
Para demonstrar participação ou ligação com a milícia é preciso demonstrar que:
Ou ele tinha conhecimento de que colaborava com alguém da milícia e o fazia ainda assim. Ou que ele próprio é parte de uma milícia.
Meramente dizer que algum dia ele elogiou a milícia porque foi burro o suficiente para achar que elas iriam acabar com o CV é pura forçação de barra e difamação.
Principalmente porque essa não é a opinião dele HOJE.
HuxleyEm 2007, o filho mais velho de Jair Bolsonaro defendeu publicamente a descriminalização das milícias, descrevendo-as como uma “nova forma de policiamento” e tratando os crimes praticados por milicianos como “casos isolados”.Um fato do qual ele pode ser cobrado. O de já ter apoiado as milícias.
Isso e dizer que ele tenha tido ontem ou pior, tenha hoje algum tipo de envolvimento com as milícias é um salto que entra na esfera não só da difamação, mas da calunia.
HuxleyNão, ele se referia ao que eram as milícias no seu inicio. Elas não começaram com a mesma forma de violência e tiveram inicio alegando que estavam ali para fazer aquilo que o Estado não fazia e colocar fim ao domínio do estado paralelo das facções.
Também não basta recorrer ao subterfúgio de que Flávio estaria se referindo especificamente a uma suposta “milícia do bem”.
Muita gente caiu nesse papo furado na época.
HuxleyMinimizar a condecoração de Adriano da Nóbrega com o argumento de que “dar honrarias é o que Flávio Bolsonaro fazia diariamente” é ignorar que visitar uma cadeia para conceder a Medalha Tiradentes a alguém preso preventivamente sob acusação de homicídio doloso não é algo que uma pessoa decente faça rotineiramente. Pessoas decentes costumam ter o cuidado de verificar a quem vão condecorar.E chamar um batalhão da PM simplesmente de "cadeia" é querer dar um ar a coisa que também não é realista.
Policiais não ficam "na cadeia", ficam no próprio batalhão da PM.
Eu acho que foge to tópico discutir os detalhes dessa homenagem, porque isso não tem muito a ver com o editorial do Estadão e é uma discussão inútil, porque não sabemos o que se passava na cabeça do deputado.
A única questão que iríamos discutir é o quanto ele sabia ou deixava de saber sobre a culpa ou inocência dele e o quanto ele poderia na época saber do envolvimento dele com a milícia. E isso é uma discussão improdutiva.
O fato é que Flavio apoiava e ainda apoia a policia, Adriano era amigo do Queiroz, já temos aqui os elementos para explicar o fato e que dão uma explicação alternativa bem mais realista do que a afirmação de que ele teria envolvimento com a milícia em si.
HuxleyResumo da história... Flávio Bolsonaro defendeu publicamente a descriminalização das milícias em 2007 por um azarão acidente do destino. Condecorou um miliciano na cadeia por acidente azarado. Anos depois, deu emprego aos parentes desse mesmo miliciano, também por acidente azarado. Em 2026, continuou defendendo o mesmo miliciano, negando que ele tivesse cometido um crime de extermínio, tudo por mais um acidente azarado.
Como é fofinho e azarado esse Flavinho, hein? É cada coincidência fabulosa! Ah, quase esqueci: também destinou dinheiro público, por meio de emenda parlamentar, a um miliciano. Mais uma obra do acaso, claro. 😂
É a forçação de barra.
A outra explicação plausível é a de que Flavio homenageou um PM amigo do assessor e amigo pessoal dele, que ele achou que estava preso injustamente. Para afirmar o contrario falta a evidencia de que esse não teria sido o caso.
Depois do contato com essa única pessoa teve quase 20 anos depois uma emenda com outro grupo de parlamentares do Rio que eram de outra milícia sem ligação com Adriano. Não parece existir muito elo para supor "coincidência".
Parecem só fatos isolados e sem ligação um com o outro.

Não. Eu acho que é você quem está minimizando o editorial do Estadão. Vamos fazer uma analise sintática da frase:
"É extremamente preocupante que um candidato à Presidência tenha mantido vínculo tão próximo, até pouco tempo atrás, com um miliciano condenado pelo Supremo pela morte de Marielle".
Na expressão “mantido vínculo tão próximo”, a palavra “próximo” é um adjetivo, mais especificamente, um adjetivo qualificativo.
Eles poderiam ter dito: "tenham mantido um vinculo, até pouco tempo atrás", mas preferiram qualificar o tipo de vinculo adjetivando e ainda colocando antes do adjetivo um advérbio de intensidade para enfatizar o adjetivo.
Vamos analisar a estrutura gramatical:
- Mantido: verbo manter no particípio.
- Vínculo: substantivo masculino singular, funcionando como objeto direto de “mantido”.
- Tão: advérbio de intensidade, modificando o adjetivo “próximo”.
- Próximo: adjetivo qualificativo, exercendo a função sintática de adjunto adnominal do substantivo “vínculo”.
Toda a frase é construída para adicionar ênfase ao que o jornal considera improprio, a frase segue listando os "absurdos" do fato, o primeiro absurdo foi o "contato tão próximo", o segundo "absurdo" foi ter ocorrido "até pouco tempo atrás" e a coroação do absurdo é o fato do contato se dar com "um miliciano condenado pelo Supremo pela morte de Marielle". Nesse ultimo temos duma vez só jogado na frase ter absurdos: 1 - miliciano. 2 - condenado pelo supremo. 3 - Condenado pela morte de Marielle.
O jornalista que escreveu essa frase trabalhou o texto e sabe a razão de tê-lo construído assim. As palavras não usam esses adjetivos e não listam com tanta ênfase todas essas coisas de modo acidental ou banal.
É a construção clara de uma narrativa.
E o que tem de tão grave usar o advérbio de intensidade “tão”? O “tão” pode simplesmente se referir a uma intensidade suficientemente grande para ser preocupante.
O resto do texto é blá-blá-blá. Parece não entender que o que o Estadão quis dizer foi que “Peixe” já era miliciano em 2023, ano dos fatos envolvendo a assessora de Flávio que vieram à tona, como o jornal deixou subentendido no primeiro parágrafo do artigo. A condenação judicial, temporalmente próxima dos fatos — para os padrões brasileiros —, só reforça isso.
Mas ai você faz uma sucessão de inversões do ônus da prova.
É o Editorial quem qualifica o tipo de relação como sendo "tão próxima" e faz uma cobrança que pressupõe que Flavio deveria conhecer com que tipo de pessoas ele estava lidando (milicianos).
Não sou eu quem tenho que provar que a relação era distante, ou que Flavio não sabia que eles eram milicianos.
Quem tem que provar isso tudo é o Estadão, tem que provar que a relação era "tão próxima" e que ele sabia que eles eram "milicianos", do contrario não faz sentido cobra-lo por isso.
(…)
Eu não quero demonstrar nada disso. Isso é uma inversão do onus da prova.
A única coisa que eu quero é apontar o fato de que o Estadão tentou sustentar o oposto, sem demonstrar isso.
Você também tem ônus de prova, pois fez a acusação de que o Estadão cometeu o crime de difamação no artigo citado. Como diz uma citação que eu já postei no fórum Clube Ceticismo (tópico O Caso Marcius Melhem):
“Prova de falsa acusação ≠ incapaz de provar a acusação.
O sistema jurídico baseia-se em ‘além de qualquer dúvida razoável’ e a ausência de provas não é uma prova positiva nem negativa.”
Além disso, o Estadão tem todo o direito de levantar suspeitas sobre alguém, mesmo sem provas jurídicas suficientes para uma condenação judicial, pois a imprensa também exerce um papel investigativo ao examinar indícios de crime. Da mesma forma, o eleitor que lê jornais e avalia se deve votar em determinado candidato a um cargo político também faz gerenciamento de risco ao julgar esse candidato com base na presença — ou ausência — de indícios de crime.
Pois é, se a critica tivesse sido essa eu a consideraria justa.
Mas essa não foi a critica do Estadão.
No primeiro parágrafo do artigo, o Estadão criticou o fato de a negociação da emenda parlamentar ser pessoal e baseada em “vantagens indevidas” (entrega de ingressos VIP para o desfile das campeãs, por exemplo).
(…)
Está na falta de prova dessa afirmação.
(…)
Mais uma vez recorrendo à citação que já fiz…
“Prova de falsa acusação ≠ incapaz de provar a acusação.
O sistema jurídico baseia-se em ‘além de qualquer dúvida razoável’ e a ausência de provas não é uma prova positiva nem negativa.”
Os fatos.
Tá cheio de maluco apoiando "palestina livre" e os absurdos do Hamas na Palestina, mas isso não pressupõe que eles sejam membros do Hamas ou que tenham se quer contato com terroristas.
O mero apoio a uma causa, ou nem isso, considerar uma causa justa, não pressupõe qualquer tipo de envolvimento formal com essa causa.
E por que o envolvimento “informal” com uma causa seria eticamente não problemático? Um político que faz apologia aos crimes do Hamas tem, sim, envolvimento com o Hamas, mesmo que nunca tenha prevaricado na vida. Idem no caso dos políticos que fizeram apologia às milícias.
Não, ele se referia ao que eram as milícias no seu inicio. Elas não começaram com a mesma forma de violência e tiveram inicio alegando que estavam ali para fazer aquilo que o Estado não fazia e colocar fim ao domínio do estado paralelo das facções.
Muita gente caiu nesse papo furado na época.
Se existe uma indústria de pistolagem que mata por dinheiro e sem o devido processo legal, então ela está numa situação análoga à dos tribunais penais das grandes facções do narcotráfico, que tentam conter a criminalidade “externa” nos territórios que dominam. Negar isso é tentar emplacar a hipótese absurda da existência de uma “milícia do bem”.
E chamar um batalhão da PM simplesmente de "cadeia" é querer dar um ar a coisa que também não é realista.
Policiais não ficam "na cadeia", ficam no próprio batalhão da PM.
Ué, o argumento continua de pé mesmo que você substitua “cadeia” por “batalhão da PM onde o sujeito estava preso preventivamente”. Eu não estava fazendo uma descrição arquitetônica do estabelecimento, mas ressaltando que Flávio Bolsonaro foi até o local em que Adriano da Nóbrega estava sob custódia para lhe conceder uma honraria, apesar de ele estar preso preventivamente sob acusação de homicídio doloso.
O fato de a custódia ocorrer num batalhão, em vez de num presídio comum, não torna a situação moralmente menos questionável. Você está discutindo o endereço da prisão, mas ignorando o ponto central: que critério de prudência leva uma pessoa a condecorar alguém nessa situação? O cuidado mínimo seria verificar o histórico e as circunstâncias do homenageado antes de lhe conceder uma honraria pública.
Se o seu contra-argumento é que Adriano não estava literalmente numa cadeia convencional, tudo bem: concedo a precisão terminológica. Só não vejo como isso refuta uma única linha do meu argumento.
A única questão que iríamos discutir é o quanto ele sabia ou deixava de saber sobre a culpa ou inocência dele e o quanto ele poderia na época saber do envolvimento dele com a milícia. Para afirmar o contrario falta a evidencia de que esse não teria sido o caso.
Em 2026, como mostra o trecho da matéria da revista Piauí que citei em post anterior neste tópico (ver fim da página 85), já havia informações de que Adriano da Nóbrega era culpado pelo crime que o levou à prisão em 2004, pouco antes de sua condecoração com a Medalha Tiradentes. Foi um típico crime de extermínio cometido por um miliciano que acabou sendo absolvido injustamente. Ainda assim, Flávio Bolsonaro foi ao Jornal Nacional, em 2026, para atacar a vítima desse crime e defender a inocência do miliciano no caso.

Antifeministas furiosas, as deputadas Campopiano e Zanatta prometem anular conquistas das mulheres
Por Ruth de Aquino 08/10/2026
“Qualquer homem deve ter o direito de virar pra mim e me mandar voltar para a cozinha se ele quiser. Feminicídio não existe. Nenhuma mulher morre por ser mulher. Um homem que não sabe ser agressivo quando precisa não é um grande exemplo de homem. Não devo nada ao feminismo. A guerra tá só começando”.
Essas frases são da deputada estadual mais votada em São Paulo, Eduarda Campopiano, de 23 anos. Isso você provavelmente já sabe. Se fosse um pensamento isolado, a influenciadora não teria tido quase dois milhões de votos.
Se fosse isolado, não teríamos outra mulher, Júlia Zanatta, reeleita deputada federal com recorde de votos em Santa Catarina e um discurso bélico: “Todo poder emana do cano de uma arma”.
[...]
O império da vulgaridade. Os sobressaltos diários. Os cercadinhos. As ameaças à Constituição, à democracia e à soberania. O negacionismo na Ciência. O poder evangélico. O racismo. O desastre ambiental. A milícia. A ignorância. A distopia.
Parece pesadelo a consagração de mulheres que negam conquistas das mulheres. Só foram candidatas porque feministas arriscaram até a vida pelo direito ao voto. Se existe um mérito na eleição de antifeministas furiosas, é provar que gênero não determina caráter ou cumplicidade.
https://oglobo.globo.com/cultura/ruth-de-aquino/coluna/2026/10/as-virtuosas-e-a-grande-mudanca.ghtml
HuxleyE o que tem de tão grave usar o advérbio de intensidade “tão”? O “tão” pode simplesmente se referir a uma intensidade suficientemente grande para ser preocupante.O que tem demais e que demonstra que a sugestão não era a de mero contato como você argumentou.
Eles fizeram questão de adjetivar o contato como PRÓXIMO e ainda enfatizaram com o TÃO, dando uma noção MAIOR de proximidade com o uso do TÃO.
É como dito, uma construção de uma narrativa difamatória e recorrente que tenta estabelecer vinculo de proximidade entre Flavio e as milícias.
HuxleyNão sou eu que deixei de entender qualquer coisa, é você quem está passando pano para um editorial difamatório as vésperas da eleição presidencial.
O resto do texto é blá-blá-blá. Parece não entender que o que o Estadão quis dizer foi que “Peixe” já era miliciano em 2023, ano dos fatos envolvendo a assessora de Flávio que vieram à tona, como o jornal deixou subentendido no primeiro parágrafo do artigo. A condenação judicial, temporalmente próxima dos fatos — para os padrões brasileiros —, só reforça isso.
O Editorial não se limitou a narrar fatos, fez adjetivações e cobranças anacrônicas em relação a suposta proximidade de Flávio com milicianos.
Você está fingindo que isso foi um editorial cobrando o fato de Flavio ter negociado emendas de modo questionável.
Não é!
O Estadão não cobra Flavio pelo resultado das emendas nem pela forma como elas forma feitas, o editorial cobra Flavio por supostamente ter "mantido vinculo tão próximo, e a tão pouco tempo, com milicianos condenados pelo Supremo pela morte de Marielle".
A cobrança é sobre Flavio ter mantido vinculo com "criminosos de sangue". As emendas no editorial são pano de fundo.
A cobrança real está na manchete em letras GARRAFAIS: "Flávio e a sombra dos milicianos".
Você está tentando negar isso tudo e negar o enquadramento do caso dado pelo editorial.
O Estadão cobra Flavio pela proximidade com milicianos assassinos de Marielle, como se ele tivesse obrigação de saber disso.
Faz isso de modo anacrônico e as vésperas das eleições. Esse é o fato real aqui.
HuxleyVocê também tem ônus de prova, pois fez a acusação de que o Estadão cometeu o crime de difamação no artigo citado. Como diz uma citação que eu já postei no fórum Clube Ceticismo (tópico O Caso Marcius Melhem):Mas isso está provado pelo próprio editorial quando ele COBRA Flavio por se relacionar com milicianos assassinos de Marielle.
Claro, não é uma difamação direta, o Estadão está de modo malicioso simplesmente dando vida nova a velhas narrativas que já são repetidas a anos devido ao caso com o Queiroz e seu amigo miliciano.
O jornal não diz: Flavio é miliciano. Também não diz: Flavio está envolvido com as milícias.
Faz isso indiretamente falando em "sombra da milícia" e através desse anacronismo chinfrim já refutado, que ressuscita e ajuda velhas narrativas fajutas sobre Flavio ter envolvimento com as milícias.
HuxleyAlém disso, o Estadão tem todo o direito de levantar suspeitas sobre alguém, mesmo sem provas jurídicas suficientes para uma condenação judicial, pois a imprensa também exerce um papel investigativo ao examinar indícios de crime. Da mesma forma, o eleitor que lê jornais e avalia se deve votar em determinado candidato a um cargo político também faz gerenciamento de risco ao julgar esse candidato com base na presença — ou ausência — de indícios de crime.Sim, o Estadão tem direito de levantar suspeitas sobre o que quiser.
Mas quando faz isso de modo ANACRÔNICO e patético como fez em um editorial as vésperas das eleições, fica clara a motivação POLÍTICA para dar voz a narrativas CONSPIRATÓRIAS e o desprezo ao veiculo ao jornalismo real.
E ao ver isso tudo sendo feito de modo tão escancarado, eu tenho o direito de apontar o papel politico ridículo que esse veiculo da velha imprensa está desempenhando.
É o tipo de coisa que matou o jornalismo profissional.
HuxleyNo primeiro parágrafo do artigo, o Estadão criticou o fato de a negociação da emenda parlamentar ser pessoal e baseada em “vantagens indevidas” (entrega de ingressos VIP para o desfile das campeãs, por exemplo).Sim, nas letras pequenas depois de todo o anacronismo par martelar nas letras grandes a teoria da conspiração de que Flavio tem envolvimento com as milícias.
HuxleyMas a cobrança que o editorial faz não é neutra, ela é positiva. Ela pressupõe que Flavio sabia que estava lidando com milicianos e esse é o ponto.
(…)
Está na falta de prova dessa afirmação.
(…)
Mais uma vez recorrendo à citação que já fiz…
“Prova de falsa acusação ≠ incapaz de provar a acusação.
O sistema jurídico baseia-se em ‘além de qualquer dúvida razoável’ e a ausência de provas não é uma prova positiva nem negativa.”
HuxleyE por que o envolvimento “informal” com uma causa seria eticamente não problemático? Um político que faz apologia aos crimes do Hamas tem, sim, envolvimento com o Hamas, mesmo que nunca tenha prevaricado na vida. Idem no caso dos políticos que fizeram apologia às milícias.Apoio ideológico não é o mesmo que envolvimento.
Envolvimento pressupõe ação e cooperação.
Você ser a favor de uma causa não é o mesmo que estar envolvido com as pessoas dessa causa.
Quem apoia a "causa" dos terroristas do Hamas, por ignorância, achando que está meramente apoiando os palestinos, não tem envolvimento com terroristas só por causa disso.
HuxleyO problema é SABER que se trata disso. Da mesma forma que quem apoia a "causa palestina" não entende que está apoiando a causa de terroristas, no inicio das milícias muitos não sabiam o tipo de crimes que eles cometiam, achavam que eles estavam somente lutando contra os traficantes.
Não, ele se referia ao que eram as milícias no seu inicio. Elas não começaram com a mesma forma de violência e tiveram inicio alegando que estavam ali para fazer aquilo que o Estado não fazia e colocar fim ao domínio do estado paralelo das facções.
Muita gente caiu nesse papo furado na época.
Se existe uma indústria de pistolagem que mata por dinheiro e sem o devido processo legal, então ela está numa situação análoga à dos tribunais penais das grandes facções do narcotráfico, que tentam conter a criminalidade “externa” nos territórios que dominam. Negar isso é tentar emplacar a hipótese absurda da existência de uma “milícia do bem”.
Pode ser burrice em ambos os casos, mas é compreensível.
Eu não pressuponho malícia de quem apoia a "causa palestina", nem afirmo que eles são terroristas só por causa desse apoio.
Minha suposição é de ignorância sobre a realidade do conflito.
A suposição de quem fala do Flavio é a de que ele é "miliciano", como tantos petistas repetem por ai. Ou de que ele de algum modo coopere com as milícias e seus crimes.
Frases relativizando as milícias lá no passado, no inicio delas, quando elas ainda enganavam muitos imbecis, são só isso mesmo. Frases estúpidas de alguém que falou bobagem e graças a Deus não repete mais esses absurdos.
HuxleyUé, o argumento continua de pé mesmo que você substitua “cadeia” por “batalhão da PM onde o sujeito estava preso preventivamente”. Eu não estava fazendo uma descrição arquitetônica do estabelecimento, mas ressaltando que Flávio Bolsonaro foi até o local em que Adriano da Nóbrega estava sob custódia para lhe conceder uma honraria, apesar de ele estar preso preventivamente sob acusação de homicídio doloso.Sim, ele foi até lá homenagear um PM que era amigo do assessor dele e que disse a ele que estava em prisão preventiva injustamente ao cumprir com o seu dever de policial.
Aqui a gente volta a discussão do que ele sabia ou não sobre a realidade de Adriano, mas a hipótese de que ele foi lá para defender um miliciano porque apoia a milícia, não é a única hipótese nem é a mais provável.
A gente volta a questão de não pressupor malícia, quando a estupidez pode explicar o mesmo fato.
Para poder provar a a hipótese mais maliciosa seria necessário muito mais do que de modo retroativo tentar demonstrar o que seria ou não possível saber na época. Seria preciso evidencia mais concreta de que Flavio de fato SABIA.
Sem isso eu sempre vou achar mais provável que Flavio, um populista que tem como um de seus nichos a segurança publica e a defesa da PM, foi lá de boa fé defender um PM injustamente acusado, a pedido de seu amigo Queiroz.
Essa explicação é bem mais simples do que as teorias da conspiração sobre Flavio ser miliciano.

O que tem demais e que demonstra que a sugestão não era a de mero contato como você argumentou.
Eles fizeram questão de adjetivar o contato como PRÓXIMO e ainda enfatizaram com o TÃO, dando uma noção MAIOR de proximidade com o uso do TÃO.
É como dito, uma construção de uma narrativa difamatória e recorrente que tenta estabelecer vinculo de proximidade entre Flavio e as milícias.
Ué, mas a proximidade não foi demonstrada? O ponto é que você está tratando a possível ausência de contato pessoal direto entre Flávio e o miliciano como se ela demonstrasse a ausência de proximidade na relação institucional. Proximidade é proximidade, independentemente de ocorrer em um contexto estritamente institucional ou não. A assessora não era uma pessoa aleatória, mas representante oficial do gabinete de Flávio.
Pelo tipo de expectativa que você mencionou acima, o Estadão teria a obrigação de dizer que a proximidade era “moderada”, “pequena” ou “inexistente”, em vez de “tão próxima”. Ninguém é obrigado a concordar com isso.
A relação da assessora do gabinete de Flávio com o miliciano levantava, sim, questionamentos sobre a observância do princípio da impessoalidade na administração pública. A indicação da emenda parlamentar não surgiu de um edital público amplo nem de um projeto técnico avaliado pelo gabinete, mas de uma articulação direta feita por “Peixe” via WhatsApp. Além disso, houve uma solicitação de benefício privado dirigida ao mesmo interlocutor com quem ela tratava da destinação de recursos públicos: quatro ingressos para o desfile das campeãs no Camarote Arpoador. E essa foi apenas uma das “vantagens indevidas”, expressão utilizada pela PF no contexto da investigação.
Diante desse conjunto de circunstâncias, pode-se, sim, dizer que a proximidade institucional tinha intensidade suficiente (nível “tão”) para gerar preocupação. O fato de a interlocução ter ocorrido por meio de uma assessora, e não diretamente por Flávio, não torna o vínculo institucional automaticamente distante ou superficial.
A cobrança real está na manchete em letras GARRAFAIS: "Flávio e a sombra dos milicianos".
Sombra é uma metáfora que sugere que esses laços descritos no artigo “projetam escuridão” sobre a pessoa, dificultando que ela se desvincule publicamente das controvérsias ou suspeitas ligadas a eles. E daí?
Mas isso está provado pelo próprio editorial quando ele COBRA Flavio por se relacionar com milicianos assassinos de Marielle.
O vínculo institucional que o gabinete de Flávio manteve com o miliciano Peixe era evitável, na medida em que havia alternativas institucionais capazes de reduzir os riscos de favorecimento, conflito de interesses e comprometimento da aparência de imparcialidade. Assim, o Estadão tem legitimidade ética e jurídica para dirigir uma cobrança moral a Flávio. Portanto, não existe a alegada “prova de falsa acusação” por parte do Estadão.
Sim, o Estadão tem direito de levantar suspeitas sobre o que quiser.
Mas quando faz isso de modo ANACRÔNICO
Não há anacronismo. “Peixe” já era miliciano em 2023. Acidentalmente ou não, o gabinete de Flávio manteve, naquele ano, um vínculo institucional com esse miliciano, e esse vínculo era evitável em um nível pelo menos razoável. Além disso, tal vínculo institucional beneficiou as atividades criminosas de “Peixe”.
Mas a cobrança que o editorial faz não é neutra, ela é positiva. Ela pressupõe que Flavio sabia que estava lidando com milicianos e esse é o ponto.
Até agora, não vi nada no artigo que corrobore essa última afirmação. A hipótese de que Flávio sabia que estava lidando com milicianos em todos os casos discutidos no artigo ("Peixe" e Adriano da Nóbrega) não é tratada como uma quase certeza, mas sim como um risco diferencial sem mensuração precisa definida. Essas duas coisas, porém, não são a mesma coisa: uma quase certeza e um risco diferencial sem mensuração precisa.
Apoio ideológico não é o mesmo que envolvimento.
Envolvimento pressupõe ação e cooperação.
Você ser a favor de uma causa não é o mesmo que estar envolvido com as pessoas dessa causa.
Apoio ideológico também gera ações e cooperação, então também é uma forma de envolvimento. Já li uma notícia no Brasil sobre uma turba que espalhou o boato falso de que uma mulher sequestrava crianças, o que levou à sua morte por linchamento. Discursos influenciam agressões físicas cometidas por terceiros e podem até matar.
E Flávio Bolsonaro, quando defendeu a descriminalização das milícias, não era um desconhecido falando para uma plateia esvaziada. Era um deputado estadual discursando em 2007, em uma fala transmitida pela televisão.
no inicio das milícias muitos não sabiam o tipo de crimes que eles cometiam, achavam que eles estavam somente lutando contra os traficantes.
Conversa fiada. As quadrilhas de pistoleiros e os grupos de extermínio já existiam muito antes do surgimento das milícias contemporâneas no Rio de Janeiro. Há décadas, a pistolagem funciona como um mercado de assassinatos por encomenda, movido pelos interesses de quem contrata os serviços, sejam eles políticos, econômicos ou pessoais. E a escolha das vítimas nunca dependeu necessariamente de uma condenação judicial ou de provas confiáveis de que fossem criminosas.
Os precedentes do fracasso moral das milícias, portanto, já existiam antes mesmo de elas se consolidarem como conhecemos hoje. A ideia de uma “milícia do bem” é um absurdo comparável à de uma “filial do PCC do bem”: confunde a alegação de combater determinados criminosos com a legitimidade dos métodos, dos interesses e das atividades da própria organização.
Sim, ele foi até lá homenagear um PM que era amigo do assessor dele e que disse a ele que estava em prisão preventiva injustamente ao cumprir com o seu dever de policial.
Aqui a gente volta a discussão do que ele sabia ou não sobre a realidade de Adriano, mas a hipótese de que ele foi lá para defender um miliciano porque apoia a milícia, não é a única hipótese nem é a mais provável.
A gente volta a questão de não pressupor malícia, quando a estupidez pode explicar o mesmo fato.
Para poder provar a a hipótese mais maliciosa seria necessário muito mais do que de modo retroativo tentar demonstrar o que seria ou não possível saber na época. Seria preciso evidencia mais concreta de que Flavio de fato SABIA.
Sem isso eu sempre vou achar mais provável que Flavio, um populista que tem como um de seus nichos a segurança publica e a defesa da PM, foi lá de boa fé defender um PM injustamente acusado, a pedido de seu amigo Queiroz.
Flávio Bolsonaro já disse que ele e Adriano da Nóbrega nunca foram amigos. Em fevereiro de 2020, seu advogado, Frederick Wassef, afirmou que os dois nunca haviam saído juntos nem jogado futebol. Mas Flávio sabia que o miliciano teve o status de condenado judicialmente em primeira instância entre 2005 e 2006. Mesmo assim, nunca foi registrada uma declaração dele considerando Adriano culpado pelo homicídio doloso. (Se existisse uma declaração dessas, a gente já teria conhecimento dela.)
Em 2026, Flávio Bolsonaro já sabia que Adriano da Nóbrega era miliciano. Para piorar, o UOL reuniu documentos, depoimentos e informações sobre o caso, e a revista piauí retomou essa apuração para contestar a versão de que Leandro seria um traficante morto em confronto. Para piorar ainda mais, nunca houve reconhecimento judicial, nos autos, de que a vítima assassinada era traficante.
Resumo das coincidências envolvendo Flávio e sua colaboração acidental com Adriano da Nóbrega… Em 2005, condecorou o miliciano, que estava preso preventivamente sob acusação de homicídio, mas foi só um acidente. Deixou de declarar, em 2005-2006, que o miliciano “não amigo”, condenado judicialmente em primeira instância, era culpado por homicídio doloso, mas foi só um acidente. Defendeu a descriminalização das milícias em 2007, mas foi só um acidente. Depois disso, empregou parentes do miliciano na Alerj, mas foi só um acidente. Em 2026 no Jornal Nacional, acusou a vítima assassinada por Adriano da Nóbrega de ser traficante, mesmo sem qualquer reconhecimento judicial disso, mas foi só um acidente.
Ah, e, levando em conta que o gabinete de Flávio negociou pessoalmente com um miliciano a destinação de dinheiro público a uma ONG, Flávio destinou emenda parlamentar a uma entidade indicada por um miliciano também só por acidente. O senador do PL é mesmo um ímã de atrair colaborações acidentais com milicianos por puro azar.
@red O Estadão fez um editorial sobre Flávio chamado: "Flávio e a sombra dos milicianos". Você acha que a crítica e foco do editorial é uma crítica específica a forma como o candidato lidou com a alocação de 200 mil de emendas parlamentares ou a proximidade com a milícia. Justifique sua resposta.

NadaSeiMais tarde eu respondo ao post em si, mas antes eu quero a opinião do Red sobre um ponto do debate.@red O Estadão fez um editorial sobre Flávio chamado: "Flávio e a sombra dos milicianos". Você acha que a crítica e foco do editorial é uma crítica específica a forma como o candidato lidou com a alocação de 200 mil de emendas parlamentares ou a proximidade com a milícia. Justifique sua resposta.
NadaSei, minha leitura é que o foco principal do editorial é a alegada proximidade de Flávio com milicianos, e não especificamente o procedimento de alocação dos R$ 200 mil. A negociação da emenda é o episódio usado para desenvolver essa crítica mais ampla. Consultei reproduções integrais do editorial, porque não consegui acessar diretamente a página do Estadão. (blogdopaulinho.com.br)
Justifico pela organização do texto:
- A abertura critica, sim, a negociação da emenda. O jornal apresenta a atuação da assessora e afirma que houve negociação em troca de vantagens indevidas. Portanto, a forma de destinação dos recursos não está ausente da crítica. (blogdopaulinho.com.br)
- Mas o próprio editorial estabelece uma hierarquia. Depois de mencionar a resposta de Flávio sobre a legalidade da emenda e a responsabilidade pela prestação de contas, identifica como “o fato mais escabroso” a “proximidade entre o senador e um miliciano condenado”. Esse é o sinal mais explícito de qual questão o jornal considera central. (blogdopaulinho.com.br)
- O desenvolvimento ultrapassa o caso dos R$ 200 mil. O texto recua a episódios anteriores, mencionando discursos, condecorações e contratação de familiares de Adriano da Nóbrega, para sustentar sua interpretação de que não se trata de um episódio isolado. (infonet.com.br)
- A conclusão é sobre milícias e poder político. O alerta final diz respeito ao risco que o jornal associa à eventual eleição de Flávio, não a uma proposta de melhoria dos critérios de distribuição ou fiscalização de emendas. (infonet.com.br)
Então, nesse ponto específico, concordo com você: reduzir o editorial a uma cobrança sobre a maneira de distribuir recursos públicos não representa adequadamente seu foco. A emenda funciona como ponto de partida e como elemento de sustentação da tese sobre relações com milicianos. Isso não significa que a crítica à negociação seja inexistente ou apenas decorativa. (blogdopaulinho.com.br)
Uma ressalva: identificar o foco do editorial não resolve se a proximidade alegada foi suficientemente demonstrada, se Flávio conhecia as atividades criminosas dos interlocutores ou se o texto é difamatório. Essas são questões distintas. Minha resposta aqui é sobre o que o editorial está principalmente criticando, não uma confirmação das acusações que ele apresenta.
Fontes


Grupo do PL no WhatsApp publica imagem de Flávio com referência a Mussolini
Do UOL, em São Paulo 10/10/2026
O grupo oficial no WhatsApp do PL (Partido Liberal), partido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, publicou na quinta-feira (8) uma imagem que fazia referência às campanhas usadas por Mussolini, como as usadas na Itália durante o governo do ditador na Segunda Guerra Mundial.
A imagem foi apagada pelos administradores do canal. Contudo, capturas de tela garantem a veracidade da informação. O canal do PL no WhatsApp conta com 22 mil participantes. Já o grupo "A Tropa do Flávio" conta com mais de 250 mil integrantes.
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/10/10/grupo-do-pl-no-whatsapp-publica-imagem-de-flavio-com-referencia-a-mussolini.ghtm
@Red, que diabo é blog do paulinho?

ParanoidEsse negócio de 'fascismo bolsonarista' soa tão realista quanto a tal da 'venezualização petista'.@Red, que diabo é blog do paulinho?
Paranoid, é o blog do jornalista Paulo Cezar de Andrade Prado, conhecido como Paulinho, voltado principalmente aos bastidores do futebol e ao jornalismo esportivo. Não é um blog do Estadão. (blogdojuca.uol.com.br)
Ele apareceu na minha resposta porque a página consultada reproduz um texto apresentado como editorial do Estadão, com essa atribuição explícita. Portanto, usei o blog como acesso à reprodução, não como autor do editorial nem como confirmação independente das acusações. (blogdopaulinho.com.br)
A ressalva importante é esta: uma reprodução em blog não substitui a conferência no veículo original. Minha resposta anterior deveria ter destacado melhor essa limitação. Para analisar o foco do texto reproduzido, ela serve; para confirmar sua autenticidade, integridade e as alegações factuais, é preciso uma verificação adicional.
Fontes