Clube Veneno
Igreja e o ensino da castidade
Autor: Flush | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 2399 Comentários: 27
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« Enviada para: N3RD : 01 Fev 2007, 19:15:07 »
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Beijos Coração Coração Coração Coração Coração Coração Coração Coração Coração Coração Coração Coração Beijos


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:nããããããããão!!!: :cadeirada: :dãh!: :Bate:
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Citação de: Flush em 03 de Fevereiro de 2007, 22:56:21

Aquilo que defines como católico razoável não é mais que alguém que nega as instruções bíblicas. Algo teológicamente incorrecto quanto a mim.


Ah, mas acontece que a bíblia é apenas um texto, e a teologia é apenas uma ferramenta para a religião. Nunca vice-versa.

Qualquer religioso razoável (não apenas no Catolicismo) aprende a não usar as escrituras, a teologia ou a doutrina como muletas; é a prática religiosa que dignifica a religião, e NUNCA o contrário.
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Citação de: N3RD em 05 de Fevereiro de 2007, 15:19:51

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« Enviada para: N3RD : 01 Fev 2007, 19:15:07 »
Beijos Coração Coração Coração Coração Coração Coração


Isso ainda vai acabar em quebra de castidade...
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Citação de: mimi em 04 de Fevereiro de 2007, 11:32:43

Citação de: Flush em 03 de Fevereiro de 2007, 22:56:21

Aquilo que defines como católico razoável não é mais que alguém que nega as instruções bíblicas. Algo teológicamente incorrecto quanto a mim.


Bom, desde sempre o católico deixa as instruções bíbilicas. Isso de levar ao pé da letra é coisa de denominaçãozinha evangélica. O católico razoável não crê em infabilidade, nem das escituras nem do Papa.

Mas, se eu puder comentar o trecho bíblico citado, acho a lei adequada e com um razoável respeito à moça, se é pra pensar em quão bárbaros os hebreus costumavam ser. Se a moça não consegue se defender, é inocente; se é violentada, não é desamparada. Se ela não é donzela dentro da casa de seu pai, é casada, ou não se defende mesmo podendo, está violando deliberadamente as leis da comunidade relativas ao casamento.

Quanto à "natureza humana", quem pode defini-la? Eu não acredito em natureza humana. Quem invocou ela foi você, no seu texto: você é quem deve definir. O que eu li foi que a moralidade sexual vai contra a liberdade, e cá não consigo relacionar uma coisa à outra. Nem o que os votos de castidade dos padres têm a ver com pedofilia. Aliás, acho essas explicações primárias e falaciosas.


Segundo o Catolicismo o papa é infalível, dogma definido no Primeiro Concílio do Vaticano de 1870, e declarar a Bíblia como falível também é contrário ao Catolicismo, pois esta é a palavra de deus, e para o Catolicismo deus não é falivel. É extremamente são reinterpretar-se e tecer-se raciocínios próprios, mas o totalitarismo Católico não o tem em bons olhos.

Um exemplo incrivel de barbaridade demonstrada nestas passagens é a associação de perca de virgindade ao rompimento do hímen. Essa hideonda ideia ainda hoje prevalece fruto essencialmente das religião cristã e islâmica. Ou a recompensa que uma mulher terá depois de ter sido violada, viver para toda a eternidade com o seu violador. Tudo visando o amor cristão. Doentio...

A moralidade sexual não vai contra a liberdade, muito pelo contrário. A moralidade pela liberdade é justa e saudável. É da Natureza Humana possuir moralidade suficiente para definir conceitos de bem e mal. Moralidade não é uma imposição de Infernos e Paraísos, é um factor tão antigo quanto o próprio Homem que veio a ser detorpado ao longo dos tempos pelas religiões e pelos estados totalitários.

Estudos neurológicos comprovam as disfunções mentais e físicas associadas a uma repressão libidinosa. Não é falacioso, é um facto. Este facto entra decisivamente em comportamentos desviantes e criminosos perpetuados por alguns padres.
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Mais um motivo para que o que a Mimi chama de "católicos razoáveis" (eu pessoalmente preferiria "católicos com discernimento") existam.

Já que os Padres não tem como um todo (há muitas exceções) conseguido cuidar a contento da própria doutrina, cabe então aos fiéis encorajá-los e, se preciso for, lhes tirar a escolha.
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Citação de: Luis Dantas em 06 de Fevereiro de 2007, 04:02:59

Mais um motivo para que o que a Mimi chama de "católicos razoáveis" (eu pessoalmente preferiria "católicos com discernimento") existam.

Já que os Padres não tem como um todo (há muitas exceções) conseguido cuidar a contento da própria doutrina, cabe então aos fiéis encorajá-los e, se preciso for, lhes tirar a escolha.


É esse o grande problema da moderabilidade religiosa. Tratam a teologia como plasticina e vêm o que querem e não o que é defendido e usado como alicerce de uma religião. Torna-se assim uma parede de impedimento de critica aos ideais religiosos quando se plastifica a religião e se dá os conceitos que se quer. Se não forem usados os livros de deus, a teologia e as autoridades da doutrina dessa religião simplesmente deixámos de ter religião e passamos a ter outro tipo de vertentes. Essas vertentes quanto a mim são positivamente criadas, pois derivam da própria critica individual, e das necessidades de respostas às quais as religiões nada dizem e nada sustentam racionalmente. Mas se os caminhos encontrados diferem dos alicerces das religiões é justo chamar-lhes religão?
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Mas o que são os alicerces da religião senão a capacidade crítica e compassiva de seus praticantes? Certamente não serão meras palavras de escrituras!
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Citação de: Luis Dantas em 07 de Fevereiro de 2007, 17:28:54

Mas o que são os alicerces da religião senão a capacidade crítica e compassiva de seus praticantes? Certamente não serão meras palavras de escrituras!


Religião é um fenomeno de grupo. Uma coesão social baseada em hierarquias de onde as linhas chaves de condução provêm dos picos e são mais ou menos "digeridas" pelas camadas inferiores. Não é um fenomeno indivual, pelo que a considerar individualidade de pensamento e liberdade de moldagem à mente de cada um teriamos espiritualidade e não religião. Sem clericalismo, sem livros supostos de conterem as palavras de deus, e sem linhas condutoras de ideais de massas não fará grande sentido falar de religião, especialmente se estivermos a falar de religiões totalitárias como o Catolicismo.
Se pegarmos em algo como o Budismo podemos encontrar algo deveras diferente, mas mesmo assim acente no mesmo pressuposto de massificação. Mas sendo o Budismo uma religião ateísta e não totalitária, é comum que casos de individualidade critica e de experiência própria sejam definidos pelas linhas de espiritualidade e não mais pelas linhas religiosas.
Não vejo qualquer tipo de sentido de denominar Catolicismo individual, quando o Catolicismo é tudo menos um conjunto de indivualidades.
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Citação de: Flush em 07 de Fevereiro de 2007, 18:12:57

Religião é um fenomeno de grupo. Uma coesão social baseada em hierarquias de onde as linhas chaves de condução provêm dos picos e são mais ou menos "digeridas" pelas camadas inferiores. Não é um fenomeno individual, pelo que a considerar individualidade de pensamento e liberdade de moldagem à mente de cada um teriamos espiritualidade e não religião.


Não, a doutrina imposta por uma hierarquia não é um atributo necessário em uma definição de religião.

Se fosse, teríamos de inventar outro termo para (por exemplo) a prática individual da Wicca, o que me parece sem propósito.

Além do que, por essa lógica renovadores como Francisco de assis não seriam religiosos e sim alguma outra coisa (talvez "espiritualizados"?) Sinceramente, isso não me parece mais do que afetação. Quase parece construção de um espantalho para criticar no lugar da religião propriamente dita.

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Sem clericalismo, sem livros supostos de conterem as palavras de deus, e sem linhas condutoras de ideais de massas não fará grande sentido falar de religião, especialmente se estivermos a falar de religiões totalitárias como o Catolicismo.


Aí é que está, o Catolicismo (principalmente em suas formas mais autoritárias) não é mesmo um bom exemplo de religião.

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Se pegarmos em algo como o Budismo podemos encontrar algo deveras diferente, mas mesmo assim acente no mesmo pressuposto de massificação. Mas sendo o Budismo uma religião ateísta e não totalitária, é comum que casos de individualidade critica e de experiência própria sejam definidos pelas linhas de espiritualidade e não mais pelas linhas religiosas.


Distinção muito artificial essa; o espaço para pensamento individual é o que caracteriza essa diferença entre "espiritualidade" e "religião" então?

Realmente, me parece que você está (conscientemente ou não) querendo construir um espantalho para criticar.

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Não vejo qualquer tipo de sentido de denominar Catolicismo individual, quando o Catolicismo é tudo menos um conjunto de individualidades.


Em tese, seria. Na prática, existe uma multidão de católicos "não-praticantes" e de praticantes mais liberais que, por mais contraditório que possa parecer no papel, são bastante críticos em relação à doutrina e ao Papa.
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Citação de: Luis Dantas em 06 de Fevereiro de 2007, 04:02:59

Mais um motivo para que o que a Mimi chama de "católicos razoáveis" (eu pessoalmente preferiria "católicos com discernimento") existam.

Já que os Padres não tem como um todo (há muitas exceções) conseguido cuidar a contento da própria doutrina, cabe então aos fiéis encorajá-los e, se preciso for, lhes tirar a escolha.


Yeah!!! Pelo catolicismo razoável e ateu JÁ! O último tirano com as tripas do último padre!

Na real, me digam QUAL católico do mundo leva tudo totalmente a sério? Já me disseram pra não abandonar de vez o barco e tentar desenvolver uma fé responsável e ADULTA... e é coisa da qual muita gente diz, nestes anos de "renovação carismática". RCC é a coisa mais MENOS católica deste mundo, a coisa quiçá mais HERÉTICA que já pintou por essas bandas, e eles se dizem católicos.
Há que ver, ao mesmo tempo, um grupo de católicos que está crescendo em força e influência e é DEFINITIVAMENTE liberal, as "católicas pelo direito de decidir".

Quem faz a Igreja não é Roma, é a gente. Se eles quiserem eventualmente institucionalizar estas práticas, vá-lá que-seja, mas não é certo cobrar de uma pessoa que abra mão da sua identidade enquanto católica só porque tem gente maluca comandando.
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Data da postagem: 09/02/2007, 04:04