
Clube Veneno
Constrangimento científico

Citação de: EuAteu em 19 de Setembro de 2006, 14:29:04
Desconhecido não. Desconhecido é o cara que ta passando pela minha calçada neste exato momento, mesmo eu nao estando perto da janela para ver.
Para o ateísmo, deus não existe.
sentiu a diferença?
HSette, o texto de Carl Sagan no seu post já denota essa evidência. Para o ateísmo Deus é um desconhecido.
Desconhecido não. Desconhecido é o cara que ta passando pela minha calçada neste exato momento, mesmo eu nao estando perto da janela para ver.
Para o ateísmo, deus não existe.
sentiu a diferença?
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Data da postagem: 19/09/2006, 10:59

Citação de: EuAteu em 19 de Setembro de 2006, 14:29:04
Você está viajando, EuAteu.
Onde, no texto do Sagan há alguma evidência de que o Universo tenha sido criado???
Às vezes acho que você está mesmo de gozação.
E não inverta o ônus da prova, meu caro. Se você faz afirmações baseado no Princípio Antrópico, cabe a você prová-lo.
E até que você ou quem quer que seja consiga prová-lo, é balela sim.
Aliás, já estou acostumado com o uso indevido da Ciência para tentar dar embasamento a crenças e que tais. Por aqui isso não funciona.
HSette, o texto de Carl Sagan no seu post já denota essa evidência. Para o ateísmo Deus é um desconhecido, que é o local para onde a ciência está indo. Mas parece faltar humildade e paciência em alguns passageiros. Como vc pode afirmar com tanta exatidão que o Princípio Antrópico é uma balela? Quantas décadas vc estudou para falar isso? Ao menos consegue provar?
Você está viajando, EuAteu.
Onde, no texto do Sagan há alguma evidência de que o Universo tenha sido criado???
Às vezes acho que você está mesmo de gozação.
E não inverta o ônus da prova, meu caro. Se você faz afirmações baseado no Princípio Antrópico, cabe a você prová-lo.
E até que você ou quem quer que seja consiga prová-lo, é balela sim.
Aliás, já estou acostumado com o uso indevido da Ciência para tentar dar embasamento a crenças e que tais. Por aqui isso não funciona.
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Data da postagem: 19/09/2006, 12:05

Pessoal, vamos fazer uma distinção aqui antes de mais nada:
O Princípio Antrópico é uma idéia muito debatida em ciência, mas que não tem, em princípio, nada a ver com Design Inteligente! Em particular, a versão Forte do PA pode ser interpretada Teleologicamente, o que não significa que todos os que defendam o PA favoreçam a interpretação Teleológica ou o ID.
Isso posto, vamos à mensagem do EuAteu:
Citação de: EuAteu em 19 de Setembro de 2006, 13:52:43
Muita gente leva a sério, e muita gente não leva. Eu apresentei um seminário sobre PA para a cadeira de Relatividade Geral e sei como é
Citar
Estou dizendo simplesmente que o cerne do PA - ou seja, a existência de um ajuste muito fino como pré-condição para a existência de vida como a nossa - não é, por si só, evidência contra, nem a favor do Design Inteligente. Simplesmente é uma constatação.
O Princípio Antrópico é uma idéia muito debatida em ciência, mas que não tem, em princípio, nada a ver com Design Inteligente! Em particular, a versão Forte do PA pode ser interpretada Teleologicamente, o que não significa que todos os que defendam o PA favoreçam a interpretação Teleológica ou o ID.
Isso posto, vamos à mensagem do EuAteu:
Citação de: EuAteu em 19 de Setembro de 2006, 13:52:43
Dizer que o Princípio Antrópico não é levado a sério é querer demais.
Muita gente leva a sério, e muita gente não leva. Eu apresentei um seminário sobre PA para a cadeira de Relatividade Geral e sei como é
Citar
Pensar em universos alternativos não difere em nada de pensar em Deus. Já que insistem na negação de Deus pelas evidências da natureza, somente teoria sobre evidências de mundos paralelos já é por si só semelhante a imaginar um Deus. É o mesmo raciocínio.
Estou dizendo simplesmente que o cerne do PA - ou seja, a existência de um ajuste muito fino como pré-condição para a existência de vida como a nossa - não é, por si só, evidência contra, nem a favor do Design Inteligente. Simplesmente é uma constatação.
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Data da postagem: 19/09/2006, 12:19

Aí é que está, Dbohr.
Por isso frisei em meu último post a questão do uso indevido da Ciência.
E o EuAteu está adotando esta prática. Isso não é nem um pouco apropriado.
Aliás, isso é típico. Nas discussões envolvendo o Espíritismo isso ocorre o tempo todo.
Por isso frisei em meu último post a questão do uso indevido da Ciência.
E o EuAteu está adotando esta prática. Isso não é nem um pouco apropriado.
Aliás, isso é típico. Nas discussões envolvendo o Espíritismo isso ocorre o tempo todo.
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Data da postagem: 19/09/2006, 14:50
A constatação do Princípio Antrópico como coloquei, e o Dbohr confirmou, é uso indevido da Ciência? Misturar PA com Design Inteligente é uso indevido da ciência, não a constatação de uma ou de outra, ou simplesmente discutirmos sobre o assunto.
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Data da postagem: 19/09/2006, 15:04

Citação de: EuAteu em 19 de Setembro de 2006, 19:04:59
Princípio Antrópico é uma idéia especulativa. Não chega a ser ciência, e não deve ser apresentada como se fosse.
Citar
Como se "constata" uma idéia como o Princípio Antrópico ou o Design Inteligente?
Apresentar, falar a respeito, tudo bem. Mas o que há para constatar além da idéia em si?
Quanto a misturar PA com DI... nenhuma das duas é ciência, então misturá-las também não é ciência, e portanto não é uso indevido da ciência.
A constatação do Princípio Antrópico como coloquei, e o Dbohr confirmou, é uso indevido da Ciência?
Princípio Antrópico é uma idéia especulativa. Não chega a ser ciência, e não deve ser apresentada como se fosse.
Citar
Misturar PA com Design Inteligente é uso indevido da ciência, não a constatação de uma ou de outra, ou simplesmente discutirmos sobre o assunto.
Como se "constata" uma idéia como o Princípio Antrópico ou o Design Inteligente?
Apresentar, falar a respeito, tudo bem. Mas o que há para constatar além da idéia em si?
Quanto a misturar PA com DI... nenhuma das duas é ciência, então misturá-las também não é ciência, e portanto não é uso indevido da ciência.
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Data da postagem: 19/09/2006, 15:08

No seguinte link há um ótimo texto a respeito:
El argumento del diseño y el principio antrópico
http://astronomia.net/cosmologia/antropico.htm
Abaixo, um trecho esclarecedor:
Obs: PAD = Principio Antrópico Débil
O texto avança em relação ao Princípio Antrópico Forte, e as considerações são ainda mais avassaladora.
El estatus del PAD como posible argumento válido para obtener conocimiento positivo de la naturaleza es una polémica perfectamente legítima dentro del marco de la ciencia. Sin embargo, como veremos a continuación, otras veces se han hecho extrapolaciones e interpretaciones de los argumentos antrópicos que no están legitimados aún desde la lógica más elemental.
En 1974, Brandon Carter fue aún más lejos e introdujo lo que se conoce como Principio Antrópico Fuerte (PAF): El universo debe tener las propiedades adecuadas que permitan el desarrollo de la vida en algún momento de su historia.
Una de las interpretaciones posibles del PAF se acerca peligrosamente al siguiente argumento: el universo fue diseñado con el propósito de que apareciera la vida, y posteriormente observadores inteligentes como los seres humanos.
Michael Ikeda y Bill Jefferys han interpretado este argumento desde el punto de vista de la teoría de probabilidades, poniéndolo de la siguiente forma:
Si el universo es sólo consecuencia de leyes naturales, entonces la probabilidad de que un universo escogido al azar entre todos los universos posibles sea "hospitalario" con la vida, permitiendo su aparición y posterior desarrollo, es muy pequeña. Y por tanto se sigue que la probabilidad de un origen naturalista del universo, dado el hecho observado de que el universo es "hospitalario" con la vida, es también pequeña.
La conclusión es una falacia común en los argumentos basados en teoría de la probabilidad. Un ejemplo simple puede aclarar la situación: La probabilidad de que el ganador de una mano de póquer lo haga con una escalera real de color es pequeña, lo que no implica obviamente que la probabilidad de ganar la partida si uno tiene una escalera real de color sea pequeña. Al contrario, una mano como esa nos asegura prácticamente la victoria.
Pero existe aún una segunda razón por la que el argumento del "ajuste fino" interpretado como un argumento bayesiano inverso es erróneo: para que una inferencia sea válida, es necesario tomar en cuenta toda la información conocida que pueda ser relevante para la conclusión. En el caso que nos ocupa, ocurre que tenemos una información interesante en nuestro haber: la vida existe en nuestro universo.
Por tanto, no es válido hacer inferencias acerca del carácter naturalista del universo sin tomar en cuenta tanto que la vida efectivamente existe como que nuestro universo es suficientemente "hospitalario" con ella. De lo que se sigue que cualquier inferencia acerca del carácter naturalista del universo debe estar condicionada por estos dos hechos.
En consecuencia, para inferir la probabilidad de que nuestro universo esté regido sólo por leyes naturales, es irrelevante el valor que tome la probabilidad de que el universo sea "hospitalario" con la vida en el caso naturalista.
En otras palabras, es enteramente irrelevante si existe o no un ajuste fino de los parámetros del universo.
(...)
A medida que sabemos más sobre la física del universo primigenio, la imagen del Creador se diluye hasta convertirse en sólo la esperanza de algunos de poner al hombre en un lugar central que nunca le ha correspondido.
El argumento del diseño y el principio antrópico
http://astronomia.net/cosmologia/antropico.htm
Abaixo, um trecho esclarecedor:
Obs: PAD = Principio Antrópico Débil
O texto avança em relação ao Princípio Antrópico Forte, e as considerações são ainda mais avassaladora.
El estatus del PAD como posible argumento válido para obtener conocimiento positivo de la naturaleza es una polémica perfectamente legítima dentro del marco de la ciencia. Sin embargo, como veremos a continuación, otras veces se han hecho extrapolaciones e interpretaciones de los argumentos antrópicos que no están legitimados aún desde la lógica más elemental.
En 1974, Brandon Carter fue aún más lejos e introdujo lo que se conoce como Principio Antrópico Fuerte (PAF): El universo debe tener las propiedades adecuadas que permitan el desarrollo de la vida en algún momento de su historia.
Una de las interpretaciones posibles del PAF se acerca peligrosamente al siguiente argumento: el universo fue diseñado con el propósito de que apareciera la vida, y posteriormente observadores inteligentes como los seres humanos.
Michael Ikeda y Bill Jefferys han interpretado este argumento desde el punto de vista de la teoría de probabilidades, poniéndolo de la siguiente forma:
Si el universo es sólo consecuencia de leyes naturales, entonces la probabilidad de que un universo escogido al azar entre todos los universos posibles sea "hospitalario" con la vida, permitiendo su aparición y posterior desarrollo, es muy pequeña. Y por tanto se sigue que la probabilidad de un origen naturalista del universo, dado el hecho observado de que el universo es "hospitalario" con la vida, es también pequeña.
La conclusión es una falacia común en los argumentos basados en teoría de la probabilidad. Un ejemplo simple puede aclarar la situación: La probabilidad de que el ganador de una mano de póquer lo haga con una escalera real de color es pequeña, lo que no implica obviamente que la probabilidad de ganar la partida si uno tiene una escalera real de color sea pequeña. Al contrario, una mano como esa nos asegura prácticamente la victoria.
Pero existe aún una segunda razón por la que el argumento del "ajuste fino" interpretado como un argumento bayesiano inverso es erróneo: para que una inferencia sea válida, es necesario tomar en cuenta toda la información conocida que pueda ser relevante para la conclusión. En el caso que nos ocupa, ocurre que tenemos una información interesante en nuestro haber: la vida existe en nuestro universo.
Por tanto, no es válido hacer inferencias acerca del carácter naturalista del universo sin tomar en cuenta tanto que la vida efectivamente existe como que nuestro universo es suficientemente "hospitalario" con ella. De lo que se sigue que cualquier inferencia acerca del carácter naturalista del universo debe estar condicionada por estos dos hechos.
En consecuencia, para inferir la probabilidad de que nuestro universo esté regido sólo por leyes naturales, es irrelevante el valor que tome la probabilidad de que el universo sea "hospitalario" con la vida en el caso naturalista.
En otras palabras, es enteramente irrelevante si existe o no un ajuste fino de los parámetros del universo.
(...)
A medida que sabemos más sobre la física del universo primigenio, la imagen del Creador se diluye hasta convertirse en sólo la esperanza de algunos de poner al hombre en un lugar central que nunca le ha correspondido.
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Data da postagem: 19/09/2006, 17:18

Sim, a análise do Dantas e do link postado pelo HSette estão essencialmente corretas. Esses são os motivos pelos quais a maioria dos físicos e cosmólogos não vê o PA com bons olhos.
Qual a utilidade do PA, então? Serviu como critério de seleção em ao menos um caso: Fred Hoyle previu um nível ressonante do Carbono-12 nas reações de nucleossíntese estelar. Ele sabia que o Carbono deveria ser produzido numa determinada taxa em estrelas para dar conta da abundância do elemento que se observava.
Guiado por essa idéia, ele soube onde procurar esse nível ressonante - e o encontrou.
Vale reforçar:
O PA não é uma teoria. Não é uma equação. Não é uma maquininha, que você pluga uma variável e retorna uma resposta. É apenas e tão somente um critério de seleção, não de todo diferente da Navalha de Ockham.
Infelizmente, também é uma das maiores fontes de confusão que já vi...
Qual a utilidade do PA, então? Serviu como critério de seleção em ao menos um caso: Fred Hoyle previu um nível ressonante do Carbono-12 nas reações de nucleossíntese estelar. Ele sabia que o Carbono deveria ser produzido numa determinada taxa em estrelas para dar conta da abundância do elemento que se observava.
Guiado por essa idéia, ele soube onde procurar esse nível ressonante - e o encontrou.
Vale reforçar:
O PA não é uma teoria. Não é uma equação. Não é uma maquininha, que você pluga uma variável e retorna uma resposta. É apenas e tão somente um critério de seleção, não de todo diferente da Navalha de Ockham.
Infelizmente, também é uma das maiores fontes de confusão que já vi...
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Data da postagem: 19/09/2006, 18:40
Há mais um constrangimento científico encontrado na obra "A Vida do Cosmos" de Lee Smolin - Oxford University Press,1997 – "The Life of Cosmos" by Lee Smolin - Oxford University Press, 1997). Lee Smolin afirma na discussão que ele chama de “O Milagre das Estrelas” – ‘The Miracle of Stars’:
"Se quisermos genuinamente entender nosso universo, estas relações entre as estruturas em largas escalas e as partículas elementares devem ser compreendidas como alguma coisa mais que uma coincidência. Devemos entender como se deu que os parâmetros que governam as partículas elementares e suas interações estejam em sintonia e perfeitamente equilibrados de tal maneira que se ergue um universo com assombrosa variedade e complexidade".
É Claro, é possível que isto seja apenas uma coincidência. Talvez antes de ir mais além devêssemos perguntar apenas quão provável é que um universo criado ao selecionar aleatoriamente os parâmetros contenha estrelas? Dado ao que acabamos de dizer é simples estimar esta probabilidade... A resposta, em números redondos, uma chance em 10 elevado a 229."
"Se quisermos genuinamente entender nosso universo, estas relações entre as estruturas em largas escalas e as partículas elementares devem ser compreendidas como alguma coisa mais que uma coincidência. Devemos entender como se deu que os parâmetros que governam as partículas elementares e suas interações estejam em sintonia e perfeitamente equilibrados de tal maneira que se ergue um universo com assombrosa variedade e complexidade".
É Claro, é possível que isto seja apenas uma coincidência. Talvez antes de ir mais além devêssemos perguntar apenas quão provável é que um universo criado ao selecionar aleatoriamente os parâmetros contenha estrelas? Dado ao que acabamos de dizer é simples estimar esta probabilidade... A resposta, em números redondos, uma chance em 10 elevado a 229."
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Data da postagem: 20/09/2006, 09:59

Citação de: Nigh?mare
Boa!
Citação de: EuAteu
Não consigo ver qualquer relação lógica de semelhança entre crer num deus criador, enquanto entidade fantasiosa, e a possibilidade de existirem múltiplos universos.
Citação de: EuAteu
Para o ateísmo Deus não existe. Para o agnosticismo é que "Deus" pode ser desconhecido.
Não foi o "universo" que foi desenhado para a vida; é o fenômeno vida que se amoldou às características do "universo". Por isso tudo parece se encaixar perfeitamente no "design". Não é o corpo que foi feito pensando no terno; foi terno que foi feito sob medida para o corpo. Se liga.
É como dizer: "Olha como nossas orelhas foram desenhadas para usarmos óculos".
Boa!
Citação de: EuAteu
Pensar em universos alternativos não difere em nada de pensar em Deus. Já que insistem na negação de Deus pelas evidências da natureza, somente teoria sobre evidências de mundos paralelos já é por si só semelhante a imaginar um Deus. É o mesmo raciocínio.
Não consigo ver qualquer relação lógica de semelhança entre crer num deus criador, enquanto entidade fantasiosa, e a possibilidade de existirem múltiplos universos.
Citação de: EuAteu
Para o ateísmo Deus é um desconhecido, que é o local para onde a ciência está indo. Mas parece faltar humildade e paciência em alguns passageiros. Como vc pode afirmar com tanta exatidão que o Princípio Antrópico é uma balela? Quantas décadas vc estudou para falar isso? Ao menos consegue provar?
Para o ateísmo Deus não existe. Para o agnosticismo é que "Deus" pode ser desconhecido.
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Data da postagem: 20/09/2006, 10:02