Clube Veneno
Política brasileira
Autor: Agnoscetico | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 93650 Comentários: 284
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Se não há registro de atuação de Viviane Barci junto ao BC, mas era o min. Moraes que intercedia diretamente com Galípolo por Vorcaro, os 129 milhões eram para pagar o serviço de quem?

O que já era extremamente grave se tornou insustentável.





Apurações de @malugaspar e @RafaMoraesMoura.



(Transparência Internacional - Brasil)

Fonte: https://x.com/TI_InterBr/status/2003200076068573624



a esposa fecha contrato de milhões, em que o banco pedia prioridade para o pagamento da esposa mesmo estando em liquidação

a esposa não faz UMA reunião para tratar do cliente. não advoga em NENHUM processo

mas o marido, ministro do supremo, trata pessoalmente do assunto

é surreal que essa gente esteja no controle do país inteiro, não só do judiciário. É essa gente que se arvora salvador da democracia, defensor da legalidade e do processo penal em casos de juizes que fazem conluio com as partes

o brasil, só começando do zero



(fried)

Fonte: https://x.com/FriedHardt/status/2003130836963508719



Caiu a máscara do paladino da democracia.

"Alexandre de Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master. Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro."

"Pediu, ainda, que o BC aprovasse o negócio com o BRB, que tinha sido anunciado em março, mas estava pendente de autorização da autarquia."

1- A família do ministro Alexandre de Moraes tinha um contrato de advocacia com o Banco Master de mais de R$ 100 MILHÕES de reais.

2- Enquanto esse contrato estava vigente, o ministro Alexandre de Moraes chama o presidente do BANCO CENTRAL para conversar sobre o Banco Master e pedir que o BC aprovasse um negócio do Master com o Banco de Brasília.

Qual é a competência de um juiz do STF para chamar o PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL e "pedir" que o BC aprove um NEGÓCIO envolvendo um banco que a FAMÍLIA dele advoga?

Se isso não configura "proceder de modo incompatível com a honra dignidade e decôro de suas funções" constante no artigo 39 da lei de impeachment, nada mais configura.





(Enio Viterbo)

Fonte: https://x.com/EnioViterbo/status/2003119609021391218



- Banco paga fortuna a esposa de ministro da Suprema Corte para ser defendido junto ao Banco Central;

- BC não recebe petição do escritório dela;

- mas o ministro telefona 3 vezes ao presidente do BC e encontra 1 vez para pressionar em favor do banco.

Foi contratação indireta?

Claro que se trata apenas de uma questão jurídica, aqui proposta em tese.

Imagine se isso aconteceria em qualquer país onde “a democracia venceu”…

Nesse tipo de país, não existe ganância em tribunal superior.

Só autoridades zelosas pelo Estado Democrático de Di… reito.



(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2003111860628000800
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Oposição pede impeachment de Moraes após denúncias envolvendo o caso Banco Master

https://www.gazetadopovo.com.br/republica/oposicao-pede-impeachment-de-moraes-apos-denuncias-envolvendo-o-caso-banco-master/

Um STF com ministros indicados por políticos e mandato vitalício nunca prestará.

Se o congresso votasse com honestidade, ocorreria impeachment porque corrupção é algo reprovada por todos em qualquer lugar no espectro político.

Mas o congresso vota de acordo interesses políticos, independente do ministro ser bandido.

Assim, nunca conseguirá o número de votos suficientes para fazer o impeachment de Xandão.
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A pressão de Moraes em favor do Master não é grave. É gravíssima



Se essa história de Moraes vier a morrer sem consequência drástica, a democracia brasileira assinará o seu próprio atestado de óbito



Mario Sabino

23/12/2025 11:21, atualizado 23/12/2025 14:32



Depois de quatro décadas de profissão, aprendi a reconhecer situações graves. A história do ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master não é grave. É gravíssima.

Gravíssima a ponto de ser escandalosa. Reiteradamente, o ministro procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar em favor da venda do Banco Master para o BRB, de acordo com a jornalista Malu Gaspar.

Foram, pelo menos, quatro contatos: três telefônicos e um presencial. Moraes convocou Galípolo para conversar sobre o tema que não lhe deveria dizer respeito. Na reunião, o ministro afirmou que gostava de Daniel Vorcaro e repetiu o argumento do “banqueiro” de que o Master incomodava por estar ocupando espaço dos grandes bancos.

Já seria suficientemente grave um ministro do STF pressionar o presidente do BC em favor de qualquer banco. Mas o Master não é qualquer banco. É cliente do escritório de advocacia da mulher de Moraes.

A recapitulação é forçosa porque esclarecedora.

A doutora Viviane Barci de Moraes é um fenômeno da advocacia nacional. No início de 2024, ela assinou um contrato fabuloso com o Banco Master, no valor de cerca de R$ 130 milhões de reais, a ser pago em mensalidades de R$ 3,6 milhões.

Honorários dessa magnitude são inéditos para escopo bastante genérico: acompanhar o que fosse do interesse do cliente em todas as instâncias de poder em Brasília, inclusive no BC.

Apesar do valor do contrato, não há notícia de que as instituições citadas no documento tenham recebido pedidos de reunião ou petições da parte do escritório da doutora Barci de Moraes, como publicou Malu Gaspar. Até prova em contrário, o dinheiro embolsado foi ganho sem maior esforço.

Estranhamente, a ausência de trabalho não incomodava Daniel Vorcaro. Pelo contrário, ele priorizava os pagamentos mensais à advogada que contratou a peso de muito ouro. Para se ter ideia da dimensão do pote no final do arco-íris, o patrimônio pessoal da doutora pulou de R$ 24 milhões, em 2023, para R$ 79,7 milhões, em 2024, graças aos dividendos proporcionados pelo Barco Master, segundo o jornalista Lauro Jardim.

Agora se sabe, porém, que durante a vigência do contrato, com as mensalidades caindo pontualmente na conta do escritório da doutora Barci de Moraes, o ministro Alexandre pressionou o presidente do BC em favor do cliente da sua mulher.

Nem a advogada milionária, nem o ministro do STF se dignaram até o momento a explicar a invulgar ligação contratual dela com Daniel Vorcaro e a deferência especialíssima que Moraes demonstrou ter pelo “banqueiro”.

A única manifestação pública foi uma nota divulgada hoje pelo ministro, que não explica nada, apenas sai pela tangente. A nota diz que ele se reuniu com o presidente do Banco Central e outros dirigentes de bancos para tratar da Lei Magnitsky, da qual Moraes deixou de ser alvo há poucos dias. Nenhuma palavra sobre o Master.

O máximo que se tem é um advérbio: o ministro teria tratado “exclusivamente” sobre as consequências da lei americana com os seus interlocutores. A nota do BC, por sua vez, não traz o advérbio ao confirmar que o banco manteve reuniões com o ministro para discutir os efeitos da Magnitsky. Os telefonemas citados por Malu Gaspar foram ignorados por ambos os lados.

Compreende-se a dificuldade do casal Moraes: é mesmo difícil encontrar explicação a respeito do que já veio à tona, afora aquela que se encontra no campo do inadmissível.

A doutora Viviane Barci de Moraes vai dizer o quê? Que o marido Alexandre não sabia do contrato espetacular firmado com o Banco Master?

O ministro será capaz de afirmar que, ao pressionar o presidente do Banco Central, ignorava que estava servindo aos interesses de um cliente que vinha pagando uma fortuna à sua mulher?

Não há justificativa que possa cancelar a gravidade da conduta de Alexandre de Moraes. Todo mundo está consciente disso, principalmente os seus pares no STF. Se a história vier a morrer sem consequência drástica, a democracia brasileira assinará o seu próprio atestado de óbito.


Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/a-pressao-de-moraes-em-favor-do-master-nao-e-grave-e-gravissima
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O jornalismo profissional mainstream de Pindorama parece ter finalmente acordado de um sono profundo. Bem vindos de volta à realidade. Menos sabujice e conversinhas de zap com autoridades, mais investigações.

A matéria é de Ricardo Corrêa, no Estadão 👇

“Apesar de tanto o gabinete de Moraes quanto o Banco Central terem confirmado o encontro entre o presidente da autarquia e o ministro do STF, a reunião entre os dois não consta na agenda oficial nem de Gabriel Galípolo nem dos demais integrantes da diretoria do banco. (…)

Ao não tratar das datas da reunião, as notas também deixam em aberto a questão da falta de coincidência das supostas datas dos encontros com a sanção da Lei Magnitsky. O relato da jornalista Malu Gaspar é o de que Moraes teria feito três ligações para saber do andamento da operação da venda do Master pelo BRB e, em julho, pediu que o presidente do Banco Central fosse ao seu encontro. Ocorre que o anúncio do governo americano de que Alexandre de Moraes estava enquadrado na Lei se deu apenas no dia 30 de julho de 2025. Naquele dia, Galípolo participou, pela manhã e à tarde, da primeira e da segunda sessões da reunião do Copom na sede do Banco Central. No dia seguinte, o dia 31, sua agenda apontou despachos internos pela manhã e uma reunião com o presidente do Coaf, Ricardo Andrade Saadi, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues.”





(João Luiz Mauad)

Fonte: https://x.com/mauad_joao/status/2003636324180394133



🚨URGENTE - Malu Gaspar desmente Alexandre de Moraes e diz que ele está falando de uma reunião diferente da que ela está denunciando

“Nós estamos falando de outra reunião! Não é a reunião que o ministro Alexandre de Moraes está se referindo!”


(SPACE LIBERDADE)

Fonte: https://x.com/NewsLiberdade/status/2003576929795121193
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Moraes emitiu nova nota, já que a primeira era só enrolação e pegou mal.

Agora citou 2 reuniões com Galípolo, alegadamente para tratar dos efeitos da Lei Magnitsky: uma em 14/8, outra em 30/9.

Negou ter tratado da aquisição do Master pelo BRB, o que não é exatamente negar ter falado sobre o banco de Daniel Vorcaro ou em defesa dele.

Alegou também “que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto”.

Ele não tinha negado os telefonemas na primeira nota. Negou após matéria do Estadão sobre 6 ligações no mesmo dia.

Afirmou, “por fim”, “que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.

Em vez de tratar abertamente da dimensão do contrato de sua esposa com o banco, o ministro se limita a falar da “aquisição do BRB-Master”.

Moraes está acuado, tentando neutralizar o escândalo com poucas palavras, que demandam novos complementos. Se estivesse à vontade, daria coletiva ou se ofereceria para explicar o caso ao Senado.


(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2003669439607140560



Fatos:

- Banco Master fez contrato milionário com esposa de Moraes;

- Compra do Master pelo BRB estava sujeita à aprovação do Banco Central;

- Moraes teve pelo menos uma reunião presencial com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em 14 de agosto (assumida pelo ministro do STF em sua segunda nota), antes da decisão final da instituição sobre a compra, tomada em 3 de setembro.

Repare que isto já é impróprio por si. Nem sequer depende de outras informações sobre pressão feita em reuniões e telefonemas.

Um ministro do STF jamais deveria se reunir com o presidente do Banco Central, sob qualquer pretexto, se sua esposa advoga em favor de um suposto banqueiro cujos negócios dependem de decisões dele. E ainda que um ministro precisasse, por algum motivo, reunir-se com o presidente do BC, sua esposa, então, deveria desfazer o contrato que assinou.

Mas, aparentemente, eles querem tudo ao mesmo tempo, exceto a vigilância da imprensa e da sociedade.



(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2003772897450422320
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- Ministro, pegou mal sua viagem com o advogado do réu.

- Não ligo, agora vou decretar sigilo em tudo.

- Ministro, isto pode pegar mal

- E daí? Agora mais ninguém pode julgar qq processo deles, tudo deve passar por mim

- Isto pode dar a impressão de que...

- Não enche, e tira tudo deles da CPMI

- Ministro, estão duvidando que o senhor possa estar agindo em defesa deles...

- Ae? Então vou colocar eles de frente numa acareação só pra humilhar estes fdp

- Mas ministro, a Constituição permite o senhor fazer isto de ofício?

- Permito.

E há quem acredite que uma Nota de Repúdio possa ter algum efeito, ou um Código de Conduta possa dar algum freio.


(Leonardo Lopes)

Fonte: https://x.com/leonardo1opes/status/2004339882483646531



Uma acareação sigilosa e sem motivação jurídica pode servir para identificar fontes de vazamentos à imprensa. Se usada para blindar o STF e intimidar a divulgação de irregularidades, configurará mais um grave escândalo da Corte


(André Marsiglia)

Fonte: https://x.com/marsiglia_andre/status/2004267012575711345

“ 🚨 Bizarro: Toffoli ordena acareação no caso Master e PGR contesta: o que está acontecendo?”:

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Se o Estado de Direito tupiniquim fosse pra valer, Moraes já estaria sendo investigado pela PGR, pela PF e pelo Congresso, e o sigilo sobre as provas colhidas até agora no Banco Master, levantado. Mas como nosso estado de direito é seletivo, ficaremos dependentes do esforço e da coragem de alguns jornalistas e congressistas…

Moraes Precisa Ser Investigado

Por André Marsiglia (26/12/25)

“O caso envolvendo o Banco Master e o escritório da mulher do ministro Alexandre de Moraes, com possível atuação direta do ministro, pode ser ainda mais grave do que o crime de “advocacia administrativa”, que parte da imprensa tem cogitado.

Se confirmada a hipótese de que Moraes tenha solicitado, direta ou indiretamente, ao presidente do Banco Central, algum tipo de favorecimento, e este favorecimento tiver sido indevido ou irregular, estaremos diante até mesmo de um possível crime de corrupção passiva, tipificado no art. 317 do Código Penal.

A gravidade do caso exige algo que o ministro costuma aplicar com rigor aos outros: investigação imediata. Onde está a severidade considerada necessária para “salvar a democracia”, quando a corda está no pescoço do próprio ministro?

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Nos últimos 7 anos, réus foram presos preventivamente, jornalistas tiveram bens bloqueados, congressistas perderam mandatos, contas foram suspensas, redes sociais banidas, relações familiares afetadas e carreiras destruídas com base em meras suspeitas e na aplicação de conceitos elásticos da lei.

Se essa mesma régua fosse aplicada ao caso Master, o presidente do Banco Central estaria sendo formalmente inquirido, a mulher do ministro prestaria esclarecimentos, e o próprio Moraes estaria, no mínimo, afastado do cargo cautelarmente.

Nada disso ocorreu. O Estado respondeu com silêncio, e o ministro com um punhado de notas breves e contraditórias, tentando encerrar o assunto. Versões contraditórias de Mauro Cid foram respondidas com ameaças de Moraes, mas eram outros tempos, não é mesmo?

Se o Estado pretendesse ser levado a sério, a PGR precisaria agir. Sabemos que não vai. Mas ainda pode surgir uma CPI sobre as relações de Moraes com o banco Master, trazendo esperança parecida com a da CPMI do escândalo da Previdência.

Ainda que o Congresso durma, o caso não vai morrer, a orelha do coelho escondido atrás do sofá está evidente e será revelada pela imprensa, pela velha mídia, inclusive, que escolheu rifar Moraes, quando ele não sossegou seus arbítrios, após prender Bolsonaro, inimigo comum de Moraes e da própria velha mídia.

A imprensa chegará a outros clientes da mulher de Moraes, outros contratos e outros escritórios ligados a outros ministros de tribunais superiores. Afinal, Brasília abriga um mercado pródigo de escritórios ligados a autoridades, algo conhecido de todos, mas raramente exposto. A resistência à investigação do caso Moraes pode abrir um precipício para a Corte inteira.

Por enquanto, no STF, ninguém solta a mão de ninguém. Mas, se a imprensa ou uma CPI sobre o escândalo do banco Master avançar, pode ser que todos prefiram soltar a mão de Moraes a arriscar perder a própria.”





(João Luiz Mauad)

Fonte: https://x.com/mauad_joao/status/2004546998196691168
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Dias Toffoli vencerá o Masterchef no STF

Por Mário Sabino

“Dias Toffoli vencerá o Masterchef no STF. Está sozinho no páreo, visto que Alexandre de Moraes falhou miseravelmente nas pressões para que o Banco Master fosse comprado pelo BRB.

Pressões que Moraes nega, mas que, de todo modo, nada teriam a ver com o contrato de R$ 129 milhões que o escritório da sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, firmou com o banco de Daniel Vorcaro.

O ministro explicou, em uma das suas notas seriais divulgadas antes do Natal, que ela nunca atuou na operação Master-BRB.

Como também não há petição da doutora Barci de Moraes em nenhum outro grande caso envolvendo o banco que a contratou, pode-se dizer que a mulher do ministro ganhou na loteria ao levar uma bolada em honorários jamais imaginada no mundo da advocacia brasileira, quiçá mundial.

Mas uma coisa é ter a mulher como ganhadora na loteria; outra muito maior é vencer o Masterchef no STF, demonstrando com virtù (douro a pílula com o conceito de Machiavelli) que a liquidação do banco de Vorcaro é fruto de conluio entre a banca incomodada com um outsider e o Banco Central acumpliciado com ela — e que, portanto, é história da carochinha que o Master perpetrou uma fraude financeira de R$ 12,2 bilhões, a maior já descoberta no país.

Dias Toffoli segue firme no caminho dessa glória inaudita. Está mesmo decidido a vingar a derrota do Palmeiras na Libertadores e fazer com que a torcida do Flamengo engula o grito de “ladrão” endereçado contra Vorcaro e outros benfeitores do sistema bancário nacional. Não vai deixar barato a viagem até Lima a bordo do jato de um bilionário amigo, que também deu carona ao advogado de um ex-diretor do Master. São todos Porco.

Depois de arrogar para si a investigação sobre o banco, impor sigilo absoluto sobre tudo e ordenar que as inquirições devem ser autorizadas por ele, o ministro continua botando pra quebrar. Determinou, de ofício, que se faça uma acareação entre os investigados Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e a testemunha Ailton de Aquino Santos, diretor de fiscalização do Banco Central.

Você há de se perguntar o que foi dito de contraditório nos depoimentos dos três que tenha levado Dias Toffoli ao extremo de mandar fazer uma acareação. Não houve depoimento nenhum, bobinho.

Há mais de seis anos, desde a abertura do inquérito das fake news pelo ministro, o sistema acusatório brasileiro passa por uma revolução criativa da parte do STF, do qual fazem parte líderes capazes de conquistar, manter e expandir o seu poder (acabo de explicar o conceito de virtù).

A acareação, dizem os eternos indignados, não eu, por favor, que já não me indigno com mais nada, é para intimidar os técnicos do Banco Central e abrir caminho para a anulação da liquidação do Master. Vorcaro, assim, voltará ao jogo para o triunfo gozoso de Dias Toffoli nesse eletrizante Masterchef. Ele sempre foi a melhor aposta na Justiça dos homens, e não restará qualquer dúvida sobre isso.

PS: Graças também à caneta saneadora de Dias Toffoli, o ex-diretor da Petrobras Roberto Gonçalves, condenado pela Lava Jato por receber propina, recuperou R$ 26,5 milhões de reais que estavam depositados na Suíça. Como disse aquela organização suspeita, a Transparência Internacional, “o Brasil produziu algo inédito no planeta: a repatriação de ativos para o condenado por corrupção, não para as vítimas”.”

https://www.metropoles.com/colunas/mario-sabino/dias-toffoli-vencera-o-masterchef-no-stf




(João Luiz Mauad)

Fonte: https://x.com/mauad_joao/status/2004688636285993443
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BC faz bem em pedir esclarecimentos a Toffoli sobre:

- condição em que diretor de Fiscalização, Ailton Aquino, participará de acareação do caso Master: testemunha ou acusado;

- se ele pode ser acompanhado de colegas da área técnica que o ajudem a esclarecer o ocorrido, caso a condição seja de testemunha;

- se é uma intimação em caráter pessoal ou institucional;

- quais são os pontos controversos que justificam a audiência;

- o porquê da urgência do procedimento, a ocorrer durante o recesso do Judiciário.

O BC afirma que não está se recusando a cumprir a decisão, apenas buscando evitar o que chamou de "armadilhas processuais".

Mas esclarecer nunca foi o forte de Toffoli.

É mais fácil impor e alegar sigilo.


(Felipe Moura Brasil)

Fonte: https://x.com/FMouraBrasil/status/2004929045876638181



Fontes: https://x.com/mauad_joao/status/2004989320248307776

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