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Dossiê Jair Bolsonaro: seus crimes e desonestidades
Autor: Huxley | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 2015481 Comentários: 871
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HuxleyUé, mas a proximidade não foi demonstrada?
Não, não foi.
O editorial do Estadão fala de um contato "tão próximo" e apresenta basicamente um contato indireto, feito entre assessores.
Huxley O ponto é que você está tratando a possível ausência de contato pessoal direto entre Flávio e o miliciano como se ela demonstrasse a ausência de proximidade na relação institucional.
Novamente você insiste nessa inversão do ônus da prova.

Eu não estou tratando nenhuma ausência como se fosse demonstração de nada. Eu me limito a apontar que o Estadão alega que o contato era "tão próximo" e não demonstra isso.

Se o Estadão afirma que o contato era "tão próximo", então o Estadão precisa demonstrar isso com mais do que um contato entre assessores.
Huxley Proximidade é proximidade, independentemente de ocorrer em um contexto estritamente institucional ou não.
Contato é contato. Sua frase estaria correta se tivesse dito isso.

Mas como eu já demonstrei na analise sintática o Estadão não se limita a dizer que existiu contanto.

1 - Ele adjetiva o contato como "próximo".
2 - Ele modifica o adjetivo com o "tão".

Isso transforma algo que seria comente um "contato" em algo de "grande proximidade".
O Estadão portanto não se limita a dizer que existiu contanto, mas que o contato era muito próximo.

Eles adjetivam o tipo de contato, dizendo portanto que era mais do que somente um contato, mas um contato "tão próximo".
HuxleyPelo tipo de expectativa que você mencionou acima, o Estadão teria a obrigação de dizer que a proximidade era “moderada”, “pequena” ou “inexistente”, em vez de “tão próxima”. Ninguém é obrigado a concordar com isso.
Eles poderia dizer que existiu contato. Quando eles pretendem classificar que tipo de contato, ai eles precisam demonstrar que o contato foi do tipo que eles afirmam.
Eles afirmaram que o contato é muito próximo, mas não demonstraram isso e nem se pode concluir isso dos fatos narrados.
Huxley
A relação da assessora do gabinete de Flávio com o miliciano levantava, sim, questionamentos sobre a observância do princípio da impessoalidade na administração pública. A indicação da emenda parlamentar não surgiu de um edital público amplo nem de um projeto técnico avaliado pelo gabinete, mas de uma articulação direta feita por “Peixe” via WhatsApp. Além disso, houve uma solicitação de benefício privado dirigida ao mesmo interlocutor com quem ela tratava da destinação de recursos públicos: quatro ingressos para o desfile das campeãs no Camarote Arpoador. E essa foi apenas uma das “vantagens indevidas”, expressão utilizada pela PF no contexto da investigação.
Tudo fatos que levantam mais questões sobre a própria assessora do que sobre Flavio. Todas questões secundarias no enfoque do Editorial que não faz nenhuma cobrança quanto a isso tudo, mas somente usa isso como exemplo da cobrança real do editorial que seria o contato "tão próximo" com um miliciano.
HuxleyDiante desse conjunto de circunstâncias, pode-se, sim, dizer que a proximidade institucional tinha intensidade suficiente (nível “tão”) para gerar preocupação. O fato de a interlocução ter ocorrido por meio de uma assessora, e não diretamente por Flávio, não torna o vínculo institucional automaticamente distante ou superficial.
Torna sim a relação de Flávio com o miliciano em questão distante e superficial. E era o contato entre Flavio e milicianos condenados pelo Supremo pelo assassinato de Marielle o que o Estadão classifica como "tão próximo" e não qualquer relação institucional entre Peixe e a assessoria de Flávio.

A frase era sobre Flávio ter contato tão próximo com milicianos e não qualquer outra coisa sobre uma suposta proximidade institucional.
HuxleySombra é uma metáfora que sugere que esses laços descritos no artigo “projetam escuridão” sobre a pessoa, dificultando que ela se desvincule publicamente das controvérsias ou suspeitas ligadas a eles. E daí? 
E dai que trata-se de difamar um candidato com teorias da conspiração as vésperas da eleição. O objetivo do editorial era trazer de volta a teoria de que Flávio tem algum envolvimento com as milícias.
Teoria que carece de provas.
Huxley

Mas isso está provado pelo próprio editorial quando ele COBRA Flavio por se relacionar com milicianos assassinos de Marielle.

O vínculo institucional que o gabinete de Flávio manteve com o miliciano Peixe era evitável, na medida em que havia alternativas institucionais capazes de reduzir os riscos de favorecimento, conflito de interesses e comprometimento da aparência de imparcialidade. Assim, o Estadão tem legitimidade ética e jurídica para dirigir uma cobrança moral a Flávio. Portanto, não existe a alegada “prova de falsa acusação” por parte do Estadão.
Não, não tem legitimidade ética para nada, porque a crítica e a cobrança não era sobre os fatos das emendas em si, mas sim a cobrança sobre o Flavio se envolver com milicianos.

Flavio não pode evitar se envolver com quem ele não sabe ser miliciano. Para evitar isso ele precisaria saber do fato e esse é o problema com a cobrança do Estadão que você tanto enrola pra fugir, falando sobre as emendas que não eram o foco do editorial.

Se a critica do editorial fosse sobre a forma como Flavio disponibiliza o dinheiro das emendas, ela seria uma critica justa. Mas essa NÃO É A CRITICA DO EDITORIAL.
A critica do editorial é sobre Flávio se envolver com milicianos, como se ele soubesse que eram milicianos e tivesse escolhido se envolver com eles mesmo assim.
HuxleyNão há anacronismo. “Peixe” já era miliciano em 2023.
Isso já foi respondido. Esse FATO só se tornou conhecido em 2024, portanto ele ser miliciano antes disse é IRRELEVANTE para o fato de que Flavio não pode ser cobrado por isso em 2023 e faze-lo em 2026 como se ele soubesse é sim PURO ANACRONISMO CHINFRIM feito para enganar os incautos.
Huxleye esse vínculo era evitável em um nível pelo menos razoável
Mas a critica não é por ter estabelecido um vinculo com qualquer um, mas um vinculo com milicianos condenados pela morte de Marielle, fato que não era verdadeiro na época e que Flavio não tinha como saber necessariamente num nível razoável.

Novamente: A cobrança é sobre eles serem milicianos, não pelo mero contato, mas por aceitar manter contato com milicianos.
Isso pressupões que Flavio sabia que eles eram milicianos.

Huxley

Mas a cobrança que o editorial faz não é neutra, ela é positiva. Ela pressupõe que Flavio sabia que estava lidando com milicianos e esse é o ponto.


HuxleyAté agora, não vi nada no artigo que corrobore essa última afirmação.
Como não? O editorial inteiro é sobre isso.
O subtítulo do editorial que eu já destaquei aqui umas 3 vezes deixa isso cristalino: 

"É extremamente preocupante que um candidato à Presidência tenha mantido vínculo tão próximo, até pouco tempo atrás, com um miliciano condenado pelo Supremo pela morte de Marielle".

A cobrança está ai, dita com clareza. Ela é inegável. Você está tentando negar o que está escrito...
Você não cobra alguém dessa forma por aquilo que a pessoa não sabia.

O cara não sabe que engravidou uma mulher e 20 anos depois você o cobra por ter abandonado o filho? Faria sentido cobrar o sujeito se a mulher escondeu que estava grávida?
Você pode cobrar pelos outros erros, por ter feito sexo sem camisinha, por exemplo, mas não por abandono se ele nem ao menos sabia da existência da criança.

A mesma coisa acontece aqui. Você não tem como RESPONSABILIZAR alguém por ter contato com milicianos, se a pessoa NÃO SABE que são milicianos.

Isso é bem obvio não acha?
HuxleyApoio ideológico também gera ações e cooperação, então também é uma forma de envolvimento.
Não, não é. Ações de outros não são de responsabilidade da opinião de um terceiro, mas somente daquele que pratica a ação.
Huxley Já li uma notícia no Brasil sobre uma turba que espalhou o boato falso de que uma mulher sequestrava crianças, o que levou à sua morte por linchamento. Discursos influenciam agressões físicas cometidas por terceiros e podem até matar.
O que não permite confundir as pessoas que praticaram a difamação, com aquelas que praticaram a agressão. 
Não se está envolvido em um ato do qual não se está presente ou participando. Essa é a velha confusão que a esquerda faz entre discurso e ação.
HuxleyE Flávio Bolsonaro, quando defendeu a descriminalização das milícias, não era um desconhecido falando para uma plateia esvaziada. Era um deputado estadual discursando em 2007, em uma fala transmitida pela televisão.
O que é irrelevante para o argumento. Se ele falou isso como cidadão, parlamentar, para uma pessoa ou para 1 milhão, nada disso muda o fato.
Huxley

no inicio das milícias muitos não sabiam o tipo de crimes que eles cometiam, achavam que eles estavam somente lutando contra os traficantes.

Conversa fiada.
Fato.

Huxley
Os precedentes do fracasso moral das milícias, portanto, já existiam antes mesmo de elas se consolidarem como conhecemos hoje. A ideia de uma “milícia do bem” é um absurdo comparável à de uma “filial do PCC do bem”: confunde a alegação de combater determinados criminosos com a legitimidade dos métodos, dos interesses e das atividades da própria organização.

É a mesma estupidez que leva tantos a apoiar os terroristas do Hamas e a causa "palestina".
Gente burra existe, sempre existiu e sempre vai existir.

Pode ser absurdo achar que existe "terrorista do bem" ou "milícia do bem", mas tem muita gente que acha sim que isso existe, concorde você com elas ou não, essa é a perspectiva delas.
HuxleyFlávio Bolsonaro já disse que ele e Adriano da Nóbrega nunca foram amigos. Em fevereiro de 2020, seu advogado, Frederick Wassef, afirmou que os dois nunca haviam saído juntos nem jogado futebol.
Exatamente. E eu nunca disse o contrario.
Adriano era PM, ele era amigo de Queiroz, que também era PM. Eles trabalharam juntos na mesma unidade.
Era Queiroz quem tinha amizade com Adriano e provavelmente foi ele quem trabalhando para e sendo amigo de um parlamentar, mexeu os pauzinhos e conseguiu alguns favores para Adriano.
Isso explica tanto a condecoração, quanto a emprego para os parentes do miliciano no gabinete de Flavio.

HuxleyMas Flávio sabia que o miliciano teve o status de condenado judicialmente em primeira instância entre 2005 e 2006.
Resta saber se Flavio acreditava mais na versão oficial ou na versão de seu amigo Queiroz, principalmente após Adriano ser absolvido pelo Tribunal do Júri em 2027.
Huxley Mesmo assim, nunca foi registrada uma declaração dele considerando Adriano culpado pelo homicídio doloso. (Se existisse uma declaração dessas, a gente já teria conhecimento dela.)
Talvez porque Adriano terminou absolvido em 2007?
Huxley
Em 2026, Flávio Bolsonaro já sabia que Adriano da Nóbrega era miliciano.
E duvido que admita isso ainda hoje. As pessoas não costumam ser racionais e admitir quando estão erradas.

HuxleyResumo das coincidências envolvendo Flávio e sua colaboração acidental com Adriano da Nóbrega… Em 2005, condecorou o miliciano, que estava preso preventivamente sob acusação de homicídio, mas foi só um acidente.
Não foi acidente nenhum. Sua amizade com seu assessor Queiroz, que era amigo de Adriano, explica isso perfeitamente sem precisar recorrer a teorias de conspiração.
HuxleyDefendeu a descriminalização das milícias em 2007, mas foi só um acidente.
Novamente não foi um acidente, era só a crença dele e fato não relacionado, já que mesmo na existência de suspeitas em relação a prisão preventiva de Adriano, isso não significa saber que ele fosse miliciano.
HuxleyDepois disso, empregou parentes do miliciano na Alerj,
Trata-se somente do mesmo fato anterior. Sua amizade com Queiroz.
HuxleyAh, e, levando em conta que o gabinete de Flávio negociou pessoalmente com um miliciano a destinação de dinheiro público a uma ONG, Flávio destinou emenda parlamentar a uma entidade indicada por um miliciano também só por acidente.
Fato não relacionado e sobre um outro miliciano, de uma outra milícia, sem relação com a de Adriano. Numa distancia temporal enorme entre o primeiro fato e o outro.

A única "coincidência" que eu vejo aqui é você tentando ligar fatos sem ligação, para confirmar uma teoria da conspiração.

Essa coisa de ficar "ligando os pontos" de fatos sem conexão real uns com os outros é típico dessas teorias.


Huxley O senador do PL é mesmo um ímã de atrair colaborações acidentais com milicianos por puro azar.
Eu não chamaria 2 fatos isolados de "ímã" de nada.

A direita bocó faz as mesmas acusações sobre Lula e o crime organizado.
Tem o caso da "dama do trafico", as "conversas cabulosas com o PCC", o caso do boné do CPX, etc, etc, etc...
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Data da postagem: 12/10/2026, 00:53