Clube Veneno
Mudança no sistema educacional brasileiro
Autor: Agnoscetico | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 202655 Comentários: 145
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fenrir
Nao é, porque me diz tres coisas:

1) Ha mais interesse no populacho em abrir mais igrejas e frequenta-las. Um sinal claro de que ha mais interesse em religiao que em educacao.

2) O anti-intelectualismo tao comum nesse meio. Uma de suas manifestacoes é a proibição de crentes de frequentarem ensino superior. Outro é o negacionismo ate mesmo de fatos obvios e de conhecimento geral ha muito, porque a biblia diz outra coisa...

3) Mais igrejas, mais doutrinacao, mais massa de manobra e portanto menos pensamento independente. Zumbis nao estudam.

Por fim, nao se ve, em paises desenvolvidos uma igreja em cada esquina e a anticorrelacao entre religiosidade e desenvolvimento ja é notória e conhecida


E sem contar que ainda há entre muitos a idéia de "Escola ser chata".

Os EUA talvez seja a ou uma das exceções. Há muitas igrejas lá. As vezes podendo ter mais de uma numa mesma esquina.


É o unico ponto fora da curva, excecao que confirma a regra.

Procurem o grafico (eu to com preguiça). É nítida a (anti)correlação.
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Data da postagem: 06/12/2024, 17:50
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fenrir
Por fim, nao se ve, em paises desenvolvidos uma igreja em cada esquina e a anticorrelacao entre religiosidade e desenvolvimento ja é notória e conhecida

Os EUA talvez seja a ou uma das exceções. Há muitas igrejas lá. As vezes podendo ter mais de uma numa mesma esquina.

Não esquecendo de que isso de uma igreja em cada esquina é mais coisa do "Bible Belt", ou seja, do Sul escravista, quente e atrasado.

Já estive lá e tinha tantas igrejas quanto farmácias aqui no Rio. E racismo escancarado.

O sul dos EUA é praticamente um país separado. Inclusive muitos sulistas ainda não aceitaram a derrota para os nortistas.
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Data da postagem: 07/12/2024, 08:30
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Essa é uma crítica que faço ao sistema de educação. Gasta-se dinheiro e tempo do aluno ensinando muitas coisas que não serão usadas na vida profissional para ser esquecida após uma década. Sou a favor do aprendizado sob demanda.


Parece bom a princípio (pra alguns tipos de disciplinas), mas quando alguém for ter que se formar numa área que requer um conhecimento básico sobre uma coisa. Pra estudar engenharia sem ter estudado de matemática, geometria, etc, fica mais complicado. Teria que estudar praticamente do zero.

Pra fazer as contas do próprio orçamento, etc, mesmo que não se vá trabalhar na área, é necessidade.


Por isso, é preferível que o curso profissionalizante seja estendido para incluir conteúdo que não esteja na base curricular. Eu não vejo sentido em ensinar 90% do conteúdo de química do ensino médio. Então é preferível que não tenha no ensino médio, mas que os cursos que usam, como medicina e farmácia sejam alongados para incluir a base de química necessária. O ensino médio seria menor, mas o ensino superior maior.

Não vejo necessidade de química para entrar em curso de direito e administração. A pessoa vai esquecer tudo. Se por acaso for trabalhar numa indústria química, então é melhor fazer um curso de química separado para usar na empresa específica.

fenrir
Essa visao totalmente utilitarista e imediatista do estudo é estupida. Essas "coisas sem aplicacao na vida profissional" tem valor em si mesmas independente de sua utilizacao. O estudo delas afina o raciocinio e da uma uma boa cultura geral ao individuo e pode ajuda-lo de forma indireta mesmo que nao as aplique no seu metier.

E o "X nao deve ser aprendido porque nao tem utilidade na vida profissional" no mais das vezes desnuda falta de criatividade, inventividade e preguiça mental. Por exemplo, ganhos valiosos na medicina, no tratamento de cancer, vieram de tecnicas de imageamento astronomico. Utilitaristas do ensino teriam descartado de pronto o valor dessas tecnicas porque vem de um campo anos-luz de distancia da medicina...

Pensando desse jeito, todo conteúdo é importante. Assim, fica difícil definir que conteúdo cada um deve aprender.

Temos que considerar, antes de tudo, a situação do Brasil, onde existe um analfabetismo funcional e uma falta de qualificação profissional. O Brasil não está bem nem nas bases, então como incluir conteúdo "não utilitarista" se o aluno não sabe nada direito? E o outro problema é econômico. O país precisa de qualificação profissional para poder desenvolver a economia. Uma expansão "não utilitarista" pesa nos custos da educação enquanto a economia for subdesenvolvida. Assim, a prioridade é o conteúdo utilitarista.

Outro problema, que ocorre mais em países ricos, é a previdência. Se o aluno passa mais tempo estudando e demora entrar no mercado de trabalho, haverá menos pessoas trabalhando para sustentar o aumento do número de aposentados causado pelo envelhecimento da população.
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Tava vendo biografia dum cara inglês pioneiro em projeto de locomotiva, e ele era filho de pais iletrados e trabalhou recebendo salário baixo que não dava pra pagar educação. Tem coisa que é mais intuição, criatividade, entrar em contato prático com algum tipo de área - coisa que não precisa necessariamente saber ler e escrever, ainda que alguns conhecimentos técnicos em matemática, termodinâmica, pudesse ajudar a aperfeiçoar a tecnologia.


George Stephenson

https://pt.wikipedia.org/wiki/George_Stephenson

George Stephenson nasceu em Wylam, Northumberland, 15 km a oeste de Newcastle upon Tyne. Ele era o segundo filho de Robert e Mabel Stephenson,[1] nenhum deles sabia ler nem escrever. Robert trabalhou como operador de máquinas a vapor numa mina de carvão em Wylam, ganhando um salário muito baixo, não havendo assim dinheiro para a sua educação.

Stephenson projectou a sua primeira locomotiva em 1814. A máquina foi batizada de Blücher e destinava-se ao transporte de carvão dentro da mina; tinha capacidade para transportar 30 toneladas e foi a primeira locomotiva a usar rodas com rebordos que a impediam de sair dos carris.

O seu sucesso foi tal que Stephenson foi convidado para construir uma ferrovia de 13 km entre Hetton e Sunderland. Esta ferrovia usava a gravidade para mover a carga nos percursos inclinados e locomotivas para as partes planas e subidas e foi a primeira linha-férrea que não usava nenhum tipo de energia animal.
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fenrir
Essa visao totalmente utilitarista e imediatista do estudo é estupida. Essas "coisas sem aplicacao na vida profissional" tem valor em si mesmas independente de sua utilizacao. O estudo delas afina o raciocinio e da uma uma boa cultura geral ao individuo e pode ajuda-lo de forma indireta mesmo que nao as aplique no seu metier.

E o "X nao deve ser aprendido porque nao tem utilidade na vida profissional" no mais das vezes desnuda falta de criatividade, inventividade e preguiça mental. Por exemplo, ganhos valiosos na medicina, no tratamento de cancer, vieram de tecnicas de imageamento astronomico. Utilitaristas do ensino teriam descartado de pronto o valor dessas tecnicas porque vem de um campo anos-luz de distancia da medicina...

Pensando desse jeito, todo conteúdo é importante. Assim, fica difícil definir que conteúdo cada um deve aprender.

Temos que considerar, antes de tudo, a situação do Brasil, onde existe um analfabetismo funcional e uma falta de qualificação profissional. O Brasil não está bem nem nas bases, então como incluir conteúdo "não utilitarista" se o aluno não sabe nada direito? E o outro problema é econômico. O país precisa de qualificação profissional para poder desenvolver a economia. Uma expansão "não utilitarista" pesa nos custos da educação enquanto a economia for subdesenvolvida. Assim, a prioridade é o conteúdo utilitarista.

Outro problema, que ocorre mais em países ricos, é a previdência. Se o aluno passa mais tempo estudando e demora entrar no mercado de trabalho, haverá menos pessoas trabalhando para sustentar o aumento do número de aposentados causado pelo envelhecimento da população.


Nao fica. Ja se faz isso em um ensino basico de boa qualidade.

Dá-se um bom apanhado em termos de conhecimento. A partir dai cada um tera uma base melhor para escolher o quer fazer e de quebra terá uma cultura geral minimamente decente.

No Brasil o aluno não sabe nada de cultura geral, nao interpreta textos, nao faz contas basicas.

Basta ver as estatisticas, basta comparar o Brasil com a Coreia do Sul ou a Finlandia.

O que se faz por lá? Por um acaso aboliram "conteudos que não tem utilidade na vida profissional"? Não? I rest my case.

Reduzir o ensino a "conteudos que não tem utilidade na vida profissional" é acelerar ainda mais o processo de emburrecimento já em pleno curso do Brasil.

No mais, finalizo com um quote do Robert Heinlein:

A human being should be able to change a diaper, plan an invasion, butcher a hog, conn a ship, design a building, write a sonnet, balance accounts, build a wall, set a bone, comfort the dying, take orders,

give orders, cooperate, act alone, solve equations, analyze a new problem, pitch manure, program a computer, cook a tasty meal, fight efficiently, die gallantly.

Specialization is for insects.
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A educação, mesmo com celular, está muito pior do que no século 20.

RS com Educação Decadente: Ciclos DESeducacionais, Inclusão Fake, Aprovação Automática, Ideologia...



Governador de direita admitindo aluno passar de ano mesmo sendo reprovado em 4 disciplinas e com menos de 75% de presença.

A educação inclusiva (no sentido positivo) é feita colocando os PNEs junto com os demais. Isso acaba sendo ruim para todo mundo e nivela por baixo. A lei proíbe fazer escolas exclusivas para PNE conforme a necessidade e obriga que todas as escolas sejam adaptadas com acessibilidade e profissionais assistentes, mesmo sem verba, e mesmo que a escola com 200 alunos tenha somente 1 PNE.

Para necessidades especiais, é muito mais eficiente e viável que haja escolas separadas com todas as instalações já com acessibilidade e professores treinados para a necessidade específica. Haveria escola com livros em braile, escola com aulas em libras, escola com elevador, etc. E se o município tem poucos habitantes, a EAD seria muito melhor para PNE do que uma escola despreparada.

Outro problema sério é doutrinação ideológica, com professor fazendo campanha "pele gênere neutre" e ensino o aluno a duvidar do próprio gênero.

Por que as escolas no Brasil são um verdadeiro inferno e não funcionam?



Barulho baderneiro, com jeito de funkeiro e arruaceiro, que gosta de som alto. Gosta de aparecer e falar demais. Não tem uma cultura de respeito.

O professor é desvalorizado.

As condições econômicas e as matérias inúteis acabam desmotivando o aluno a levar a sério. Entrando na escola só por obrigação, mas acabando na mesma situação que o analfabeto em termos de emprego.

Não é só os professores homem, mas há professora fazendo sexo com aluno.

O problema na educação não é o gasto e sim a indisciplina dos alunos e o conteúdo programático.

Comparar com países ricos em números como dólar é burrice, porque cada moeda e custo de vida tem valor diferente.
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Dá-se um bom apanhado em termos de conhecimento. A partir dai cada um tera uma base melhor para escolher o quer fazer e de quebra terá uma cultura geral minimamente decente.

É preciso dar aos alunos uma visão geral do mundo. Claro que eles vão esquecer os detalhes daquilo que não lhes serve diretamente na sua carreira escolhida, mas, no mínimo, saberão que existe e poderão pesquisar mais caso necessário.

Além do quê, é difícil garantir que "isto só serve em tal profissão". Elas não são isoladas umas das outras.

E, se a pessoa se torna um dono de empresa ou similar, será bom que saiba pelo menos o básico do que está acontecendo durante a fabricação.

Outro ponto é que aprender um pouco de tudo é como ir malhar na academia: você corre, corre e não sai do lugar. Levanta pesos e, no fim, eles continuam lá. Mas você sai de lá mais forte e saudável, preparado para esforços físicos inesperados.

Ao aprender matemática, geografia, história e ciências, por exemplo, o cérebro se expande. E não volta atrás mesmo que a gente esqueça os detalhes.
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Dá-se um bom apanhado em termos de conhecimento. A partir dai cada um tera uma base melhor para escolher o quer fazer e de quebra terá uma cultura geral minimamente decente.

É preciso dar aos alunos uma visão geral do mundo. Claro que eles vão esquecer os detalhes daquilo que não lhes serve diretamente na sua carreira escolhida, mas, no mínimo, saberão que existe e poderão pesquisar mais caso necessário.

Além do quê, é difícil garantir que "isto só serve em tal profissão". Elas não são isoladas umas das outras.

E, se a pessoa se torna um dono de empresa ou similar, será bom que saiba pelo menos o básico do que está acontecendo durante a fabricação.

Outro ponto é que aprender um pouco de tudo é como ir malhar na academia: você corre, corre e não sai do lugar. Levanta pesos e, no fim, eles continuam lá. Mas você sai de lá mais forte e saudável, preparado para esforços físicos inesperados.

Ao aprender matemática, geografia, história e ciências, por exemplo, o cérebro se expande. E não volta atrás mesmo que a gente esqueça os detalhes.


É isso que tenho em mente. Uma educação estritamente utilitarista e imediatista vai criar individuos que não saberiam apontar o Texas (talvez nem o Acre) num mapa, não saberiam mais que as quatro operacoes basicas (talvez nem isso),

nao saberiam fazer uma análise mesmo que mínima dum texto simples, se tais coisas não fossem usadas no seu dia-a-dia.

Pra que saber interpretar um texto se a profissão do sujeito não depende disso? Melhor continuar sendo um analfabeto funcional mesmo: assim fica mais fácil de ser enganado e manipulado.

Eu sei bem o que motiva essa agenda.
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Pra que saber interpretar um texto se a profissão do sujeito não depende disso? Melhor continuar sendo um analfabeto funcional mesmo: assim fica mais fácil de ser enganado e manipulado.

Eu sei bem o que motiva essa agenda.

Alfabetização é o básico para qualquer coisa cotidiana, não só profissional.

Não precisam dessa agenda utilitarista para manipular as massas, porque o sistema de educação atual já cumpre muito bem esse objetivo.


É isso que tenho em mente. Uma educação estritamente utilitarista e imediatista vai criar individuos que não saberiam apontar o Texas (talvez nem o Acre) num mapa, não saberiam mais que as quatro operacoes basicas (talvez nem isso),

nao saberiam fazer uma análise mesmo que mínima dum texto simples, se tais coisas não fossem usadas no seu dia-a-dia.

O problema atual da educação brasileira é que ela não ensina nem o mais básico, que é a alfabetização. Para poder expandir, é necessário que o sistema de alfabetização esteja funcionando.

O sistema de educação brasileiro não ensina:

* Primeiros socorros

* Educação financeira

* Inteligência emocional

* Nutrição, saúde e educação contra drogas

* Organização política e Economia (para saber votar)

* Comunicação e criatividade

E ainda podemos adicionar algo não universal, que é mais útil do que o conteúdo atual:

* Empreendedorismo - para empreender quando tiver uma ideia, mesmo que nunca tenha, mas ficará preparado.

Todas essas coisas listadas acima são mais importantes para a vida do indivíduo do que saber de cadeia de carbono, esponjas do mar, calcular trabalho em joules, feudalismo e a localização do Texas (Por que um brasileiro precisaria saber diretamente do Texas?).

Então o questionamento aqui é que não incluem coisas que seriam mais importantes e prioritárias na vida da pessoa. Em outras palavras, o grande problema é ter conteúdo não utilitarista sem nem ter um conjunto sólido de conteúdo utilitarista.
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Jovem viraliza após contar que está há quase 10 anos fazendo cursinho para passar em medicina; vídeo



Temos que mudar completamente o sistema de educação superior.

Vestibular é a pior forma de selecionar alunos.

Os anos gastos pelo aluno fazendo cursinho poderiam ser aproveitados com coisa útil para o bem da economia ou até mesmo para achar uma carreira viável.

Culpar os que não estudam é falácia, porque mesmo que todos estudassem, nunca haverá vagas para todos.

Em alguns países, só é possível tentar uma vez, e isso é bom para a sociedade como um todo.

Para começar, numa sociedade com economia saudável, o ideal é que os cursos superiores sejam privados. Assim as pessoas pagam por aquilo que precisa e valoriza.

Se o governo fornecer de forma gratuita, teria que ser disponível a todos, porque do jeito que está é roubo de imposto de quem é reprovado ou não concorda com o sistema.

Para cursos impossíveis de pagar sem ser rico, como medicina, então só o governo é capaz de pagar. Faz isso para que tenha médicos no país e é interesse de todos.

Nesse caso, o aluno favorecido teria que dar contrapartida e se tornar funcionário público, estando proibido de atender particular e disposto a morar a regiões remotas. E não poderia emigrar do país. Sem contrapartida, é privilégio. Se quiser ser médico particular, que procure um jeito de financiar um curso privado.

Temos uma situação em que o dinheiro público forma dentistas para se tornar esteticistas.

Não sei o melhor critério de seleção. A prova deveria avaliar a aptidão do aluno e barrar analfabetos funcionais. Mas escolher maior nota não faz sentido, porque os aprovados são os que mais estudam e na maioria das vezes não são bons profissionais (no funcionalismo público esse problema é ainda pior). Outro critério poderia ser filho de médico, recebendo auxílio da família. Idade jovem, porque quem entra com 30 anos trabalha menos até a aposentadoria e temos uma problemas previdenciários e precisamos de mais médicos ativos. Pode exigir uma mensalidade de 1000 a 2000 reais (sério, a esmagadora maioria de alunos de medicina tem são de famílias capazes de pagar isso).
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