
Clube Veneno
Imigração, refugiados, etc.
Autor: Agnoscetico | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 464730 Comentários: 257

HuxleyFernando Silva
Racismo ou não, é mais fácil aceitar um estrangeiro que parece conosco e tem uma cultura similar do que um sujeito que visivelmente é diferente em costumes, crença, aspecto etc.
Quando são casos isolados, não costuma haver problema porque vira algo curioso ou pitoresco. O que incomoda mais são as migrações em massa, ocupando bairros inteiros e transformando-os em terra estrangeira..
Esse problema de separação geográfica por etnias - sem separação administrativa em tais regiões - gerando conflito étnico pode acontecer mesmo sem imigração recente. Não existem bairros negros nos Estados Unidos? Coisa análoga existe em Israel, com judeus e árabes tendo sido sempre nativos representativos em território nacional.
Com o tempo, tende a haver uma acomodação e pode até virar atração turística como, por exemplo, Little Italy e Little China em NYC.
Mas certamente causa problemas no início e pode haver conflitos, ainda mais quando é uma coisa súbita, como os sírios invadindo a Europa anos atrás.
Judeus e árabes em Israel, como mencionado, são nativos, o que reduz a estranheza.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 27/11/2025, 15:36
Huxley
Falou, falou e não explicou como a política anti-imigração melhora o crescimento vegetativo de uma população nacional, em vez de piorar.
Em nenhum momento eu disse que política anti-imigração melhora o crescimento populacional. Eu apenas disse que essa estratégia não vai durar para sempre e outra solução precisa ser encontrada.
“O bairro é deles” é uma ova! Esses NIMBYs têm títulos de propriedade privada de condomínio de tamanho colossal? Resposta: não! Então eles não têm direito de reivindicar os terrenos de seus bairros como se fossem seus feudos e nem pode exigir que pessoas forasteiras não podem acelerar a taxa de crescimento das construções visando melhorar suas próprias vidas. As necessidades da maioria superam as necessidades da minoria, ou de um só. (Como diria Dr. Spock).
Não é feudo porque são várias pessoas.
É verdade que "as necessidades da maioria superam as necessidades da minoria". Nesse caso, com a mesma lógica, reforma agrária e imposto sobre grandes fortunas deveria ser aplicado também. O pessoal do NIMBY é classe média, enquanto latifundiários e vítimas do imposto de fortuna são bilionários.
Em alguns países pobres de taxa de natalidade elevada, não há absorção suficiente de empregos pelos empregadores locais e os programas governamentais de exportações de trabalhadores podem oferecer condições atrativas de retorno. Isso é o que está acontecendo na Índia.
É bom só para Índia (e Nigéria), que tem excesso de gente e precisa expulsar um monte. Mandam gente até para os Emirados Árabes.
Se a as remessas tem impacto significativo na economia desses países, significa que a moeda está extremamente fraca. Se a economia crescer, as remessas se desvalorizam.
A realidade econômica agora é de imigrantes de países asiáticos menos desenvolvidos do que os EUA (Índia, Taiwan, Malásia e Filipinas) ganhando mais do que os próprios americanos nativos. Os imigrantes de países asiáticos, como grupo agregado, ganham significativamente mais do que os americanos nativos em média. Continue fechando os olhos e tapando os ouvidos para as evidências.
Pegou caso específico. São países distantes dos EUA e é os EUA. Quem sai desses países são trabalhadores qualificados. Não sairiam de lá se não tivessem proposta boa. Eles não fazem parte da crise imigratória e existiriam mesmo se a população dos países ricos não estivesse diminuindo.
Na Europa isso é bem mais raro do que nos EUA. E imigrantes de América Latina, África e Oriente Médio de boa qualificação também são raros. A massa não é qualificada.
É mentira dizer que são pouquíssimos imigrantes qualificados que retornam ao país de origem. Muitos voltam.
Ademais, mesmo “pouquíssimos” podem ter impactos colossais. Bilionários imigrantes nos EUA que relembraram e investiram em seus países de origem: George Soros, Jerry Yang, Joseph Tsai, Vinod Khosla, Elon Musk.
Bilionários investem é no mundo tudo. E Elon Musk mora nos EUA. Os chineses voltaram para China porque o país melhorou.
Enquanto o país de origem for um lixo, eles não voltam. A maioria dos que voltam são aqueles que fracassaram na tentativa de conseguir um emprego ou de se adaptar à cultura local. Quando eles tem grande sucesso, eles buscam a família.
(...)
Quando um país é feito por classes sociais com uma raça ocupando as classes mais pobres, a consequência é o racismo estrutural e a segregação. Isso acaba com a mobilidade social. É só olhar o resultado dessa divisão de classes nos países vítimas de colonialismo.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 27/11/2025, 19:09
fenrir
Se sou Austriaco e emigro para a Alemanha, o que sou? Imigrante
Se sou Uruguaio e emigro para a Argentina ou o Chile, o que sou? Imigrante.
Se sou Canadense e emigro a Nova Zelandia ou a Inglaterra, sou o que? Imigrante.
Esses países falam a mesma língua, religião e cultura. É análogo a alguém migrar da Paraíba para Pernambuco.
fenrira) Suprir a demanda de embregos não-especializados por nativos, que poderiam render mais ao próprio pais se trabalhassem em empregos especializados.
Por exemplo nos paises baixos quase todo mundo tem curso superior. Qual a utilidade para um pais de colocar que tenha tal formação para fazer trabalhos como limpar banheiros e varrer rua?
Se essa demanda não for suprida, os nativos terão eles mesmos que fazer tais coisas em lugar de pagar por quem faça.
Isso é sintoma de empobrecimento. Riqueza e progresso compram tempo destinado a tarefas triviais e esse tempo, não raro, vem a expensa de outros.
Isso significa que a sociedade não precisa que todo mundo tenha curso superior.
Eles poderiam diminuir a oferta de ensino superior no país para que tenha trabalhadores braçais, que sempre serão necessários.
Tendo agora um pensamento global, se todos os países conseguirem prover curso superior para toda a população, quem fará os trabalhos braçais?
Essa estratégia só funciona a longo prazo se os países pobres continuarem precários para sempre. Manter os países na pobreza é estratégia neocolonialista.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 27/11/2025, 19:20

Tutu
Em nenhum momento eu disse que política anti-imigração melhora o crescimento populacional. Eu apenas disse que essa estratégia não vai durar para sempre e outra solução precisa ser encontrada.
Governos de países desenvolvidos já tentaram incentivos monetários para aumentar a natalidade entre seus residentes — alguns programas até ajudaram um pouco, mas nenhum deles conseguiu reverter a tendência estrutural de queda.
Diante disso, muita gente diz: “A solução ideal seria aumentar o número de nascimentos aqui dentro, não trazer imigrantes.”
Claro. Essa seria a solução ideal. O problema é que ainda não temos uma ferramenta social comprovada para aumentar a natalidade de forma sustentável. Não existe um “botão de política pública” que funcione com a precisão que gostaríamos.
É aí que entra a analogia.
Imagine que a economia de um país é uma casa que começou a pegar fogo lentamente — não uma explosão, mas um incêndio que avança de forma contínua, e que todos sabem que precisa ser contido. A ferramenta perfeita para apagar esse tipo de fogo seria o extintor adequado, com o agente químico ideal. Seria ótimo tê-lo. Seria o caminho mais elegante. Mas, por enquanto, não existe um extintor que funcione para esse tipo específico de incêndio demográfico.
E a casa continua queimando.
Então surge a pergunta: devemos ficar parados esperando a invenção do extintor perfeito?
Ou devemos usar as ferramentas que já estão ao nosso alcance — mesmo que não sejam ideais?
Em qualquer situação de emergência, ninguém racional despreza soluções provisórias. Se não houver o extintor ideal, usa-se aquilo que funciona agora para impedir que o dano aumente: abafadores, cobertores, água, areia. Não por perfeição, mas por pragmatismo. Porque o custo de não agir é maior do que o custo de agir com uma solução incompleta.
A imigração, hoje, cumpre exatamente esse papel. Ela não substitui políticas de estímulo à natalidade. Ela não torna desnecessária a busca por soluções melhores no longo prazo. Mas ela é uma das poucas ferramentas que funcionam imediatamente para evitar que a população em idade produtiva diminua rápido demais.
Rejeitar a imigração sob o argumento de que “o ideal seria aumentar a natalidade interna” é como recusar o uso de uma mangueira caseira durante um princípio de incêndio porque “o ideal seria usar o extintor perfeito”. Quem faz isso não está defendendo a solução ideal; está defendendo a pior consequência — deixar a casa queimar esperando uma ferramenta que ainda não existe.
Até desenvolvermos políticas eficazes para elevar a natalidade de forma estável, a escolha real não é entre a solução ideal e a imigração.
É entre a imigração e o agravamento de um problema demográfico que já está em curso.
E quando o assunto é o futuro econômico de um país, usar as ferramentas que temos não é uma opção ideológica. É simplesmente bom senso.
Tutu
É verdade que "as necessidades da maioria superam as necessidades da minoria". Nesse caso, com a mesma lógica, reforma agrária e imposto sobre grandes fortunas deveria ser aplicado também. O pessoal do NIMBY é classe média, enquanto latifundiários e vítimas do imposto de fortuna são bilionários.
Só no mundo da tua fantasia NIMBYs são de classe média nas cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil. Classe média é quem não está muito distante da renda mediana do brasileiro. Se a pessoa ganha 6 mil reais por mês, então já está entre os 10% mais ricos do nosso país. Em bairros paulistanos NIMBYs como Jardim Europa, Alto de Pinheiros, Pacaembu, Morumbi, Cidade Jardim, etc., a renda média é pelo menos o dobro ou o triplo disso.
Tutu
Pegou caso específico. São países distantes dos EUA e é os EUA. Quem sai desses países são trabalhadores qualificados. Não sairiam de lá se não tivessem proposta boa. Eles não fazem parte da crise imigratória e existiriam mesmo se a população dos países ricos não estivesse diminuindo.
Mudou o discurso para “esse é um caso específico” porque foi pego na mentira. O seu texto dizia: “A longo prazo, seus descendentes serão tão pobres quanto eles e mais pobres do que a média da população.” Como já foi constatado, os indo-americanos têm renda maior do que os americanos nativos. Sim, eles eram relativamente ricos para os padrões indianos quando saíram de lá, mas ao imigrar para os EUA viram suas rendas dobrar ou triplicar.
Também constatamos outra mentira ao examinar a proposição de que os descendentes de imigrantes mexicanos e de outros latino-americanos seriam tão pobres quanto seus pais. Não é isso que observamos quando analisamos os registros empíricos:
✅ Evidências de mobilidade ascendente entre filhos de imigrantes
* Um estudo robusto de longo prazo, National Bureau of Economic Research (NBER) mostrou que “filhos de imigrantes de quase todos os países de origem” têm — historicamente e hoje — “maiores taxas de mobilidade ascendente” do que filhos de nativos dos EUA. Em outras palavras: mesmo imigrantes pobres muitas vezes conseguem para os seus filhos uma melhora significativa de condição. NBER+1
* Essa vantagem parece se manter no tempo: o estudo compara pares pai-filho ao longo de mais de cem anos de imigração. NBER+1
* Especificamente sobre imigrantes latinos (grupo ao qual muitos mexicanos pertencem), há constatação de que, em média, famílias de imigrantes tendem a avaliar sua condição de vida como melhor do que a de seus pais. Pew Research Center
* Outro levantamento recente assinala que filhos de imigrantes — inclusive primeiros imigrantes relativamente pobres — “fazem avanços substanciais” quando adultos: muitos saem de baixo na distribuição de renda e atingem a classe média. TIME+1
Fonte: https://www.universityofcalifornia.edu/news/mexican-american-millennials-link-success-providing-parents-study-shows (resumo do ChatGPT).
Tutu
É bom só para Índia (e Nigéria), que tem excesso de gente e precisa expulsar um monte. Mandam gente até para os Emirados Árabes.
Existem muitos outros países com perfil demográfico semelhante ao da Índia e da Nigéria (crescimento vegetativo excessivo), então não existe esse coisa de “É bom só para Índia (e Nigéria)”.
Tutu
Isso significa que a sociedade não precisa que todo mundo tenha curso superior.
Eles poderiam diminuir a oferta de ensino superior no país para que tenha trabalhadores braçais, que sempre serão necessários.
Como mostra o caso da Alemanha, a resistência em ocupar vagas de trabalho braçal independe de o país ter ou não uma parcela grande da população com ensino superior. Entre os adultos alemães (geralmente de 25 a 64 anos), a proporção com ensino superior completo é de cerca de 32%.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 27/11/2025, 22:31

Tutu
Tendo agora um pensamento global, se todos os países conseguirem prover curso superior para toda a população, quem fará os trabalhos braçais?
Essa estratégia só funciona a longo prazo se os países pobres continuarem precários para sempre. Manter os países na pobreza é estratégia neocolonialista.
Quem fazia os trabalhos braçais nos países escandinavos antes de começar a onda de imigração?
As populações, mesmo etnicamente homogêneas, não são homogêneas quando se trata de talento e inteligência.
A diferença é que, nos países como os escandinavos, a remuneração, mesmo para os trabalhos braçais, é suficiente.
Por outro lado, sim, se o povo local se acostuma com imigrantes de países pobres pegando os trabalhos braçais, a cultura muda e tais trabalhos passam a ser recusados pelos locais.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 28/11/2025, 09:43

Tutufenrir
Se sou Austriaco e emigro para a Alemanha, o que sou? Imigrante
Se sou Uruguaio e emigro para a Argentina ou o Chile, o que sou? Imigrante.
Se sou Canadense e emigro a Nova Zelandia ou a Inglaterra, sou o que? Imigrante.
Esses países falam a mesma língua, religião e cultura. É análogo a alguém migrar da Paraíba para Pernambuco.
...
É exatamente o meu ponto e minhas escolhas foram intencionais. Estes dai de cima são imigrantes, quer voce queira ou não.
No entanto não são desprezados por serem tais.
Logo, o problema não é ser imigrante e nem imigração e sim qual tipo de imigrante, onde um é desejado (ou neutro) e outro indesejado.
São indesejados por não falarem a mesma lingua, não terem a mesma cultura, religião ou aparência.
Como se tais coisas fossem proibidas a outrem. E como se pudesse falar de lingua, cultura ou aparencia certas ou erradas.
E não faz diferença serem competentes, inteligentes, honestos. Se forem do "tipo errado", serão mal-vistos e não serão reconhecidos
por suas qualidades, pelo que são, e sim, por tabela, por tudo de ruim que se associa a gente como eles.
E nem vem com aquele papo furado de imigrantes indesejados levando crime ou outras merdas ao país-alvo.
Duas coisas:
a) Tem menos imigrante envolvidos em crimes que nativos - Huxley demonstrou isso com dados e justamente na patria do pedofilo laranja
b) Já pressupõe a associação de algo ruim a um grupo tido como indesejado. Isso é definição de preconceito.
Tutufenrira) Suprir a demanda de embregos não-especializados por nativos, que poderiam render mais ao próprio pais se trabalhassem em empregos especializados.
Por exemplo nos paises baixos quase todo mundo tem curso superior. Qual a utilidade para um pais de colocar que tenha tal formação para fazer trabalhos como limpar banheiros e varrer rua?
Se essa demanda não for suprida, os nativos terão eles mesmos que fazer tais coisas em lugar de pagar por quem faça.
Isso é sintoma de empobrecimento. Riqueza e progresso compram tempo destinado a tarefas triviais e esse tempo, não raro, vem a expensa de outros.
Isso significa que a sociedade não precisa que todo mundo tenha curso superior.
Eles poderiam diminuir a oferta de ensino superior no país para que tenha trabalhadores braçais, que sempre serão necessários.
Tendo agora um pensamento global, se todos os países conseguirem prover curso superior para toda a população, quem fará os trabalhos braçais?
Essa estratégia só funciona a longo prazo se os países pobres continuarem precários para sempre. Manter os países na pobreza é estratégia neocolonialista.
Sensacional.
Imagino alguem falando ao sujeito: veja bem, curso superior não é opção para voce porque ja tem gente de mais, então pode esquecer.
As vagas para empregos de 2o grau tambem estao tomadas.
Então suas opções são lavar banheiros, varrer ruas, recolher lixo, essas coisas.
Ah, seu sonho era fazer medicina? Que azar, heim sujeito?
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 28/11/2025, 10:13
Huxley
Só no mundo da tua fantasia NIMBYs são de classe média nas cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil. Classe média é quem não está muito distante da renda mediana do brasileiro. Se a pessoa ganha 6 mil reais por mês, então já está entre os 10% mais ricos do nosso país. Em bairros paulistanos NIMBYs como Jardim Europa, Alto de Pinheiros, Pacaembu, Morumbi, Cidade Jardim, etc., a renda média é pelo menos o dobro ou o triplo disso.
O NIMBY americano é de classe média. Quem mora naqueles bairros americanos com grama e sem muros é classe média lá e é muito comum. Esse tipo de moradia seria coisa de rico no Brasil.
Mudou o discurso para “esse é um caso específico” porque foi pego na mentira. O seu texto dizia: “A longo prazo, seus descendentes serão tão pobres quanto eles e mais pobres do que a média da população.” Como já foi constatado, os indo-americanos têm renda maior do que os americanos nativos. Sim, eles eram relativamente ricos para os padrões indianos quando saíram de lá, mas ao imigrar para os EUA viram suas rendas dobrar ou triplicar.
Não fazem parte da massa majoritária, que é pobre.
Também constatamos outra mentira ao examinar a proposição de que os descendentes de imigrantes mexicanos e de outros latino-americanos seriam tão pobres quanto seus pais. Não é isso que observamos quando analisamos os registros empíricos:
100 anos atrás a economia era diferente, a economia estava em expansão e havia muito espaço para construir. O estudo falou de certa mobilidade, mas não disse que os descendentes alcançaram a média da população.
Existem muitos outros países com perfil demográfico semelhante ao da Índia e da Nigéria (crescimento vegetativo excessivo), então não existe esse coisa de “É bom só para Índia (e Nigéria)”.
Se colocarmos América Latina, Europa Oriental e grande parte do norte da África e do Oriente Médio, sobre poucos com crescimento excessivo. Países árabes estão com natalidade em queda livre.
Como mostra o caso da Alemanha, a resistência em ocupar vagas de trabalho braçal independe de o país ter ou não uma parcela grande da população com ensino superior. Entre os adultos alemães (geralmente de 25 a 64 anos), a proporção com ensino superior completo é de cerca de 32%.
Os alemães tem um nível de qualificação muito bom. Os que não tem curso superior são qualificados, tendo curso profissionalizante. Se não é bacharelado, é curso técnico.
Fernando Silva
Quem fazia os trabalhos braçais nos países escandinavos antes de começar a onda de imigração?
As populações, mesmo etnicamente homogêneas, não são homogêneas quando se trata de talento e inteligência.
A diferença é que, nos países como os escandinavos, a remuneração, mesmo para os trabalhos braçais, é suficiente.
Por outro lado, sim, se o povo local se acostuma com imigrantes de países pobres pegando os trabalhos braçais, a cultura muda e tais trabalhos passam a ser recusados pelos locais.
Consequência: Criação de classe social e estruturas análogas a racismo estrutural.
fenrir
Logo, o problema não é ser imigrante e nem imigração e sim qual tipo de imigrante, onde um é desejado (ou neutro) e outro indesejado.
São indesejados por não falarem a mesma lingua, não terem a mesma cultura, religião ou aparência.
Isso descaracteriza a cultura do país e o jeito de viver com comportamentos e conhecimentos que não estão no padrão da sociedade.
Você pode exigir respeito, mas não haverá coesão social.
Sem falar a língua, a comunicação é inviável.
Sensacional.
Imagino alguem falando ao sujeito: veja bem, curso superior não é opção para voce porque ja tem gente de mais, então pode esquecer.
As vagas para empregos de 2o grau tambem estao tomadas.
Então suas opções são lavar banheiros, varrer ruas, recolher lixo, essas coisas.
Ah, seu sonho era fazer medicina? Que azar, heim sujeito?
Os imigrantes deveriam ter curso superior? Se sim, haverá gente com diploma lavando banheiro.
É necessário haver gente para fazer isso, mas não precisa de diploma para isso. Então o governo não deveria gastar dinheiro e nem a pessoa perder tempo de vida com um curso que não terá utilidade na carreira. Há vídeos sobre esse problema no Brasil.
Então os imigrantes devem não ter curso superior e fazer os trabalhos braçais?
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 28/11/2025, 16:34

Tutu
Não fazem parte da massa majoritária, que é pobre.
Em que parte do texto do seu artigo aparece a expressão “massa majoritária”? Ele simplesmente afirma: “A longo prazo, seus descendentes serão (...) mais pobres do que a média da população”. Essa é uma generalização péssima. Isso porque os imigrantes asiáticos e europeus, como agregado, têm renda média maior do que a dos americanos nativos — e eles representam cerca de 40% de toda a população imigrante. Quarenta por cento não é nada trivial.
Tutu
100 anos atrás a economia era diferente, a economia estava em expansão e havia muito espaço para construir. O estudo falou de certa mobilidade, mas não disse que os descendentes alcançaram a média da população.
E daí? Essa observação não contribui em nada para provar a afirmação do seu artigo: “A longo prazo, seus descendentes serão tão pobres quanto eles”. Os imigrantes mexicanos nos EUA apresentam mais mobilidade intergeracional ascendente do que os americanos nativos, portanto essa proposição é falsa. Para avaliar se um indivíduo se beneficiou ao fim de uma trajetória migratória, o parâmetro de comparação é o seu status quo inicial, não a renda média do americano.
Tutu
Se colocarmos América Latina, Europa Oriental e grande parte do norte da África e do Oriente Médio, sobre poucos com crescimento excessivo. Países árabes estão com natalidade em queda livre.
A África Subsaariana tem 48 países além da Nigéria. A taxa de fecundidade total média na região é de aproximadamente 4,07 a 4,6 filhos por mulher. Já a taxa de fecundidade dos muçulmanos é de cerca de 3 filhos por mulher — e há muitos países de maioria muçulmana fora da África Subsaariana.
Tutu
Os alemães tem um nível de qualificação muito bom. Os que não tem curso superior são qualificados, tendo curso profissionalizante. Se não é bacharelado, é curso técnico.
Conclusão irrelevante. Com ou sem curso profissionalizante, o alemão típico não quer ocupar vagas em profissões “desagradáveis” que exigem alto esforço físico ou moral (lixeiro, zelador, operário de manufatura, motorista de caminhão etc.). É por isso que as empresas alemãs cujos fatores de produção são intensivos nesse tipo de trabalho têm uma demanda significativa por imigrantes.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 28/11/2025, 21:06
Huxley
Em que parte do texto do seu artigo aparece a expressão “massa majoritária”? Ele simplesmente afirma: “A longo prazo, seus descendentes serão (...) mais pobres do que a média da população”. Essa é uma generalização péssima. Isso porque os imigrantes asiáticos e europeus, como agregado, têm renda média maior do que a dos americanos nativos — e eles representam cerca de 40% de toda a população imigrante. Quarenta por cento não é nada trivial.
Imigrantes que ganham acima do que um americano médio ganha não estão morando em guetos. Os guetos estão crescendo a cada dia nesses países.
E daí? Essa observação não contribui em nada para provar a afirmação do seu artigo: “A longo prazo, seus descendentes serão tão pobres quanto eles”. Os imigrantes mexicanos nos EUA apresentam mais mobilidade intergeracional ascendente do que os americanos nativos, portanto essa proposição é falsa. Para avaliar se um indivíduo se beneficiou ao fim de uma trajetória migratória, o parâmetro de comparação é o seu status quo inicial, não a renda média do americano.
Isso acaba mantendo o padrão de castas e classes análogas a racismo estrutural.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 28/11/2025, 22:55

Tutu
...
Sobre influencias culturais desejadas ou não:
Culturas e linguas sofrem mudanças ao longo da história. Não existia Frances, Ingles, Portugues, Espanhol, Italiano e muitas outras na Europa do Sec V. Somente Latim, Grego, ..
Quer se impeça, quer se permita a entrada de imigrantes indesejados, a cultura e a lingua de um lugar vão sofrer mudanças. Porque a imigração não é a única via pela qual isso acontece. Há várias outras.
O mesmo vale para religiões.
O Cristianismo, por exemplo, é uma quimera parida numa mistura de judaismo e helenismo e estes por sua vez são igualmente quimeras.
Adiciona-se a isso o fato de que nem sempre tais mudanças são somente para pior. Pode ser que sejam para melhor, talvez em parte ruim, em parte boa, talvez neutras, talvez irrelevantes.
Não há nuances, nem reflexão cuidadosa no pensamento de um xenofobo: está tudo de um lado (bom - o dele) ou do outro (ruim - o outro).
Essa simplificação é certamente mais conveniente para quem tem intelecto limitado.
O conservador avesso a qualquer mudança tem um problema: ele se comporta como se pudesse prever o futuro, pois que já supõe que tal e qual mudança é certamente para pior.
A unica forma de garantir proteção a uma lingua e cultura por um longo tempo é se fechar totalmente ao mundo externo, como Coreia do norte, como os Bene Tleilaxu de Duna...
E não só: alem de se fechar todos os canais de influencias externos, há que se controlar com mão de ferro o interno e manter aquelas tradiçõe imaculadas.
Pois que a sociedade mesma é um desses canais de mudança... Gerações vem e vão e mesmo numa sociedade 100% isolada, cedo ou tarde, mudanças começam a aparecer,
pois que os bisnetos não precisam ter necessariamente a mesma opinião que seus bisavós, pois não são seus clones identicos em absolutamente tudo, até no psicologico...
Por fim, isso é receita 100% garantida para estagnação.
Logo, essas pretensões de originalidade e continuidade indefinidas de culturas, linguas ou religiões não passam de mera ficção.
--------------
Sobre se "imigrantes não deviam ter diploma": Onde isto esta dito nos meus comentarios?
Apenas mostrei ali um cenario hipotético naquele contexto de "controlar quantos diplomados uma sociedade poderia ter para se evitar que houvessem diplomas em excesso". E foi exatamente isso que voce sugeriu.
Isso até me lembrou a republica de Platão onde uma pessoa esta destinada a uma dessas tres classes (Governante, Guardião ou Produtor) ou o sistema de castas na India.
E tambem deixei claro que a imigração supre uma demanda pelos DOIS tipos de profissionais: Qualificado e não-qualificados.
0
0
0
0
0
0
0
Data da postagem: 29/11/2025, 07:11