Clube Veneno
Drogas: libera geral?
Autor: Pasteur | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 894639 Comentários: 307
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A Queda da Indústria do Cigarro e ascensão dos vapers entre jovens



Independente de ser legal ou ilegal, é importante que o consumo seja estigmatizado pela sociedade. Sempre haverá aqueles que fumarão de qualquer jeito, mas a estigmatização contribuiu bastante para desencorajar o consumo. Funcionou com o cigarro enquanto tinha campanha, mas as campanhas pararam e novas gerações que não foram educadas começou a consumir.

O tabagismo é atraente para quem tem muita ansiedade ou é depressivo, mas acaba sendo viciante e dificultando o abandono, mesmo depois da crise pela qual a pessoa passava quando começou.
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Como a Alemanha tenta solucionar sua 'cracolândia'

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93p27pz90no

Frankfurt fracassa com a política cara de "redução de danos", em que dá assistência a cracudos, incluindo infraestrutura e drogas.

Muitos drogados estão há décadas nessa vida e o número de usuários tem aumentado.

Teria sido mais econômico internar em clínica com o objetivo de solução definitiva.
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Como a Alemanha tenta solucionar sua 'cracolândia'

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93p27pz90no

Frankfurt fracassa com a política cara de "redução de danos", em que dá assistência a cracudos, incluindo infraestrutura e drogas.

Muitos drogados estão há décadas nessa vida e o número de usuários tem aumentado.

Teria sido mais econômico internar em clínica com o objetivo de solução definitiva.


Já tem gente com outros planos na Alemanha:

Conservadores alemães ameaçam reverter a legalização da canábis perante a incerteza das licenças

https://pt.euronews.com/my-europe/2024/09/13/conservadores-alemaes-ameacam-reverter-a-legalizacao-da-canabis-perante-a-incerteza-das-li

A Alemanha autorizou recentemente o consumo restrito de canábis, mas os clubes que cultivam e partilham a planta dizem estar a enfrentar níveis de burocracia difíceis.

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Data da postagem: 15/09/2024, 01:55
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Por que europeu fuma tanto



Na Europa, 1 quarto da população é fumante. Isso faz parte da cultura deles. As pessoas entram no vício é criado por motivos sociais.

Existe proibição de propaganda, mas existem muitas maneiras de contornar a proibição.

No passado faziam propaganda dizendo que fumar é "liberdade".

o que o VAPE FAZ NO SEU CORPO?



A indústria diz no marketing dizendo a mentira de que é seguro. Colocam até aromatizante. Mas a composição troca alcatrão por metal pesado.

O Brasil amenizou muito o vício as campanhas de cigarro da década de 90. Infelizmente ficou no passado e anova geração nunca teve essa educação. Assim fica mais vulnerável a vaper e maconha, por motivos sociais. O tabagismo corre sério risco de crescer no Brasil.

Todo tipo de droga, degeneração ou comportamento polêmico começa com o marketing de "descolado".
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O que NINGUÉM ESTÁ FALANDO sobre VAPE



Evali é o nome da doença pulmonar do vape.

Sais de nicotina fazem o vape viciar mais do que o cigarro comum.
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Evali é o nome da doença pulmonar do vape.

Sais de nicotina fazem o vape viciar mais do que o cigarro comum.

Em qualquer dos casos, fumar é uma coisa idiota.
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A luta da Irlanda contra o crack e a cocaína


O crack e a cocaína estão se espalhando por toda a Irlanda – da capital, Dublin, às áreas rurais. Muitos irlandeses falam numa verdadeira epidemia de drogas: o número de pacientes tratados por dependência de cocaína duplicou no país desde 2017 e, no caso do crack, aumentou até seis vezes. Como isso aconteceu? E o que está sendo feito para mudar esse cenário?



TRANSCRIÇÃO


[spoiler]Pessoas traficando drogas bem diante de nossos olhos na ponte O’Connell,

no centro de Dublin, capital da Irlanda.

Criminalidade e drogas são comuns por aqui.

Segundo um relatório das Nações Unidas,

o pequeno país ocupa o quarto lugar no mundo no que diz respeito ao consumo de cocaína.

Queremos descobrir: como a situação chegou a

esse ponto? E o que está sendo feito para mudar esse cenário?

Estamos em Darndale, um bairro de Dublin conhecido pelas drogas, pela violência e

pelo crime. Fomos orientados a não andar por aqui sozinhos, o risco de sermos roubados era grande.

Aqui, famílias comuns se misturam entre os traficantes e dependentes de drogas.

O tráfico acontece por todo o bairro.

Eles traficam no final desta rua. Os pontos de venda de drogas são regularmente invadidos por

batidas policiais. Nos contaram que as pessoas vêm de outras partes da cidade para comprar

aqui. Os carros param no final desse beco sem saída por alguns minutos e logo depois partem.

Daniel Jones e uma colega circulam por aqui várias

vezes ao dia. Eles são assistentes sociais da organização The Dales.

Os dois assistentes sociais tentam fazer contato e ajudar como podem.

Eles são facilmente reconhecíveis por quem procura

uma saída para o vício por causa das jaquetas vermelhas que usam.

Jones conhece bem os problemas das pessoas daqui. Ele mesmo foi viciado em drogas durante

anos e experimentou quase tudo. O crack é um dos maiores problemas de Darndale.

Darndale enfrenta a pobreza, a criminalidade e o

problema com drogas há décadas. Como sair deste círculo vicioso?

Este centro educacional está localizado no centro de Darndale.

Aqui, jovens da região têm uma segunda chance.

Essas jovens aprendem sobre cosmética e como cortar cabelo. Algumas estão traumatizadas,

elas vêm de famílias onde o crime e a dependência química fazem parte do cotidiano.

Nesse centro, os jovens podem obter o comprovante de escolaridade,

uma formação e ainda recebem um salário.

Hoje foram realizados exames para formação de cabeleireiro. Um passo importante em

um bairro onde muitos vivem abaixo da linha da pobreza. Eles praticam com a vizinhança.

O centro educacional oferece perspectivas para crianças e jovens carentes.

Trina O’ Connor acredita que o seu trabalho é a chave para quebrar o

ciclo de violência e pobreza em Darndale. Outras pessoas também veem dessa forma.

Mas há outras ofertas de formação, além de cosmética e cabelo. Nesse curso,

os jovens aprendem a trabalhar com madeira.

Uma nova sala de aula está sendo construída neste espaço. Aqui,

em breve vai existir uma barbearia. A lista de espera para o novo curso já está cheia.

Trina O’Connor está convencida de que a educação pode mudar o ambiente social em Darndale.

Para alguns alunos, a escola proporciona mais do que aprendizagem: eles se sentem seguros aqui.

Muitos irlandeses falam de uma verdadeira epidemia de drogas. O número de pacientes

tratados por dependência de cocaína na Irlanda duplicou desde 2017 e,

no caso do crack, aumentou até seis vezes. Crack e cocaína são feitos da mesma substância base.

Já a cocaína é a droga escolhida pelas classes média e alta.

Quase nenhum outro país consome tanta cocaína quanto a Irlanda. Segundo as Nações Unidas,

os irlandeses ocupam o 4º lugar, atrás da Austrália, da Holanda e da Espanha.

A autora e jornalista policial Nicola Tallant observa há anos

um aumento no consumo em toda a Irlanda.

Mas por que na Irlanda? Segundo a jornalista, existem alguns fatores:

em primeiro lugar, os irlandeses têm dinheiro. Por outro lado,

há traumas sociais profundamente enraizados e uma grande tendência ao alcoolismo.

Principalmente na vida noturna, a droga está disponível em todos os lugares.

Mas de onde vêm as drogas?

Patrick Murphy representa os pescadores da cidade portuária de Castletownbere. Aqui,

atracam barcos de pesca de toda a Europa.

Em 2023, supostos traficantes de drogas compraram legalmente um barco aqui no

porto. E isso está ligado a uma das maiores apreensões de drogas da história da Irlanda.

No ano passado, 20% dos barcos de pesca foram desativados devido às rigorosas cotas de pesca

da UE, diz Murphy. A crise econômica dos pescadores é um risco para a segurança.

Os militares irlandeses adquiriram recentemente duas novas aeronaves

de patrulha marítima. As aeronaves Airbus C295 realizam patrulhas marítimas de longo alcance,

e as operações antidrogas fazem parte das tarefas.

Segundo a imprensa, no início do ano, apenas um em cada oito navios da Marinha irlandesa estava

em operação. Um navio é responsável por quase um milhão de quilômetros quadrados de mar e 3

mil quilômetros de costa. O Ministério da Defesa irlandês não quis responder à nossa

pergunta sobre quantos navios estão operando no momento, alegando razões de segurança.

O assistente social Daniel Jones começou a usar drogas pesadas aos 15 anos.

Por mais de vinte anos, ele esteve preso no círculo vicioso do mundo

das drogas e da criminalidade, entrando e saindo da prisão.

Hoje, ele quer mostrar que qualquer um pode se curar do vício.

Daniel colocou cartazes em todos os lugares que dizem "Há muitas maneiras

de abandonar as drogas". A ideia é que mais pessoas em Darndale acreditem no bem.[/spoiler]


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Maconha: é frescura o Brasil já não ter liberado a ervinha?



@lucasdaitxportoalegre

Fumar nossa " ervinha " é feio ... Bonito é beber nos postos de gasolina ...depois dirigir , tomar remédios controlados .... Fumar crack e ter ajuda do governo e sociedade ... Verdade isso é bonito , afinal estamos no fim dos tempos ?!!!!

@ViniciusWeed

Sou usuário a 14 anos, entendo bem do assunto e concordo plenamente com vc, a ervinha hj é legal no brasil, pros ricos. Se vc tiver bons advogados consegue autorização da anvisa pra produzir sua própria ervinha, conheço várias pessoas que tem essa autorização, mas só rico tem acesso, o usuário lá da periferia é sempre o traf... da história e o rico é o doente que faz tratamento.

@avestruz2965

Eu sou usuário já tem uns bons anos, não aconselho ninguém a usar, muita gente fala que bom pra acalmar ou pra relaxar coisa que realmente é, mais ela pode te atrasar em algumas áreas da sua vida. Por isso eu não aconselho ninguém a usar, e si for usar tenha consciência dos malefícios. Parabéns pelo vídeo, muito informativo, ganhou mais um inscrito!!

@gokucruzeirense

Eu considero muito hipócrita a sociedade ver a ervinha como algo ruim sendo que essas mesmas pessoas usam álcool e cigarro. Lembrando que não sou usuário e nem serei no futuro pois sei que não vale a pena,mas vejo como algo hipócrita da sociedade.

@linkinmaniaco

Na moral, sou a favor de liberar tudo, cada indivíduo tem q ser responsável pelo o que faz e consome, sou cristão, mais essa repressão só aumentou a violência e o crime


Maconha não é bom. THC causa esquecimento e dificuldade de aprendizagem, além de acelerar desenvolvimento de psicose e esquizofrenia.

Porém cigarro e álcool são muito piores enquanto não há registros de mortes por overdose de THC.

A maconha já circula solta no Brasil. A descriminalização por usar até 40g depende do classismo: "classe-média branco e rico são usuários enquanto classe-média negro e pobre são traficantes".

A liberação tiraria 5 bilhões de rais das quadrilhas e haveria 33% menos prisões, que são traficantes que não cometem crime de verdade, são presos por vender drogas e aprendem a ser bandido na cadeia.

A proibição da maconha serve para que a indústria do álcool e cigarro lucrem por falta de concorrência. Há políticos que defende guerra às drogas porque rende votos, já que o povo é ignorante em assuntos complexos.
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Data da postagem: 10/03/2025, 15:39
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A incrível fábrica brasileira de moradores de rua

Por Bruno Souza 12/04/2025



População de rua aumentou em 25% de 2023 para 2024. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O fenômeno dos moradores de rua se espalhou por todo o Brasil. Mas ele não se apresenta de forma uniforme: é justamente nas regiões mais ricas, mais desenvolvidas e com maiores índices de empregabilidade que esse cenário se torna mais visível e alarmante. Essa realidade desmonta – ou melhor, desmascara – um dos mitos mais insistentes da esquerda contemporânea: a ideia de que os moradores de rua são produto da desigualdade social ou do capitalismo.

Se a tese fosse verdadeira, como explicar que, em um país historicamente marcado por pobreza e miséria, o fenômeno dos moradores de rua, tal qual o conhecemos hoje, seja recente? Ou como justificar que Florianópolis, cidade com a menor taxa de desemprego do Brasil, tenha registrado o maior crescimento proporcional de população em situação de rua entre as capitais brasileiras?

Ao remover qualquer consequência legal real para o consumo de entorpecentes, a lei abriu caminho para a explosão do número de dependentes químicos no Brasil. E com o aumento dos dependentes, aumentou também o número de pessoas vivendo nas ruas

A resposta está longe dos slogans fáceis. E ela começa no ano de 2006, durante o primeiro governo Lula, quando foi aprovada a chamada Nova Lei de Drogas (Lei 11.343/06). Esta legislação, tida por muitos como “moderna” e “humanizada”, estabeleceu que o uso de drogas, mesmo que em espaços públicos, não seria mais punido com privação de liberdade. O artigo 28 da lei determinou que a punição ao usuário seria, na prática, uma advertência verbal. Isso mesmo: se alguém for flagrado fumando crack em uma praça, a pena prevista é um sermão.

O resultado dessa medida foi devastador. Ao remover qualquer consequência legal real para o consumo de entorpecentes, a lei abriu caminho para a explosão do número de dependentes químicos no Brasil. E com o aumento dos dependentes, aumentou também o número de pessoas vivendo nas ruas. Não é coincidência: é uma relação causal direta, que só não enxerga quem não quer.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a população em situação de rua no Brasil cresceu mais de 211% entre 2012 e 2022, saltando de 92 mil para 281 mil pessoas. Em 2024, outro levantamento da UFMG já apontava mais de 330 mil pessoas vivendo nas ruas do país. Ou seja, um crescimento contínuo e explosivo desde a mudança da lei.

As pesquisas que tentam mapear os motivos da situação de rua costumam ser autodeclaratórias – e, por isso, enganosas. Nelas, os entrevistados citam com frequência o desemprego ou a quebra dos laços familiares como causas principais. O uso de drogas geralmente aparece em terceiro lugar ou depois. Mas a realidade é mais complexa – e mais cruel.

O desemprego relatado, quase sempre, é consequência do vício: o dependente começa a faltar ao trabalho, descumprir ordens, reduzir produtividade. Já os laços familiares são rompidos depois que o viciado começa a criar conflitos dentro de casa, roubar parentes ou tornar a convivência insustentável. Ou seja, o uso de drogas é o motor silencioso por trás das estatísticas.

Estudos mostram que cerca de 90% dos moradores de rua são dependentes químicos. Eles não se tornaram viciados após irem para a rua – foram para a rua porque já eram viciados. Dizer que isso é culpa da miséria ou da desigualdade social é ignorar a evidência. Florianópolis e Santa Catarina têm empregos sobrando. O que falta é gente apta a trabalhar – algo que o vício impede.

Como secretário de Assistência Social da capital catarinense, posso afirmar: os casos de pessoas em situação de rua por miséria absoluta são raríssimos. Infelizmente, pois são os mais fáceis de resolver. Oferece-se um emprego, uma oportunidade e pronto: o problema é resolvido. O difícil é ajudar quem não quer ajuda, não aceita emprego e não quer sair das ruas – porque está dominado pela dependência química.

O que as prefeituras podem fazer? Pouco. Podemos promover limpeza urbana, reordenamento de espaços públicos, ações de acolhimento e tratamento voluntário. Em Florianópolis, por exemplo, aumentamos em 1.200% as abordagens de rua em 2025. Estabelecemos critérios mais rígidos, retomamos a Força-Tarefa DOA – uma operação integrada entre diversos órgãos municipais que oferece abordagens humanizadas para pessoas em situação de rua, apresentando alternativas como acolhimento, tratamento, retorno à cidade de origem e, principalmente, oportunidades para reconstrução de vida com dignidade.

A internação involuntária é virtualmente impossível no Brasil atual. “Mandar de volta para sua cidade de origem”? Só com consentimento do próprio indivíduo. Nossas ferramentas são indiretas – e limitadas. Sim, oferecemos internações voluntárias. Entretanto, são pouquíssimos os que aceitam. E, entre os que aceitam e são enviados para clínicas ou centros de tratamento, a maioria abandona o processo antes do fim. Dos poucos que concluem o ciclo de tratamento, a maioria volta para as drogas em poucos meses. Uma pesquisa publicada na Saúde em Debate revelou que, após um período de internação, 31% dos dependentes recaíram antes de completar um mês, 19% entre 2 e 4 meses, e 7% entre 5 e 8 meses. Apenas uma pequena parcela conseguiu manter a abstinência por mais de um ano.

Enquanto isso, o Congresso Nacional permanece inerte. E mesmo a direita tem medo de tocar nesse vespeiro. Alguns não querem perder votos de dependentes ou de “liberais” que confundem liberdade com autodestruição pública. Mas a esquerda, essa, nem esconde: defende abertamente o “direito de viver na rua” e a “liberdade” de usar drogas – como se liberdade fosse sinônimo de degradação.

A verdade é uma só: enquanto a Lei 11.343/06 continuar em vigor tal como está, teremos no Brasil uma verdadeira fábrica de moradores de rua funcionando a todo vapor. Não é a pobreza que leva as pessoas às calçadas – é a droga. E foi o Congresso Nacional, em 2006, que ligou essa máquina. As prefeituras seguirão fazendo sua parte. Mas as soluções – as verdadeiras – dependem de Brasília. E de coragem política.

Bruno Souza é secretário de Assistência Social de Florianópolis (SC).

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-incrivel-fabrica-brasileira-de-moradores-de-rua/
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Data da postagem: 26/04/2025, 15:50
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Fernando Silva
Eles não se tornaram viciados após irem para a rua – foram para a rua porque já eram viciados.

Isso diz muita coisa.

Estudos mostram que cerca de 90% dos moradores de rua são dependentes químicos.

O mais importante é saber a proporção dos que já eram dependentes antes. Ouvi o argumento de que a bebida ou maconha serve para aliviar a sensação de frio e fome.

Dos poucos que concluem o ciclo de tratamento, a maioria volta para as drogas em poucos meses.

Então não teve tratamento de verdade.

Dizer que isso é culpa da miséria ou da desigualdade social é ignorar a evidência. Florianópolis e Santa Catarina têm empregos sobrando. O que falta é gente apta a trabalhar – algo que o vício impede.

Cidades caras geralmente tem gente vindo de todo lugar. Floripa tem muitos hispanófonos trabalhando no setor de turismo. O pobre pode voltar para cidade natal em vez de viver na rua.

Não sei se precisa de endereço fixo para receber bolsa família.

A internação involuntária é virtualmente impossível no Brasil atual.

Quem é contra é insano. Isso destrói a qualidade de vida na cidade para os demais moradores.
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Data da postagem: 26/04/2025, 22:44