
Clube Veneno
[Exercício Filosófico] Conhecimento requer crença?

O membro acaba se sentindo mal, deslocado...
Aí
ESTUDO;
ANÁLISE FILOSÓFICA;
fica sendo na prática reforço da dogmática; exegeses.
Aí
ESTUDO;
ANÁLISE FILOSÓFICA;
fica sendo na prática reforço da dogmática; exegeses.
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Data da postagem: 16/08/2020, 11:25

Fernando SilvaJungFFernando SilvaIsto não faz sentido.
Um bando de gente discutindo ficções a sério e se lixando para os fatos?
Como poderíamos levar isto a sério?
Você não leu com atenção: discussões filosóficas.
Aborto, Guerras, Leis de progresso da humanidade, pluralidade dos mundos habitados, a origem do bem e do mal... ou seja, são temas atualíssimos.
E como essa gente espera encontrar soluções se parte de premissas não provadas?
Até que ponto é eficiente tentar resolver o problema das secas e das enchentes se acreditamos que são os duendes que provocam a chuva?
Ou que a homossexualidade provoca os terremotos?
Ou que a mulher dá à luz com dor por causa do tal de "pecado original" ?
Vou tentar explicar o âmbito e os objetivos da Filosofia.
Ela não pretende resolver qualquer problema de ordem prática; enchentes, pobreza, etc.
Ela sugere, via pensamento organizado (Escolas), explicações para os grandes questionamentos humanos.
Naturalmente entre estes estão a compreensão das relações no comportamento social e suas motivações (Epicurismo, estoicismo, cinismo, etc). As doutrinas econômicas estão inçadas do viés filosófico; inclui naturalmente aspectos teológicos e transcendentais como a existência de Deus, da vida além da morte, etc.
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Data da postagem: 16/08/2020, 12:26

GorduchoInteressante; pode desenvolver, pfv?
O membro acaba se sentindo mal, deslocado...
Aí
ESTUDO;
ANÁLISE FILOSÓFICA;
fica sendo na prática reforço da dogmática; exegeses.
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Data da postagem: 16/08/2020, 12:30

JungFFernando SilvaJungFFernando SilvaIsto não faz sentido.
Um bando de gente discutindo ficções a sério e se lixando para os fatos?
Como poderíamos levar isto a sério?
Você não leu com atenção: discussões filosóficas.
Aborto, Guerras, Leis de progresso da humanidade, pluralidade dos mundos habitados, a origem do bem e do mal... ou seja, são temas atualíssimos.
E como essa gente espera encontrar soluções se parte de premissas não provadas?
Até que ponto é eficiente tentar resolver o problema das secas e das enchentes se acreditamos que são os duendes que provocam a chuva?
Ou que a homossexualidade provoca os terremotos?
Ou que a mulher dá à luz com dor por causa do tal de "pecado original" ?
Vou tentar explicar o âmbito e os objetivos da Filosofia.
Ela não pretende resolver qualquer problema de ordem prática; enchentes, pobreza, etc.
Ela sugere, via pensamento organizado (Escolas), explicações para os grandes questionamentos humanos.
Naturalmente entre estes estão a compreensão das relações no comportamento social e suas motivações (Epicurismo, estoicismo, cinismo, etc). As doutrinas econômicas estão inçadas do viés filosófico; inclui naturalmente aspectos teológicos e transcendentais como a existência de Deus, da vida além da morte, etc.
Resumindo: papo furado para "esquecer" que não conseguem provar que os espíritos existem e continuar acreditando sem provas ou evitar outros questionamentos que possam ameaçar a "muleta" psicológica do conforto fornecido pelo espiritismo diante da morte.
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Data da postagem: 16/08/2020, 12:41

JungFGorduchoInteressante; pode desenvolver, pfv?
O membro acaba se sentindo mal, deslocado...
Aí
ESTUDO;
ANÁLISE FILOSÓFICA;
fica sendo na prática reforço da dogmática; exegeses.
Nos templos budistas eles mandam varrer as escadarias.
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Data da postagem: 16/08/2020, 12:44

Gigaview
A pluralidade dos assuntos "filosóficos" em discussão é diretamente proporcional ao grau de fanatismo e de necessidade de convívio social. Quanto mais fanáticos, mais se discute sobre assuntos gerais que estão na periferia dos dogmas. É assim que funciona em todo lugar, em toda religião ou seita onde existem crentes reunidos, portanto não é exclusividade do espiritismo. Trata-se de um fenômeno de natureza sócio-psicológica de auto-engano coletivo.
O interessante é que isso funciona como um processo de reforço das convicções religiosas porque estimula a auto-estima e mantém a mente ocupada para não usar o pouco que sobra do raciocínio crítico para questionar pontos delicados que poderiam colocar os dogmas em discussão. Quando isso acontece, geralmente o membro do grupo é desestimulado a participar ou decide voluntariamente abandonar o grupo.
Algaravia, tatibitati. Além de um alheamento proposital das graves questões envolvidas.
As religiões são mais ou menos como as areias do mar, elas não sabem porque existem mas revelam, com atrito incessante a capacidade de dissolver a rocha.
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Data da postagem: 16/08/2020, 12:50

Sr. JungFInteressante; pode desenvolver, pfv?
E.g.: Reencarnação Kardecista — essa com todos postulados de "progresso"; não hominais em "animais"; &c... atados nela — por que supor que exista :?:
Obs: não esqueça que antes do Kardec publicar o LE-1, a maioria dos espíritos consultados dizia que não existe. Que aliás ele mesmo [#171] admite ser dogma.
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Data da postagem: 16/08/2020, 14:09

JungF
Algaravia, tatibitati. Além de um alheamento proposital das graves questões envolvidas.
As religiões são mais ou menos como as areias do mar, elas não sabem porque existem mas revelam, com atrito incessante a capacidade de dissolver a rocha.
Isto se aplica à ciência: não sabemos como funciona a gravidade, mas sabemos que ela é real. Testemunhamos sua ação o tempo todo.
Mas não se aplica às religiões: de que adianta discutir "seriamente" a natureza do perispírito ou tentar entender a Santíssima Trindade se nem sabemos se essas coisas existem? Faz tanto sentido quanto debater "a sério" os poderes do Sauron.
Por outro lado, sim, religiões fazem efeito. Também podemos constatar isto. E este efeito independe de serem verdadeiras suas alegações. Só requer que alguém acredite nelas.
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Data da postagem: 16/08/2020, 15:04
Cinzu
Ateu vs Cristão
Imagine que um dia, dois amigos, um ateu e um cristão se encontram. O ateu diz que não acredita em Deus, mesmo já tendo lido sobre o assunto. Na sua família mesmo, as pessoas também não acreditam em Deus. Então ele nunca viu motivo nenhum para acreditar.
Mas nesse dia, o seu amigo cristão o surpreendeu. O amigo apresentou diversos argumentos e evidências que, para o ateu, pareciam extremamente convincentes sobre a existência de Deus.
Ao final da conversa, o ateu disse:
— É, amigo... agora eu sei que é verdade que Deus existe.
E aí o cristão respondeu:
— Ah, que bom que você acredita em Deus agora!
Mas aí o ateu disse:
— Não, não. Pera lá... Eu sei que é verdade, mas eu ainda não acredito.
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Diante disso,
(A) Se o ateu sabe que Deus existe, ele obrigatoriamente acredita que Deus existe?
(B) O ateu pode saber que Deus existe mesmo sem ainda acreditar que Deus existe?
Pera lá, estar convencido retoricamente de algo ≠ saber que algo existe ou não.
É possível ter ótimos argumentos, bem concatenados e, após tudo, estar errado.
A realidade não é obrigada a obedecer a intuição humana, por mais lógico pareça.
As coisas são como são. Nós é que temos que ajustar nosso pensar ao jeito delas.
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Data da postagem: 18/04/2022, 23:49
Conhecimento é sapiência. Diferente de crença. Independe portanto de crença.
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Data da postagem: 19/04/2022, 00:29