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Drogas: libera geral?
Autor: Pasteur | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 894639 Comentários: 307
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Oregon, nos EUA, está recriminalizando as drogas; entenda o porquê

Estado americano foi pioneiro no país ao retirar penas para portadores de drogas pesadas. O efeito sobre as cidades levou eleitores e gestores a uma revisão

Por Mike Baker (The New York Times)

17/03/2024 | 09h00

Três anos atrás, quando os eleitores do Oregon aprovaram um plano pioneiro para descriminalizar as drogas pesadas, os defensores que buscavam acabar com a prisão de usuários de drogas acreditavam que estavam à beira de uma revolução que logo se espalharia por todo o país.

Mas mesmo quando a lei histórica do Estado entrou em vigor em 2021, o flagelo do fentanil estava se instalando. As overdoses aumentaram enquanto o Estado tropeçava em seus esforços para financiar programas de tratamento aprimorados. E enquanto muitos outros centros urbanos emergiam dos dias sombrios da pandemia, Portland continuava a lutar, com cenas de drogas e desespero.

Um policial confisca metanfetamina em Salem, Oregon, no mês passado. Muitos Estados do país passaram a legalizar a maconha medicinal e recreativa, mas somente Oregon removeu as penalidades criminais pela posse de drogas pesadas, como fentanil, heroína e metanfetamina. Foto: Jordan Gale/The New York Times

Ultimamente, até mesmo alguns dos políticos liberais que adotaram uma nova abordagem em relação às drogas têm apoiado o fim do experimento. Neste mês, um projeto de lei que reinstituirá penalidades criminais para a posse de algumas drogas obteve aprovação final na Assembleia Legislativa do Estado e foi encaminhado para a governadora Tina Kotek, que expressou preocupação com o uso aberto de drogas e ajudou a intermediar um plano para proibir essa atividade.

“Está claro que precisamos fazer algo para tentar ajustar o que está acontecendo em nossas comunidades”, disse em uma entrevista o senador estadual Chris Gorsek, um democrata que apoiava a descriminalização. Logo depois, os senadores tomaram a palavra, com alguns compartilhando histórias de como os vícios e as overdoses haviam afetado seus entes queridos. Eles aprovaram a medida por uma margem de 21 a 8.

    A reversão abrupta é uma reviravolta devastadora para os defensores da descriminalização, que dizem que o grande número de mortes por overdose decorre de uma confluência de fatores e falhas em grande parte não relacionados à lei.


    Eles alertaram contra o retorno a uma estratégia de “guerra às drogas” e pediram ao Legislativo que, em vez disso, investisse em moradias acessíveis e opções de tratamento de drogas.


“Este Legislativo não aprovou soluções reais”, disse Sandy Chung, diretor executivo da American Civil Liberties Union of Oregon. “Trata-se de política e teatro político”.

    Nas últimas décadas, Estados de todo o país passaram a legalizar a maconha medicinal e recreativa. Mas nenhum outro estado, além do Oregon, havia tomado a medida de remover as penalidades criminais pela posse de drogas pesadas, como fentanil, heroína e metanfetamina.


A iniciativa de descriminalização do Oregon, conhecida como Medida 110, foi motivada pela preocupação crescente de que as leis sobre drogas estavam encarcerando desproporcionalmente pessoas negras e punindo pessoas que precisavam de tratamento para dependência.

    De acordo com a medida, que foi aprovada por 58% dos eleitores, as pessoas que fossem encontradas em posse de pequenas quantidades de drogas pesadas receberiam uma multa de US$ 100, que poderia ser evitada se fizessem um exame de saúde.


Mas quando as autoridades policiais começaram a distribuir as multas, elas descobriram que poucas pessoas estavam optando por uma avaliação de saúde, e o Estado teve dificuldades em distribuir fundos para expandir a disponibilidade de opções de tratamento.

Comissão discute os efeitos e as mudanças na Medida 110 no Capitólio do Estado do Oregon, em Salem, no mês passado Foto: Jordan Gale/The New York Times

Enquanto isso, o fentanil estava inundando a região. No centro da cidade de Portland, as ruas já estéreis em decorrência da pandemia pareciam ameaçadoras, com pessoas usando drogas abertamente ou agindo em crise.

As mortes por overdose dispararam. De setembro de 2022 a setembro de 2023, as mortes no estado aumentaram cerca de 42% - o maior aumento do país, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. (A taxa de mortalidade em todo o país aumentou 2%.)

    Desde o início de 2020, o condado de Multnomah, em Portland, registrou mais mortes por overdose do que mortes por covid-19.


Os defensores da descriminalização apontaram para pesquisas que não encontraram nenhuma ligação entre as mudanças legais e o aumento das mortes por overdose no primeiro ano de implementação.

Em vez disso, argumentaram, a crise estava enraizada na abundância de fentanil, na falta de serviços sociais, nos efeitos persistentes da pandemia e, especialmente em Portland, na falta de moradia generalizada, todos fatores que tendem a exacerbar o uso perigoso de drogas.

Mas, com o passar do tempo, e à medida que imagens de uso público de drogas e mortes generalizadas continuavam a surgir em Portland, a iniciativa do Estado de Washington estagnou e não chegou a ser votada.

Nenhum outro Estado avançou em um plano de descriminalização. Pelo contrário, a Califórnia pode votar em uma iniciativa este ano que aumentaria as penalidades por posse e tráfico de drogas.

Um acampamento em Salem. Os defensores da descriminalização dizem que a crise das drogas está enraizada na inundação de fentanil, na falta de serviços sociais, nos efeitos persistentes da pandemia e na falta de moradia generalizada, todos fatores anteriores à Medida 110 Foto: Jordan Gale/The New York Times

Em Oregon, se os legisladores não tivessem avançado com o projeto de lei na sexta-feira, uma nova iniciativa de votação proposta - apoiada em parte pelo cofundador da Nike, Phil Knight - teria tentado criminalizar as drogas mais uma vez.

“Para mim, tem sido incrivelmente frustrante ter esse ímpeto do nosso lado e depois ter esses fatores externos mudando os ventos de forma tão significativa”, disse Lindsay LaSalle, diretora administrativa de políticas da Drug Policy Alliance.

O debate no Legislativo nesta semana chegou a ser emocional em alguns momentos, pois os legisladores compartilharam histórias de dependência e overdoses fatais em suas próprias famílias.

A medida foi aprovada por uma ampla margem na Câmara neste mês, embora alguns republicanos tenham se oposto a ela por ser ainda muito branda com os usuários de drogas e alguns democratas tenham levantado outras preocupações.

“É um compromisso inaceitável em que sabemos que haverá disparidades que afetarão os negros do Oregon”, disse Jennifer Parrish Taylor, diretora de defesa e políticas públicas da Liga Urbana de Portland.

O plano aprovado pelos legisladores cria um novo crime de posse, que pode resultar em penas de prisão de 180 dias. No entanto, a linguagem se concentra em uma série de medidas que os legisladores esperam que sejam saídas do sistema de justiça criminal.

A medida incentiva a expansão de programas locais para que as autoridades policiais possam optar por levar alguém diretamente a um provedor de tratamento em vez de à prisão.

Aqueles que passarem pelo tribunal podem solicitar liberdade condicional e concluir o tratamento para que as acusações sejam retiradas. Aqueles que não concluírem o tratamento podem ser condenados a uma liberdade condicional mais prolongada. Se isso não acontecer, a pessoa poderá enfrentar, em vez da prisão, uma sentença de 30 dias que poderá ser concentrada no tratamento.

Outras violações poderiam levar a uma sentença de prisão mais longa, com a opção de liberação antecipada para tratamento.

Os legisladores acrescentaram uma série de outras medidas, inclusive financiamento para programas de saúde mental e abuso de substâncias e políticas que facilitem o acesso das pessoas a medicamentos para abstinência.

Kate Lieber, líder da maioria democrata do Senado Estadual e uma das principais arquitetas dos novos planos, disse que a abordagem é única - o produto de negociações difíceis entre os republicanos que queriam restaurar as penalidades e os democratas que queriam priorizar o tratamento.

“Não posso enfatizar o suficiente: a inação não é uma opção”, disse Lieber a seus colegas na sexta-feira, pedindo-lhes que apoiassem as mudanças. “Nossa resposta atual à crise das drogas não está funcionando.”

Vários democratas proeminentes expressaram apoio a uma reversão, incluindo Mike Schmidt, um promotor progressista da área de Portland.

Depois que a iniciativa de descriminalização foi aprovada em 2020, Schmidt se manifestou, dizendo que era hora de superar as “práticas fracassadas” para “concentrar nossos recursos limitados de aplicação da lei para visar crimes de drogas comerciais de alto nível”.

Mas ele reavaliou sua posição, disse em uma entrevista neste mês. A proliferação do fentanil exige uma nova abordagem que trate o vício como um problema de saúde e, ao mesmo tempo, responsabilize as pessoas, disse ele. O uso aberto de drogas no centro da cidade e perto de parques e escolas fez com que as pessoas se sentissem inseguras, disse Schmidt.

“Temos ouvido dos eleitores há algum tempo que isso tem sido realmente prejudicial à nossa comunidade e às nossas ruas”, disse ele.

Schmidt disse que o novo projeto de lei ainda prioriza o tratamento e usa a prisão como último recurso. Isso, segundo ele, pode acabar se tornando o modelo que o Oregon oferece aos Estados de todo o país.

/THE NEW YORK TIMES
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Um leitor comentou no jornal que não suporta a fumaça de maconha que vem do vizinho - dia e noite.

Tentou reclamar, mas na polícia lhe disseram que não iria conseguir nada.
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Um leitor comentou no jornal que não suporta a fumaça de maconha que vem do vizinho - dia e noite.

Tentou reclamar, mas na polícia lhe disseram que não iria conseguir nada.

Fumaça de maconha faz mal à saúde. Funciona como fumante passivo.

Acho que se esse brasileiro for rico e tiver um advogado bom é possível processar o maconheiro de estar poluindo o ar da casa dele com substância tóxica. Sabemos que queimar pneu prejudicando o ar da região é ilegal, porque danifica a saúde da pessoa.

Na prática, é lei que existe só no papel. Não há nem processo para o caso de queima de pneu. Nos processos contra drogados, o juiz ignora a lei e defende o maconheiro e ferra com a vítima.
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Um leitor comentou no jornal que não suporta a fumaça de maconha que vem do vizinho - dia e noite.

Tentou reclamar, mas na polícia lhe disseram que não iria conseguir nada.


O que está acontecendo lá é o mesmo que acontece aqui na Cracolândia, vi um sujeito comentando que depois que liberaram as drogas houve um aumento de nóias pelas ruas e os comerciantes fecharam as portas porque o lugar virou um antro de criminosos.

Liberaram as drogas e a arrecadação no Estado caiu porque quem gera impostos são os comerciantes e não os drogados que vivem de esmola.

Deram um tiro no pé mas fico feliz em saber que os contrários à liberação tinham razão, lembro que no antigo CC tinha gente dizendo que se houvessem lugares para os nóias consumirem livremente eles fariam isso responsavelmente sem incomodar ninguém.

Bom, eu vivo fazendo trabalhos na estação da Luz, na porta da Cracolândia, e digo que aquela gente injeta até com água da sarjeta, então duvido que alguém se disponha a andar 500 metros toda vez que quer se drogar e basta ver quem são os defensores da liberação no poder público para saber que tem gente a serviço do PCC sendo pago com nosso dinheiro.
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Fumaça de maconha faz mal à saúde. Funciona como fumante passivo.



Disseram, não lembro se aqui ou no antigo CC, que fumaça de maconha não causa efeito como de fumante passivo de cigarro comum.
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Fumaça de maconha faz mal à saúde. Funciona como fumante passivo.



Disseram, não lembro se aqui ou no antigo CC, que fumaça de maconha não causa efeito como de fumante passivo de cigarro comum.

Por que a fumaça de maconha não é inofensiva como muitos pensam

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd10yyq7vzqo

Posso ficar na onda com o fumo passivo de cannabis?

https://smokebuddies.com.br/posso-ficar-na-onda-com-o-fumo-passivo-de-cannabis/

As doenças respiratórias não são provenientes do THC e nem da nicotina. Elas vem são provenientes do material queimado. O uso de vaporizadores (vape) nos dois casos tem consequências menores, mas levam a problemas de saúde existentes mas pouco estudados.

(...)

Outra coisa no texto:

Embora o uso de tabaco esteja diminuindo entre adultos nos Estados Unidos, o de cannabis está aumentando.

As leis e políticas que regulam o uso de tabaco e cannabis também estão seguindo direções diferentes.

Existia um grande lobismo do tabaco no século passado. Acredito que o motivo da criminalização da maconha tenha sido acabar com a concorrência.

Hoje as coisas estão se invertendo.
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Não sei se Kim Kataguiri era defensor da legalização das drogas (pelo menos da maconha), coisa que tem esquerdista como direitista liberal e libertário que defende, mas aqui ele defendeu uma posição da internação compulsória:

Kim Kataguiri defende internação compulsória de usuários da Cracolândia


A crise na região da Cracolândia, no centro da capital paulista, foi um dos assuntos da entrevista do deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Kim Kataguiri (União Brasil). À jornalista Simone Queiroz, o parlamentar afirmou que o problema demanda soluções tanto no âmbito da segurança, como a atuação integrada das policias civil e militar, quanto da saúde pública, com investimentos para ampliar o atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Kim Kataguiri afirmou ainda ser a favor à internação compulsória dos dependentes químicos da região da Cracolândia. "A legislação, hoje, já permite, eu não preciso mudar nada na lei federal, para internar, compulsoriamente, um sujeito que não tem mais controle sobre si próprio", argumentou o deputado. "Não existe o direito humano de se matar fumando crack. Não existe o direito humano de você degradar, ou invadir, ou furtar um estabelecimento comercial".


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Kim Kataguiri defende internação compulsória de usuários da Cracolândia

Sou contra o uso de verba pública para tratar quem cavou a sepultura voluntariamente com as próprias mãos. O estado falido tem prioridades na área de infraestrutura, saneamento e educação, e tem também muita pobreza involuntária. Recuperar um cracudo ou alcoólatra custa muito caro e recaídas são difíceis de evitar.

O que o governo poderia fazer é banir os cracudos para alguma ilha no meio do mar, onde vão residir e sobreviver por conta própria.
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Kim Kataguiri defende internação compulsória de usuários da Cracolândia

Sou contra o uso de verba pública para tratar quem cavou a sepultura voluntariamente com as próprias mãos. O estado falido tem prioridades na área de infraestrutura, saneamento e educação, e tem também muita pobreza involuntária. Recuperar um cracudo ou alcoólatra custa muito caro e recaídas são difíceis de evitar.

O que o governo poderia fazer é banir os cracudos para alguma ilha no meio do mar, onde vão residir e sobreviver por conta própria.


Pelo menos tiraria essa gente da rua e beneficiaria os comerciantes das imediações, já invadiram várias lojas para roubar a ponto de não ser possível sair a pé pela rua em determinados horários e o comércio da Santa Ifigênia acabou porque as pessoas têm medo de ser espancadas nas ruas, eles estão cercando e atacando pedestres em bando.

Já trabalhei de madrugada na estação da Luz, não apenas uma mas várias vezes e o que vc vê lá durante o dia se multiplica por dez durante a madrugada.

O estado falido tem prioridades na área de infraestrutura, saneamento e educação


Nem isso faz e continuará a não fazer.

Recuperar um cracudo ou alcoólatra custa muito caro e recaídas são difíceis de evitar.


Que fiquem em uma prisão por tempo indeterminado mas não dá para esperar nada de um governo que coloca na rua traficante preso em flagrante com 500 quilos de pó.
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Kim Kataguiri defende internação compulsória de usuários da Cracolândia

Sou contra o uso de verba pública para tratar quem cavou a sepultura voluntariamente com as próprias mãos. O estado falido tem prioridades na área de infraestrutura, saneamento e educação, e tem também muita pobreza involuntária. Recuperar um cracudo ou alcoólatra custa muito caro e recaídas são difíceis de evitar.

O que o governo poderia fazer é banir os cracudos para alguma ilha no meio do mar, onde vão residir e sobreviver por conta própria.


Falta saber que ilha tem disponível pra tanto drogado.

Se fosse viável, talvez a Antártida (incluindo as ilhas) ia ser mais apropriado.

Ou fazer tipo plataforma parecida com as de petróleo e pôr eles lá.
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