
Clube Veneno
E-mail que enviei a Dra.Márcia e Enézio

O doutorado da Márcia é em microbiologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, ela tem portanto conhecimento teórico sobre evolução, necessário para entender a microbiologia.
De qualquer forma, vive como um geógrafo que acredita religiosamente que a Terra é plana, mesmo sabendo que a geografia só faz sentido numa Terra esferoidal.
De qualquer forma, vive como um geógrafo que acredita religiosamente que a Terra é plana, mesmo sabendo que a geografia só faz sentido numa Terra esferoidal.
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Data da postagem: 10/01/2007, 21:04

E isso nos traz de volta à indagação que a Luz fez em outro tópico: o que leva essas pessoas a acreditar nisso, mesmo com toda a bagagem necessária que vai contra tal? Só Orwell explica 
Pergunta: essa Márcia faz parte de alguma igreja (corpo diretor etc.), ou é só uma fiel mais entusiasmada? Se sim, qual igreja? Idem para o Enézio.
Pergunta: essa Márcia faz parte de alguma igreja (corpo diretor etc.), ou é só uma fiel mais entusiasmada? Se sim, qual igreja? Idem para o Enézio.
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Data da postagem: 11/01/2007, 04:13

A Márcia é membro da Igreja Adventista do 7ºdia, isso deve ser pré-requisito para lecionar no IAE ou na UNASP, já que toda a estrutura da escola segue normas adventistas (sem aulas após as 16:00 de sexta-feira, culto após este horário, algumas atividades acadêmicas no sábado à noite, alimentação seguindo restrições religiosas, etc.)
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Data da postagem: 11/01/2007, 20:07

Adventistas, heim? É, esses costumam ser bem pernósticos. Com freqüência são literalistas do Gênesis. Boa sorte tentando argumentar com um.
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Data da postagem: 11/01/2007, 20:14

São absolutamente literalistas, consideram todos os outros cristãos como desviantes.
Já argumentei bastante com eles, em duas ocasiões dei palestra na UNASP e foi até divertido.
Faz algum tempo que não tenho contato com a Dra. Márcia (nos encontramos em maio no 5ºSão Paulo Research Conference, sobre evolução), mas assim como ela me presenteou com um exemplar de "A caixa preta de Darwin", eu dei "O poder do mito" para ela.
Já argumentei bastante com eles, em duas ocasiões dei palestra na UNASP e foi até divertido.
Faz algum tempo que não tenho contato com a Dra. Márcia (nos encontramos em maio no 5ºSão Paulo Research Conference, sobre evolução), mas assim como ela me presenteou com um exemplar de "A caixa preta de Darwin", eu dei "O poder do mito" para ela.
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Data da postagem: 11/01/2007, 20:17

"A Caixa Preta de Darwin" é uma comédia. Nunca vi tanta falácia junta - nem na Bíblia, ou nos livros da Ellen G. White 
E ela dá aulas de microbiologia... só Duplipensando, mesmo. O que, aliás, não é surpresa nenhuma. Cheguei a freqüentar a Igreja Adventista quando garoto (história longa
) e os pastores diziam para a gente escrever o que os professores esperavam que a gente escrevesse, conquanto continuasse acreditando na Bíblia.
E ela dá aulas de microbiologia... só Duplipensando, mesmo. O que, aliás, não é surpresa nenhuma. Cheguei a freqüentar a Igreja Adventista quando garoto (história longa
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Data da postagem: 11/01/2007, 20:22

Eu acho engraçado que literalistas/fixistas citem Behe e cia, quando esses na verdade defendem a ancestralidade comum universal com invenções adaptativas salpicadas nas linhagens por meios misteriosos. Praticamente tudo que os criacionistas já fizeram se resume ao argumento de Paley, que não exclui a ancestralidade comum, mesmo que aceita como conclusão a necessidade de intervenção de um inventor com superpoderes.
Muito pouco fazem para tentar delimitar quais seriam os tipos realmente fixos, apenas há a tendência atual de admitir que não seriam espécies, pois é difícil uma mente minimamente saudável e ciente da numerosidade delas aceitar que tenham cabido num barco apenas, mas fica nisso... dizem que há algum nível de macroevolução-que-na-verade-é-só-micro gerando umas espécies, mas sempre dentro do mesmo "tipo original", mas sem nunca defender o não-parentesco dos tipos originais.
O ápice da ironia disso tudo é que uns inclusive chegaram a admitir a impossibilidade disso, mas que ao mesmo tempo, as evidências de parentesco biológico não provam que necessariamente esse parentesco é real - apenas se for assumido que não foram criações divinas que poderiam por coincidência ser "parentes falsos". Como parte da argumentação disso defendem que em algum nível isso seria obrigatório, por exemplo, assumindo a criação do nada, o primeiro casal ou população de cada espécie criada, traria todas evidências de ancestralidade comum entre os indivíduos, mas teriam todos sido criados do nada. Claro que, a ilusão de parentesco não teria necessidade nem seria esperada em espécies diferentes mesmo assim, mas isso é convenientemente deixado de lado.
Muito pouco fazem para tentar delimitar quais seriam os tipos realmente fixos, apenas há a tendência atual de admitir que não seriam espécies, pois é difícil uma mente minimamente saudável e ciente da numerosidade delas aceitar que tenham cabido num barco apenas, mas fica nisso... dizem que há algum nível de macroevolução-que-na-verade-é-só-micro gerando umas espécies, mas sempre dentro do mesmo "tipo original", mas sem nunca defender o não-parentesco dos tipos originais.
O ápice da ironia disso tudo é que uns inclusive chegaram a admitir a impossibilidade disso, mas que ao mesmo tempo, as evidências de parentesco biológico não provam que necessariamente esse parentesco é real - apenas se for assumido que não foram criações divinas que poderiam por coincidência ser "parentes falsos". Como parte da argumentação disso defendem que em algum nível isso seria obrigatório, por exemplo, assumindo a criação do nada, o primeiro casal ou população de cada espécie criada, traria todas evidências de ancestralidade comum entre os indivíduos, mas teriam todos sido criados do nada. Claro que, a ilusão de parentesco não teria necessidade nem seria esperada em espécies diferentes mesmo assim, mas isso é convenientemente deixado de lado.
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Data da postagem: 11/01/2007, 21:00

Citação de: Wolfischer em 11 de Janeiro de 2007, 00:04:15
Pois é.. é o que mais me intriga. A microbiologia é uma das áreas em que se pode ver a evolução "in vivo"..... mas o que pensar quando se fala o contrário daquilo que se atesta no laboratório?
O doutorado da Márcia é em microbiologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da USP, ela tem portanto conhecimento teórico sobre evolução, necessário para entender a microbiologia.
De qualquer forma, vive como um geógrafo que acredita religiosamente que a Terra é plana, mesmo sabendo que a geografia só faz sentido numa Terra esferoidal.
Pois é.. é o que mais me intriga. A microbiologia é uma das áreas em que se pode ver a evolução "in vivo"..... mas o que pensar quando se fala o contrário daquilo que se atesta no laboratório?
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Data da postagem: 12/01/2007, 15:23

Citação de: Dbohr em 11 de Janeiro de 2007, 07:13:05
Se a pessoa tem bagagem para compreender ciência e método científico, e divulga idéias que contradizem o que se comprova pelos estudos gerados por esse método, a pergunta mais importante, com certeza, é o que a leva a fazer isso. Nisso a Luz está certa… é a dúvida mais intrigante.
Penso que no caso de pessoas que ignoram a metolodia científica ou o conhecimento gerado por ela, pode-se pensar em ingenuidade, mas e quando se conhece (ou deveria conhecer) com profundidade o assunto? Poderia ser má fé? Haveria outra explicação? Espero que sim.
Creio que ainda mais quando se deturpa fatos em favor de seus objetivos, seja com o objetivo de provar uma idéia ou manipular algo ou alguém, deixa de existir um desvio de conduta e passa a instalar-se um crime.
E isso nos traz de volta à indagação que a Luz fez em outro tópico: o que leva essas pessoas a acreditar nisso, mesmo com toda a bagagem necessária que vai contra tal? Só Orwell explica
Se a pessoa tem bagagem para compreender ciência e método científico, e divulga idéias que contradizem o que se comprova pelos estudos gerados por esse método, a pergunta mais importante, com certeza, é o que a leva a fazer isso. Nisso a Luz está certa… é a dúvida mais intrigante.
Penso que no caso de pessoas que ignoram a metolodia científica ou o conhecimento gerado por ela, pode-se pensar em ingenuidade, mas e quando se conhece (ou deveria conhecer) com profundidade o assunto? Poderia ser má fé? Haveria outra explicação? Espero que sim.
Creio que ainda mais quando se deturpa fatos em favor de seus objetivos, seja com o objetivo de provar uma idéia ou manipular algo ou alguém, deixa de existir um desvio de conduta e passa a instalar-se um crime.
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Data da postagem: 12/01/2007, 15:29

Para negar a evolução visível eles criaram as categorias de micro e macro evolução, atribuem toda a evolução já testemunhada a uma variabilidade inata dos organismos que não os transforma em outro "tipo" de organismo.
Vão sempre dizer que por mais que se modifiquem as bactérias continuam sendo bactérias, e o mesmo para outros organismos. Provavelmente expostos a um elo evolutivo digamos entre anfíbio e réptil dirão que continua sendo um vertebrado e que nada de novo surgiu.
Vão sempre dizer que por mais que se modifiquem as bactérias continuam sendo bactérias, e o mesmo para outros organismos. Provavelmente expostos a um elo evolutivo digamos entre anfíbio e réptil dirão que continua sendo um vertebrado e que nada de novo surgiu.
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Data da postagem: 12/01/2007, 18:56